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A da moda?! A sério?!

HP(coisa mais querida da minha vida… ou então não!), há muito tempo que não conversamos por isso vamos lá falar aqui as duas… Agora és a bactéria da moda?! A sério, não me faças rir?! Andas a incomodar ainda mais pessoas? Quando é que isto acaba? Já não bastava seres chatinha como ainda por cima és uma ‘maria vai com todas’. Não sei que te faça, a sério.

Queria acreditar que eu seria daquelas que resistia à tua presença que aguentava e suportava, muito em silêncio, aquilo que tu bem decidias fazer… mas afinal, não: tenho recebido tantos mas tantos relatos de pessoas que estão contigo pelos cabelos. E conheço muitas que nem sequer conseguem o antibiótico porque está esgotado. Sinceramente…

Deixa as pessoas ou, pelo menos, não sejas chata. Deixa-as fazer a vida normal, não provoques mal estar, indigestão. Vá lá, peço-te. Se podes ficar aí sossegada por que não ficas? Que isto seja um assunto só entre nós duas e que ainda não está resolvido, eu bem sei. Não penses que eu ando distraída, tenho-te ‘debaixo de olho’.

Mas olha… já gostei menos de ti… aprendi e aceitei. As pessoas não se mudam, todos os dedos da nossa mão são diferentes, não é…? Quem disse que com as bactérias seria diferente?! Vá, deixa lá a tua marca na minha vida. Eu depois mostro-te o caminho da saída. Em direcção à rua. Tipo labirinto.

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Quem anda à chuva…

… vai molhar-se, ah pois!!!! Mas acho que estas fotografias merecem outra legenda:

“Chuva! Para arrefecer os ânimos!” ou “Atira-me água benta!”

“Presidente(s) à prova de água!”

“- Estamos aqui exactamente por que…?!”

Fotos: Agência Reuters e LUSA

 

Quem anda à chuva… Go, Croácia!!!

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O amor incondicional

– “Tenho uma coisa para te contar… Hoje abracei um senhor que estava de olhar perdido, a ver o mar. Perguntei se podia ficar com ele, um instante”. A conversa da A. começou desta forma.

– “Sabes qual foi a resposta dele? ‘Olhe… se quiser ficar é a única a querer estar ao meu lado’… Doeu-me tanto que não imaginas”, disse.

– “Eu imagino. Mas… isso foi porquê?”, questionei.

– “Ele  foi viajar com os netos e só os via nas horas das refeições, tirando isso estava sozinho. Eles só precisavam de quem lhes pagasse a viagem”, explicou-me. “Sabes”, continuou, “o universo levou-o até mim e ali ficamos a conversar um bocadinho, os dois. Deu-me o prazer de parar e estar uns minutos a beber um chá, a descansar as pernas e a sentir a brisa do mar. No fim quem agradeceu fui eu”.

Deste lado do ecrã do telefone, eu sorri. A. lembrou-me aquilo que tenho sentido nos últimos tempos: estamos num rodopio constante, numa ansiedade e inércia simultâneas. As prioridades alteram-se, de um momento para o outro. Estamos doentes por falta de amor, pela nossa incapacidade crescente de nos colocarmos no lugar do outro. Fazemos correntes, vestimos camisolas, partilhamos publicações mas não damos um simples sorriso a quem passa. E é triste.

Naquele instante eu senti o que me escreveu, de seguida: “Ainda bem que o meu coração encontrou o teu. Gosto muito de ti”.

Sou uma sortuda. Ponto final.