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9.


Passamos a vida agarrados ao número perfeito. O 7. O 13. O 16.
Por que são números que nos dizem muito. A nós e a tanta gente. Por que são números que têm aquele significado. Até podem ter. E têm.

Mas depois… conhecemos o 9.
E só quando ele chega é que percebemos a insignificância dos outros. E admitimos a importância de um número, uma data, um momento. Um acaso que faz a vida mudar toda. Para muito melhor.

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Sobre o erro…

 

Às vezes nem percebemos que o estamos a cometer.

Achamos que para nós faz sentido e esquecemos o outro lado. Depois lá vem a realidade e dá-nos assim um safanão pelas costas, um rombo que nos faz perder a força nas pernas e o alinhamento da coluna.

O erro é um erro é isso pesa. Carrega-se. E custa.

O erro tolda-nos.

Faz -nos humanos. Lembra-nos que somos impressionatemente imperfeitos. Que essa é a grande condição da vida.

A imperfeição.

O saber que por mais direitos que andemos, por mais inspirados que estejamos… acabamos por fazer alguma coisa errada. Por que é assim. Às vezes é uma acção, outras uma palavra, uma frase que cai mal, um tom desapropriado.
Não quer dizer que sejamos más pessoas, pouco íntegras ou de menor confiança. Quer dizer apenas que a adaptação à vida é constante. Que a nossa procura pelo que é mais correcto não acaba aos 25, 34, 40 ou 60 anos.

O erro é penoso.
Caramba… se é. O que fazemos com ele? O mesmo que fazemos com a razão: nada, a não ser saber que o possuímos. Saber que é nosso, que o praticamos e que não nos vai deixar.

O erro possibilita-nos.
A ser melhores. Para os outros e para nós. Redefine os limites da liberdade. Abre espaço ao perdão. A dar uma oportunidade. A saber que aquilo é uma parte e não um todo.

O erro faz-nos pessoas. E ensina-nos a não errar.
Outra vez.

Bem-vindos à vida real.