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Os melhores.

É bonito quando são os jornalistas a reconhecer grandeza nos outros jornalistas. Tantas vezes isso devia ser feito e tão poucas acontece. O que importa agora é que para a revista TIME as personalidades do ano são jornalistas. Algumas deram a vida por isso, por não calarem, por acreditarem que por detrás de um sorriso nem sempre há um bom coração, por que ousaram provar isso. Pagaram caro mas não pode ser em vão. A todos os que denunciam, a todos os que não calam, a todos os que apontam o dedo e desconfiam da primeira versão que lhes contam, a todos os que questionam e voltam a questionar.

Dizem que o jornalista é curioso. Meus amigos, o jornalista é intuitivo e teimoso. Até arrepia.

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O meu dia.

Como o Mundo acha que foi o meu dia:

Bem… como não está a apresentar o Diário da Manhã também não está a fazer mais nada. Portanto…

10 horas : acordou. Tomou o pequeno-almoço e leu jornais que alguém foi buscar.

11 horas: foi apanhar sol.

13 horas: almoçou.

14 horas: dormiu a sesta até à hora de jantar.

21 horas: jantou e foi sair à noite.

01 horas: chegou a casa.

Esta é a vida estupenda que as pessoas acham que eu tenho.

Como, na realidade, foi o meu dia:

6 horas: acordei com uma alergia imensa na pele do rosto. Deixei a máquina da loiça a lavar e a da roupa programada.

8 horas: agarrei nas tralhas todas e entrei na TVI. Visionei entrevistas, projectei outras e ‘atei’ coisas soltas.

10 horas: maquilhei.

12 horas: levantei dorsais de corrida.

13 horas: passei na farmácia a comprar cremes para tratar a alergia.

16 horas: arranquei para Santarém.

18h30: defendi uma pós graduação em Nova Comunicação no ISLA com o Marcos Pinto, o Humberto Simões, o Miguel Raposo, a Catarina Miranda, o Óscar Gouveia e o Vasco Ribeiro Santos. (inscrições a decorrer, by the way…)

21 horas: jantei.

01 horas: cheguei a casa. Atropelada por um comboio. Tirei a roupa da máquina.

Tenho uma vida diferente de muita gente mas semelhante à de algumas pessoas.

E sabem?

Têm razão.

Tenho uma vida estupenda. A vida que eu escolhi.

 

 

 

 

 

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Contra a violência doméstica, em todo o lado

Estas imagens são da Praça Habima, em Tel Aviv, Israel. São sapatos vermelhos, de mulheres que os usam ou… já usaram. O que está aqui é um protesto contra a falta de actuação do Governo pela violência doméstica. Este ano, pelo menos 24 mulheres morreram devido a abusos dentro da família ou pelas mãos de pessoas com quem mantinham relações afectivas. TODAS contactaram as autoridades e disseram que temiam pela sua segurança e sobrevivência. O Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu prometeu medidas recorde para parar esta situação. Esta realidade dramática e animalesca afecta o Mundo inteiro, independentemente da cultura, credo ou raça.

E as imagens não precisam de mais legendas. 

Fonte: The Guardian

Fotos: Oded Balilty/AP+ Jim Hollander/EPA

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A Rosa, a maior!

Acordámos todos com esta notícia maravilhosa: a Rosa Mota, nossa campeã Olímpica em 1988 ganhou uma maratona em Macau. Que maraviha, que inspiração, que força! E porquê? Por que a Rosa Mota tem 60 anos mas tem tanta energia que comove e embaraça. Aposto que esta medalha sabe bem.

Lembro bem deste vídeo promocional que gravámos por altura da Semana Europeia do Desporto. Esta acção foi gravada, digo-vos agora, em tempo recorde. No total, demorámos 1 hora a fazer tudo: a gravar vários takes da mesma fala, vários momentos a correr, a caminhar, a saltar à corda. Pelo meio, muita gente a passar, a falar à Rosa e ela a responder, a incentivar, sem perder o foco. Podia não achar muita piada a estar a ser conduzida por uma miúda que não conhecia de lado nenhum. Não. Nunca questionou, até deu ideias. Mal sabia que tinha ali uma profunda admiradora. Às vezes, esta vida proporciona-nos a possibilidade de estar com quem muito admiramos.

“Acordei, não tinha agenda e resolvi ir correr!”. É isto. Simples.

Parabéns, querida Rosa Mota! E obrigada, que exemplo!