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O meu dia.

Como o Mundo acha que foi o meu dia:

Bem… como não está a apresentar o Diário da Manhã também não está a fazer mais nada. Portanto…

10 horas : acordou. Tomou o pequeno-almoço e leu jornais que alguém foi buscar.

11 horas: foi apanhar sol.

13 horas: almoçou.

14 horas: dormiu a sesta até à hora de jantar.

21 horas: jantou e foi sair à noite.

01 horas: chegou a casa.

Esta é a vida estupenda que as pessoas acham que eu tenho.

Como, na realidade, foi o meu dia:

6 horas: acordei com uma alergia imensa na pele do rosto. Deixei a máquina da loiça a lavar e a da roupa programada.

8 horas: agarrei nas tralhas todas e entrei na TVI. Visionei entrevistas, projectei outras e ‘atei’ coisas soltas.

10 horas: maquilhei.

12 horas: levantei dorsais de corrida.

13 horas: passei na farmácia a comprar cremes para tratar a alergia.

16 horas: arranquei para Santarém.

18h30: defendi uma pós graduação em Nova Comunicação no ISLA com o Marcos Pinto, o Humberto Simões, o Miguel Raposo, a Catarina Miranda, o Óscar Gouveia e o Vasco Ribeiro Santos. (inscrições a decorrer, by the way…)

21 horas: jantei.

01 horas: cheguei a casa. Atropelada por um comboio. Tirei a roupa da máquina.

Tenho uma vida diferente de muita gente mas semelhante à de algumas pessoas.

E sabem?

Têm razão.

Tenho uma vida estupenda. A vida que eu escolhi.

 

 

 

 

 

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Contra a violência doméstica, em todo o lado

Estas imagens são da Praça Habima, em Tel Aviv, Israel. São sapatos vermelhos, de mulheres que os usam ou… já usaram. O que está aqui é um protesto contra a falta de actuação do Governo pela violência doméstica. Este ano, pelo menos 24 mulheres morreram devido a abusos dentro da família ou pelas mãos de pessoas com quem mantinham relações afectivas. TODAS contactaram as autoridades e disseram que temiam pela sua segurança e sobrevivência. O Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu prometeu medidas recorde para parar esta situação. Esta realidade dramática e animalesca afecta o Mundo inteiro, independentemente da cultura, credo ou raça.

E as imagens não precisam de mais legendas. 

Fonte: The Guardian

Fotos: Oded Balilty/AP+ Jim Hollander/EPA

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A Rosa, a maior!

Acordámos todos com esta notícia maravilhosa: a Rosa Mota, nossa campeã Olímpica em 1988 ganhou uma maratona em Macau. Que maraviha, que inspiração, que força! E porquê? Por que a Rosa Mota tem 60 anos mas tem tanta energia que comove e embaraça. Aposto que esta medalha sabe bem.

Lembro bem deste vídeo promocional que gravámos por altura da Semana Europeia do Desporto. Esta acção foi gravada, digo-vos agora, em tempo recorde. No total, demorámos 1 hora a fazer tudo: a gravar vários takes da mesma fala, vários momentos a correr, a caminhar, a saltar à corda. Pelo meio, muita gente a passar, a falar à Rosa e ela a responder, a incentivar, sem perder o foco. Podia não achar muita piada a estar a ser conduzida por uma miúda que não conhecia de lado nenhum. Não. Nunca questionou, até deu ideias. Mal sabia que tinha ali uma profunda admiradora. Às vezes, esta vida proporciona-nos a possibilidade de estar com quem muito admiramos.

“Acordei, não tinha agenda e resolvi ir correr!”. É isto. Simples.

Parabéns, querida Rosa Mota! E obrigada, que exemplo!