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Amor ou energia?

Energia.

Aquilo que damos. Aquilo que recebemos. Aquilo que sentimos.

Acredito na energia que existe nas coisas, nos momentos, nas pessoas. Acredito que o Universo alinha o bom e o mau. Como a Ordem e o Caos, cada um no seu lugar, no sítio certo. No sítio.

Acredito que tudo chega a nós na altura certa: não há que temer os tropeços, as demoras, os desencontros, as dúvidas. Não existem quando a energia está alinhada. Não existem.

Acredito mais nas vibrações que nas ‘primeiras vistas’ e confio na sua fluidez. Na beleza do encontro, na paz da verdade. A energia não mente.

A teoria de Peter Higgs é que somos todos feitos de matéria, de luz.

E… quando duas luzes se encontram não há como esconder. É nisso que eu confio, no brilho que daí resulta.

Só nisso.

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Web Summit. E vale a pena pensar nisto.

  1. Ao terceiro dia, consegui ver alguma coisa da Web Summit. Devo confessar que os robots me cativam muito, a Inteligência Artificial é qualquer coisa palpitante!!! A possibilidade de assumirem trabalhos que nós dispensamos fazer, que nos tiram tempo, que nos ocupam… deixa-me em pulgas!! Mas, como tudo, é preciso medida: o fogo serve, ao mesmo tempo, para cozinhar e para incendiar uma casa. A Humanidade tem curiosidade, quer desenvolver mas pode, facilmente, perder o controlo. O Secretário Geral das Nações Unidas alertou para isso, ontem, muitas outras vozes já o fizeram, também.
  2. Confesso que fiquei desiludida, este ano. Talvez por não ser novidade, talvez por toda a ansiedade… fiquei desiludida. É verdade que a Sophia já conseguiu identificar expressões faciais do seu interlocutor, é verdade que disse que tinha pernas (mas não as trouxe…), é verdade que trouxe o irmão mas… as dificuldades técnicas desiludiram-me. Não há mistérios: são máquinas, estão programadas, o algoritmo não falha. Mas… falhou. E quando uma Altice Arena cheia esperava mais qualquer coisa… eles ficaram em silêncio. Desculpem mas esperava mais. Esperava mesmo.
  3. Estou curiosa para perceber como a Web Summit se vai reinventar, ao longo de 10 anos.

Aquilo que não me desiludiu foi a presença de Tony Blair, ex-primeiro britânico. Falou-se de muita coisa mas basicamente de pessoas, de confiança. De União.

De Trump, que é imprevisível, o que é preocupante. Das eleições intercalares americanas, que já relevam alguma mudança. Do sentimento do povo amaricano, que sente que ainda não ‘o odeia’ o suficiente. (Nesta altura acabo de ver Trump a tratar mal vários jornalistas, numa conferência, e só me apetece dar estalos em quem o elegeu… sem comentários, apenas muita vergonha alheia)

De economia: não é surpresa para ninguém a ascensão da China, o cavalgante caminho que tem trilhado e o lugar de supremacia que já assumiu, também. E que essa tendência só se combate… com união. Com a força dos países que têm muitas coisas em comum. Seja europeus ou intercontinentais. Mas que sejam unidos.

E do Brexit… o grande erro da Europa. Blair arrancou muitos aplausos, ao longo de toda a intervenção. Dúvida, como todos, que Theresa May consiga um acordo a tempo da saída do Reino Unido.da União Europeia, a 29 de Março de 2019. Sem acordo mínimo, que seja, vai correr tudo muito mal. Blair defende outro referendo, garante que vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para o provocar e considera que isso não é nenhum sinal de amadorismo do Reino Unido. Pelo contrário, por que aquilo que se sabe, que já se conhece, o projecto do futuro que se avizinha… é mau demais. Não há alternativa assim-assim. E que isso deve também servir de exemplo, para as outras democracias ocidentais.

Não podia estar mais de acordo. Não é mudar de ideias, é crescer. Democracia é isso, crescer, evoluir. Um sistema ‘do povo, feito pelo povo, para o povo’. E o povo também se engana. Normalmente, com tempo de duração relativo mas desta vez… correu mesmo mal.

Que o povo perceba, que se faça ‘jurisprudência’ de outras decisões e que não se repita. Por que errar é normal, persistir no erro é que não.

 

 

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Em directo

E quando uma lâmpada se estraga… há que trocar. Sem atrasos, sem demoras até por que há um programa no ar. Foi assim hoje, é assim tantas vezes e, também, repetidas durante um programa. Esta não estoirou, não fez muito barulho, vá lá. Tivemos sorte.

Equipa pronta, atenta para ver onde se apagou a luz… faz toda a diferença. Sim, eu faço muita coisa durante o programa… mas eles fazem bem mais que eu! Eu fico cá em baixo, fixamente a olhar, a rezar para que a escada não escorregue e não aconteça nada. Esta estava acessível mas outras ficam (bem) mais altas. Um sufoco!!!

Bem… amanhã há mais! E haverá, concerteza, outra lâmpada para substituir.

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A importância dos avós

Há umas semanas o Nelson desafiou-me para lhe falar dos meus avós. Não foi preciso nada para lhe dizer ‘sim’! Foram, são importantes e nunca deixaram de o ser, para mim.

Mas não foi fácil… Obrigou-me a viajar pelo passado… pelo cheiro ao chá de lúcia-lima da minha avó, pelas lágrimas de felicidade do meu avô… pelo amor e pela memória que nunca vão desaparecer. Aconteça o que acontecer.

Podem ler, ver, ouvir tudo aqui.

Já agora, aproveitem para espreitar todo o site, um verdadeiro hino aos afectos.