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5 Perguntas a Fernando Correia

O Fernando Correia dispensa apresentações. Homem da comunicação, é comentador de futebol no ‘Diário da Manhã’ e um grande amigo. Estas 5 perguntas acontecem por ocasião do lançamento do seu 36º livro (sim, sim, leram bem…!!!!) intitulado “E se eu fosse Deus?”.

1 – Porque resolveu escrever agora sobre os sem abrigo?

Penso que a escrita social (obviamente temática) resulta da  muita vida que vivi, do muito que vi e do muito que senti e aprendi. Para além disso sinto que é meu dever despertar consciências, eventualmente adormecidas.

2) 35 livros depois… Ainda há ideias?

 Este meu novo livro é o nº 36, mas para mim é como se fosse o primeiro. Já escrevi contos; dediquei – me à literatura infanto – juvenil; escrevi biografias; lancei – me na aventura do romance, dediquei algum espaço ao desporto…
Agora é tempo de não ter medo da verdade.

3)   Escrever é uma terapia?

Também é uma terapia, mas pode ser uma catarse e uma lavagem de alma.

4) Precisa mais da escrita ou do futebol?

O futebol foi um acidente na minha carreira de jornalista e depois de me ter especializado em sociologia da informação. Porquê? Essencialmente para fugir à perseguição do “estado novo salazarista”.

5)  Para quando um livro autobiográfico?

o livro autobiográfico será o próximo e terá um título muito próximo deste: “O QUE EU SEI DE MIM”.

 

 

 

O Fernando é… Comecei este texto 5 vezes.

Escrevi, apaguei…. Porque o Fernando é tantas coisas que não sei por onde começar. Profissional ímpar, atento, lúcido, crítico, pontual, responsável, inteligente. O Fernando que vocês conhecem, que vêm à minha frente todas as semanas, é isto tudo e mais.

Mas o meu Fernando é tantas coisas que vocês não sabem… é aquela pessoa que, ainda fora do estúdio, já está a acenar com as duas mãos, como as crianças; é aquele abraço firme que chega sem perguntar se alguém precisa dele; é aquele que telefona se eu falto um dia sem avisar (raro) e pergunta ‘olha lá, andas a trair-me?’; é aquele que gosta de perder as horas na mesa de um restaurante a contar histórias; é aquele que só 10 dias depois confessa que teve um problema de saúde; é aquele que fica fechado num vestiário e que me telefona para eu ir tentar arrombar a porta (sim, isto é verídico, aconteceu meeeesmo!); é aquele que chega com um brilhozinho nos olhos e diz ‘já comecei a escrever outro livro’; é aquele que nunca deixa ficar mal num momento de comentário.

Já perdi a conta às emissões que fizemos em conjunto e o Fernando brilha sempre, sem nunca me deixar ficar mal, mesmo que eu diga qualquer coisa menos correcta (que acontece algumas vezes) ele nunca nega, numa repreende, corrige sempre sem se notar nem levantar a voz.

Qualquer coisa que diga sobre o Fernando parece-me sempre muito pouco. No dia em que me falou deste último livro, ainda em 2016, contou-me a história do título e… ficamos os dois em silêncio…. ‘E se eu fosse Deus?’. Os olhos dele brilhavam.

 

Conheci um grande professor quando comecei a fazer o Diário da Manhã mas, acima de tudo, ganhei um grande amigo que faz parte da História deste país.

Honra eterna.

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Bom diiiiia!!!!!

Não me canso de dizer bom dia, foi um vício que apanhei e que agora vou repetir aqui muiiiitas vezes!

Sejam bemvindos!

Deixem-me contar-vos a história do ‘nunca’.

É muito simples, conto-a em 2 linhas: a Patrícia que conhecem nunca quis trabalhar em televisão e, adivinhem… também nunca quis ser pivot. Mais, política e economia (Uuuui!!) eram dois dos grandes terrores da vida, logo, jamais pensar em estudar estas áreas.

Na vida apenas escolhi ser jornalista. Sinceramente, acho que é por isso que tenho sido tão feliz.

E agora… Escolhi este blog. Viver é partilhar. Por isso, aqui vou partilhar. Ser jornalista é privilegiar o momento, estar atenta à realidade, ouvir, cheirar, provar do que somos feitos, afinal. É sentir que se é a pessoa certa, no sítio certo, à hora certa.

E contar a história, sem a guardar, para que seja sempre relembrada.

Mas o jornalismo, tal como a vida, tem pessoas dentro porque são as pessoas que valem a pena, sempre. Aquelas com que nos cruzamos, ou aquelas que escolhemos ter ao nosso lado, e ainda as outras que a vida nos dá. Porque nada, rigorosamente nada, acontece por acaso.

Espero que se divirtam, eu vou fazer por
isso! Obrigada e… Vemo-nos por aqui!