Imagem

Supervisionar

Nos últimos tempos, antes da HP voltar a atacar, assumi uma tarefa nova: a de revisora de artigos científicos.

Um trabalho muito interessante, especialmente por não ser na minha área de conhecimento, a ciência política. Que bom que é sair da zona de conforto e ganhar conhecimento, admito que nunca pensei um dia desempenhar esta tarefa. E também é bom, muito bom, perceber o que se faz de novo, o que se investiga e procura e de que forma é que isso pode alterar o trabalho de cada pessoa, que se dedica a esta vida académica. O balanço é bom, muito positivo mesmo!

Missões como esta (sim, olho para essa tarefa desta forma) são sempre ingratas. O americano Seth Godin lembra e muito bem que “Nós não somos o nosso currículum, nós somos o nosso trabalho“. E é essa ideia que tento honrar todos os dias.

 

Esta tarefa fez-me lembrar também que é melhor focar-me na minha tese e, depois, na conferência em que irei participar, em Julho, em Lisboa, na Academia Militar, a IJCIEOM- International Joint Conference on Industrial Engineering and Operations Managment. Quem quiser inscrever-se ainda tem até dia 15 da Maio para o fazer, o prazo para submeter artigos é 5 dias antes, dia 10 de Maio.

 

Imagem

E…

Ao décimo dia… ela descansou. Da lactose, do potássio. Dos 14 comprimidos diários.

Ao décimo dia… ela apanhou ar.

Ao décimo dia… ela teve a certeza que nada na nossa vida acontece por acaso. Há sempre um momento, um dia em  que tudo muda.

Ao décimo dia… a sorte alinhou-se com a vontade.

Ao décimo dia… ficou tudo bem.

Ao décimo dia… ela sorriu mais.

Ao décimo dia… ela descansou. Onde devia.

Imagem

O Henrique

O Henrique.

Sempre o tratámos assim, sempre o tratei assim. Para nós, na redacção da TVI, só há o Henrique. Nunca houve o Henrique Garcia.

Todos falam da sua calma, a característica mais marcante, talvez. Eu quero salientar outra: a enorme discrição por que sempre pautou a vida. No campo pessoal não lhe conheço notícias, no campo profissional… caramba. O Henrique chegava à redacção e só sabíamos que lá estava se o víssemos. Sem alaridos, nem histerismos. Acho que só lhe ouvi um tom de voz mais alto a rir e, aí, não se inibia. No seu lugar, começava a perceber a realidade que iria apresentar, a ler jornais, a definir alinhamento com o editor. No ar, aquela firmeza dava-nos segurança. Quando sabíamos que era ‘o Henrique’ a presentar não havia qualquer dúvida nem preocupação. Ontem, encontrei-o no estúdio, minutos antes do Jornal das 8 começar, a treinar o pivôt de abertura… como se fosse preciso. Como se fosse preciso. E sorriu-me, como sempre.

48 anos… O Henrique tem mais anos de profissão que eu de vida. Só isso já me obrigaria a ter um infinito respeito. Mas o seu rigor, a sua isenção, o cuidado no contraditório, tão ‘esquecido’ pelas novas gerações sempre em busca do imediato, em busca do reconhecimento pelo espectáculo, o discernimento pelo que é a notícia, tão necessário. O Henrique é do tempo da verdade, daquela que não se esconde e se busca sempre, daquela que as redes sociais não ludibriavam e ele nunca quis saber muito disso. Do tempo em que a elegância é a forma como se tratam os outros e não o número do fato que se veste. Do tempo em que não se falha, nunca se falha à palavra, que foi sempre o mais importante.

E a memória. Não, querido Henrique, a memória não está nos computadores, como ontem me disse. Aí está o arquivo. A memória está em nós, naquilo que vivemos, no que absorvemos e aprendemos, no que guardamos e transmitimos. E na hora de transmitir, poucos o faziam assim. Ensinar pelo exemplo, pelo gesto, pela actuação.

Vê-nos aqui todos, ontem, a escutar o seu exemplo? É este o grande legado que nos deixa.

Ainda lembro bem aquela frase “26 de Fevereiro de 2009. Hoje, as notícias, começam aqui”. Foi o arranque da TVI 24. Estávamos todos em êxtase. O Henrique estava calmíssimo e foi ele quem abriu o canal.

Graças a si somos melhores profissionais. Sou melhor profissional. Já não vou herdar os pivôts da 25a Hora de domingo, já não vou ver as inicias HG na linha do ok (cada pivôt põe as suas iniciais numa linha da grelha do alinhamento, para que todos saibam que o texto foi visto por si).

Os jornalistas são, provavelmente, das piores classes laborais. Digo isto sem qualquer problema mas com muita mágoa: já senti na pele várias vezes a ira de colegas de profissão, o desprimor, o ataque fácil. Mas ontem a redacção da TVI deu uma grande lição a todos: estivemos unidos a prestar-lhe uma justa homenagem, nem podia ser de outra maneira.

– ‘Olá, Henrique’, disse.

– ‘Olá. Estás cá?’, respondeu-me.

– ‘É claro que estou, nem podia estar noutro lado’.

E deu-me um abraço forte, sentido. Olhamo-nos nos olhos e só me disse “Estamos vivos”. Como eu o percebo.

Mais tarde aproximei-me e, mais recatados, disse o que tinha de dizer, o que sentia, o imenso orgulho que tive em trabalhar com o Henrique nestes 11 anos de TVI. É uma conversa nossa. Os jornalistas sentem da mesma maneira. Só precisa de se olhar nos olhos e percebem tudo. E os olhos do Henrique não mentem. Apesar daquela “poker face” característica, ontem não foi possível disfarçar. Havia emoção nele e em nós. Em todos nós.

OBRIGADA, HENRIQUE. Estamos vivos. 

 

 

Imagem

Hoje é dia de (não) trabalhar?

Neste Dia do Trabalhador… tenho saudades de trabalhar. Bem sei que é mesmo assim, que, às vezes, é preciso parar e mais nada.

Estes dias em casa, com actividade reduzida a -1 só me têm dado a certeza que, de facto, sou uma sortuda: sou feliz a trabalhar. Tenho o melhor exemplo dos meus pais, exímios trabalhadores, incansáveis, sempre de cabeça erguida para os contratempos da vida (e têm sido alguns…) mas nunca com os braços caídos, nunca. Das características que mais lhes admiro é a capacidade absolutamente extraordinária de começar do zero: um trabalho novo, um sítio novo, uma área nova, um patrão novo. Eu… não sei se conseguia. Como é que eu podia ser diferente com exemplos destes??? Jamais. São eles o meu maior orgulho, naturalmente, não apenas pela capacidade de trabalho mas por que são são bons seres humanos, alegram-se pelo bem dos outros, fazem-lhes bem como me fazem a mim que sou do seu sangue.

De facto, sou uma sortuda. Também porque na minha família tenho outros exemplos de quem nunca nunca se rendeu e procura sempre uma solução, sem se fixar nos problemas. Não, não os vou mostrar. São meus. Só meus e fazem parte da minha vida que é só para mim.

De facto, sou uma sortuda. A vida tem sido boa para mim: tem-me dado oportunidade de fazer coisas que nunca pensei, conhecer pessoas vitais para a minha existência, estar em momentos históricos. Tenho saudades de trabalhar. Nesta altura, a maioria das pessoas que me está a ler já revirou os olhos 50 vezes e pensou ‘está louca, só pode’ mas não, não estou. E nem estou a pensar naquela frase ‘pensa que tens sorte por teres um emprego’, vá, podem guardar as pedras. Acreditem que parar duas vezes em 4 meses ajuda a ver tudo de uma outra forma, e eu já não era nada ‘amarga’. Tenho saudades de trabalhar por que eu sou feliz no que faço, pertenço ao lote de pessoas que não se cansa a trabalhar, que se diverte, que faz o que ama verdadeiramente. E isso… venha HP, venha o que vier, não me vão tirar.

Mas tenho saudades, lá isso tenho.

 

Imagem

Perigo! Duas caras!

Segunda feira é o dia perfeito para apresentar colaborações novas no blog!

A Dra. Margarida Vieitez é a primeira, escreve sobre pessoas, relações familiares e #pessoasqueprecisamdepessoas. Sempre! O seu primeiro texto é inspirado no último livro “Perigo: Duas caras!“.

PERIGO! NARCISISTAS!

NINGUEM ESTÁ A SALVO!

Sabia que um só narcisista TEM O PODER de destruir a sua autoestima e autoconfiança?

Sabia que bastam apenas alguns segundos na sua presença para começar a duvidar do seu valor?

Existem pessoas com profundos traços narcisistas que tem este poder e que o conseguem fazer, mesmo que lhe pareça impossível acontecer consigo!

 

A atual sociedade da imagem, consumo imediato, descartabilidade efemeridade e as redes sociais promovem cada vez mais comportamentos narcisistas, como a mentira, o egoísmo, egocentrismo, individualismo, superficialidade, futilidade, controle absoluto, e fomentam freneticamente o ter e o parecer como sinónimo de poder, em detrimento do “eu” e do ser, que se esconde debaixo não de uma, mas de várias máscaras, na busca de constante validação exterior.

O número de pessoas com traços profundos de narcisismo doentio está a aumentar vertiginosamente, não só em Portugal, mas também na Europa e no Mundo, e pode mesmo vir a tornar-se um grave problema de saúde mental, na medida em que cresce com ele uma espécie de epidemia de indiferença, senão total “desempatia” e violência para com o próximo.

De uma forma direta e assertiva: parece que cada vez mais pessoas se estão “nas tintas” para os outros e vivem como se eles, as suas necessidades, interesses, desejos, dores e sofrimento, não existissem.

Mais, julgam-se acima do comum dos cidadãos, são arrogantes, prepotentes, superiores, alguns mesmo assemelhando-se a verdadeiros déspotas, comparam-se, competem, invejam, buscam as luzes da ribalta e arrogam-se tratamento diferenciado.

Mais ainda, pensam que têm o direito de criticar, culpar, discutir quando lhes apetece e o outro tem a obrigação de carregar às costas o seu lixo emocional, insatisfação e infelicidade, calar-se e aguentar!

E esta não é uma realidade que afeta uma, duas, ou três pessoas!

Afeta milhões em Portugal e em todo o mundo e é transversal a todas as relações.

Porque esse vicio de criticar, de culpar, de estar em permanente conflito, de inferiorizar, incapacitar, confundir, fazer o outro sentir-se irritado, angustiado, ansioso, desesperado, um zero, é muito mais grave do que possa supor e coloca a sua sanidade mental em perigo!

As pessoas com traços profundos de narcisismo são realmente PERIGOSAS!

E sabe porquê? Porque colocam em perigo a sua autoestima, a sua autoconfiança e fazem-no duvidar do seu valor!

Algumas destas pessoas conseguem minar e até destruir a sua identidade, passando a depender emocionalmente e a identificar-se com os seus comportamentos.

O constante apontar de defeitos e falhas, a pressão para fazer o que não quer, as cobranças, a chantagem, as insinuações, o sarcasmo, podem conduzi-lo a pensar que é você que está errado, ou tem algo de errado, e fazer com que sinta a obrigação de dar mais e mais e mais… recebendo cada vez menos, e menos e menos… sentindo estar num labirinto sem saída, porque não quer perder o trabalho, o amigo, a Mãe, o Pai ou aquele que julga ser o grande amor da sua vida, que o está a levar quase à loucura, sem perceber porquê, porque é boa pessoa e nada fez para o merecer.

E é este receio/medo/fobia de perder que o pode fazer esquecer de quem um dia foi e colocá-lo em perigo!

Quanto mais tempo pensar que quem está errado é você e que conseguirá fazer o milagre de o mudar, mas risco a sua saúde mental corre. Quando isto acontece, não há nada mais nada a perdoar, a perceber, a compreender… o foco é, sim, tomar as rédeas da sua autoestima e da sua vida!

Estas pessoas raramente mudam, porque na cabeça delas quem tem de mudar, quem tem problemas e quem está louco, são os outros!

Porque ninguém está a salvo de ter um namorado, companheiro, chefe, ou familiar narcisista, para defender-se precisa saber identificar esses traços, saber como pensam e como atuam.

Se este tema lhe suscita interesse, saiba que escrevi um Novo Livro sobre ele: “PERIGO! DUAS CARAS” que poderá encontrar em qualquer livraria.

As pessoas narcisistas não vão ter mais poder sobre Si e sobre a sua vida!

 

 Margarida Vieitez                                                  

www.margaridavieitez.com

Imagem

Detox digital

Eu, fervorosa adepta das redes sociais, seguidora de blogs, dos gadgets, da internet, me confesso… desliguei.

Este fim de semana estou off…. Só com a HP. Faz bem ao corpo e à mente: detox digital. Vamos fazer todos? Não querem virar macaquinhos, pois não? Experimentem esquecer o telefone, num canto da casa ou deixar a bateria acabar. O detox  também se aplica às apps de jornais, revistas e afins!!!! BOM FIM DE SEMANA!

Imagem

A comoção

Comove-me a bondade. O dar, o cuidar, o querer estar presente, o nunca abdicar da presença de alguém nos momentos mais importantes mas, principalmente, naqueles mais restritos, os que ninguém vê, ninguém sabe e, por isso, ninguém pode estragar.

Comove-me quem faz o bem, quem se esforça por fazer os outros felizes só porque sim, quem corre, quem deixa tudo, quem percebe que faz a diferença.

Comove-me quem ama sem medida, quem tem um coração capaz de dilatar tanto que mais parece de elástico, quem usa todos os músculos do corpo para esticar mais um bocadinho e abraçar e chegar a quem precisa.

Comove-me alguém que nos deixa entrar no seu mundo, tão restrito (às vezes), tão especial (quase sempre), tão pouco dado ao entendimento. Mas também quem não se fixa aí, quem sabe sair, quem consegue adaptar-se a um outro que se apresenta, quem se esforça por se envolver nele… porque quer.

Fotografia: Carlos Ramos

Comovem-me as pessoas que têm a subtileza de se fazer notar sem se impor, que percebem como são indispensáveis pela palavra, pelo gesto, pelo exemplo.

Comove-me um abraço oferecido no silêncio, inusitado, com um suspiro profundo, com um entregar de carinho, sem truques nem chatices e que se transforma na melhor parte do dia.

Comove-me um beijo roubado, depois de tanto tempo à espera, de tantas tentativas falhadas, de tantas voltas se dar ao texto à procura de uma razão.

Comove-me a simplicidade, umas calças rotas, umas botas dobradas, uma t-shirt moldada ao corpo, um agasalho escuro. Comove-me o sol, o mar, o rir por tudo e por nada.

Comove-me o carinho, o gesto, o toque, o amor. Comovem-me as boas pessoas que preferem as acções em vez das palavras. Sempre.

Imagem

Diário da bactéria #5

Antes de vos dizer alguma coisa tenho de confessar que estou cheia de mágoa deste sol. Agora, a sério?! E na semana passada, quando se podia?? Além de não conseguir sair de casa, sol é coisa que também não me dá jeito… O sistema imunitário está completamente em baixo e uma constipação também não vinha nada a calhar.

Dito isto… tudo bem! Quer dizer… Tudo a andar. Sinto-me uma mãe de segunda viagem (como se eu soubesse, sequer, o que isso é!), no quarto dia de tratamento. Conheço as manhas da ‘cria’ e, por isso, estou a lidar melhor com a situação, já não repito erros, alimentares, por exemplo. O balanço é, ainda assim, chatinho: muitos efeitos secundários que já dei conta, e a acrescentar… uma cara cheia de borbulhas. Uma pessoa nunca teve acne, as minhas irmãs sofreram horrores (a do meio, principalmente) mas eu, zero. Nem uma borbulha por causa do chocolate, nem uma borbulha porque precisava de exfoliação no rosto… NADA! Todos os cuidados e muita sorte… Até agora. Admito que não sei bem viver com isto. Uma pessoa não está bonita, e não parece bonita, sequer. E, sinceramente, HP… Borbulhas? Por favor… era mesmo só o que me faltava.

Portanto, numa rara, raríssima aparição mostro-vos que estou a aguentar-me. Mas a foto é propositadamente desfocada, pouco nítida, (já com o truque do cabelo nos olhos, atenção) que eu gosto de ostentar o sorriso, nunca ninguém mo vai tirar… mas dispenso as borbulhas!

Imagem

Onde estavas no 25 de Abril?

No 25 de Abril, eu estava em parte nenhuma. Nasci 10 anos depois, sou filha da liberdade, já.

Fotografia: Alfredo Cunha

No 25 de Abril, se eu existisse, provavelmente estaria no Terreiro do Paço ou no Largo do Carmo, bem no meio da confusão, como eu gosto, a registar tudo, perto do Alfredo Cunha, Eduardo Gageiro ou Adelino Gomes, a tentar perceber tudo, a aborrecer Salgueiro Maia por uma declaração, como tantos fizeram.

No 25 de Abril, eu estaria certamente a celebrar. A rebentar de euforia, a enaltecer o que alguém fez por mim, por nós, para sempre.

 

No 25 de Abril, hoje, encho a alma de gratidão e percebo que há coisas que não têm preço e que a liberdade está no topo desse lote. Hoje, 44 anos depois, a minha profissão está directamente ligada a essa liberdade. Sem ela, não poderíamos existir, eu seria nada. Não consigo conceber o que seria, já tentei e não consigo. Admiro profundamente quem o viveu, quem resistiu e comovo-me sempre que o recordo. Liberdade para escrever, para denunciar, para mostrar, para acordar pessoas por uma declaração, para incomodar com uma manchete de jornal atrevida, com um lead de notícia arrojado… com a VERDADE.

Liberdade para mim é VERDADE: para se ser o que se quiser, ir onde se quiser, dizer o que se quiser, como se quiser, fazer o que bem se entende, gritar, exultar, venerar, seguir, sem dar explicações, sem dar ‘cavaco’ a ninguém. Só por que SIM.

Liberdade para dizer NÃO: não quero, não aceito, não preciso, não procuro, não me satisfaz, não me faz feliz.

Liberdade para dizer QUERO MAIS: mais liberdade (quem diria…?), mais dignidade, mais direitos, mais deveres, mais integração Nacional e Europeia, mais participação cívica, mais valorização. É lutar, é não desistir, é não baixar a cabeça perante qualquer contrariedade.

A Liberdade é um direito mas é dever de todos nós olhar por ela, fazer por ela, reinventá-la, não a deixar, sequer, adormecer.

Liberdade é tudo o que quiserem que seja. Liberdade é simples. Não compliquem.

Imagem

HP, parte 2

Pooooois é.

Cá estamos nós outra vez, eu e a HP. Havia esta possibilidade, eu já tinha sido alertada que nem sempre o primeiro tratamento é eficaz. E… não foi. Regressamos mesmo à casa de partida, desta vez, com 3 antibióticos. Parece que a Helicobacter Pylori é uma bactéria inteligente, que se foi moldando aos tratamentos desenvolvidos ao longo dos anos e está cada vez mais resistente. ÓBVIAMENTE que só podia agarrar-se a mim, uma miúda tão espertiiiinha… eu não podia ter uma ‘coisinha’ qualquer, tinha que ser das especiais, das mais chatinhas!

Nem sei bem que vos diga… Soube do resultado há uns dias. Não me surpreendeu, apesar de tudo… eu sentia-a cá. Voltei ao médico (os valores mostram que o tratamento foi quase ineficaz). Avisei os mais próximos, despachei todo o trabalho que podia ficar pendente, pedi desculpa a quem não vou acompanhar nos próximos tempos e enchi o coração de coragem, ar, força, resistência, serenidade. Já comecei a navegar, as vagas são maiores desta vez e ultrapassam bem os 5 metros. Mas tudo passa, tudo começa e termina, nada é para sempre. Só o amor.

Portanto… cá estamos, eu e ela, de novo a acertar contas com a vida, a parar, a dormir a maior parte do dia, em prisão domiciliária. Isso significa, naturalmente e novamente, o meu afastamento nos próximos tempos.

Mas… é claro que vai passar, HP não te enganes, não estou aqui para te dar tréguas. Estou apenas cansada de ti: caramba, miúda, tanto sítio giro para visitar e resolves estar ainda no meu organismo.

Get a life, tá? Que eu tenho mais que fazer.