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Entretanto, de Bruxelas…

… além do frio de bater dente, chegam fotografias de (poucos) cidadãos espanhóis que celebram os 39 anos da Constituição, referendada em 6 de Dezembro de 1978. As bandeiras das várias regiões confundem-se e ocupam o mesmo espaço, entre manifestantes. Espanha vive um impasse com a Catalunha a ir a votos no próximo dia 21 e com os principais rostos fora da região e do país e a fazer campanha, à distância.

Se esta campanha correr bem, Espanha consegue (mais) um assunto de análise. Estou ansiosa para ver!

 

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Ciclos

O cientista Russo Nikolai Kondratiev defendeu que os ciclos económicos acontecem em espaços de tempo que podem 40 ou 50 anos, o que explica o que tem acontecido no Mundo nos últimos 200 anos. É uma das teorias, apenas. Há várias. Mas peço que olhem para esta, em particular.

Neste gráfico é possível perceber que o primeiro ciclo teve início no Século XVIII, aquando da Primeira Revolução Industrial. Entre o início do Século XX e até 1950, Kondratiev comportou os avanços das tecnologias ligadas à electricidade, como os electrodomésticos, e o quanto se estenderam à população mundial. Entre meados e finais do Século XX, o que o autor considerou o desenvolvimento da indústria petroquímica. Por último, o ciclo que está centrado no grande desenvolvimento tecnológico, computadores, internet, e comunicações móveis. Um ciclo que começou em 2010 e, segundo Kondratiev, não tem data para terminar. Se esta teoria estiver correcta, assim como os seus pressupostos, a chave do desenvolvimento está na nanotecnologia, usada para implementar e desenvolver novos e avançados cuidados de saúde, assim como no ambiente. O foco será cuidar da saúde do ambiente e da saúde das pessoas, no seu sentido mais holístico, como se de um todo se tratasse.

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DÉFICE vs DÍVIDA

Portugal pertence à União Europeia (U.E.) desde 12 de junho de 1985. O primeiro ministro Mário Soares assinou o documento de formalização da adesão portuguesa, no Mosteiros dos Jerónimos, em simultâneo com a entrada de Espanha.

Depois da revolução de 1974, Portugal enfrentava um período de grave crise financeira. O fim do império colonial ditou também a perda de grande riqueza e receitas, o país estava sob forte dependência externa.

O que começou com o objectivo de progresso económico, paz e liberdade entre os vários países da Europa cresceu desde os primeiros tempo da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) e é hoje uma forte comunidade composta por 28 países e com pedidos de adesão de outros 5 (Albânia, Antiga Republica Jugoslava da Macedónia, Montenegro, Turquia e Sérvia) e 2 potenciais candidatos (Bósnia-Herzegovina e Kosovo).

Para fazer parte deste grupo, Portugal aceitou regras comuns aos demais países, entra elas, regras de política fiscal.

Assim, Os países da U.E. devem demonstrar que possuem finanças públicas sãs e devem cumprir dois critérios: o seu défice orçamental não pode exceder 3 % do produto interno bruto (PIB); a dívida pública (dívida do governo e dos organismos públicos) não pode exceder 60 % do PIB.

Quando Portugal pediu ajuda externa em 2010 (sim, passaram 7 anos…) o défice estava nos 8,4% e a dívida em 94%.

Hoje, esses valores estão em 1,9% de défice mas a dívida não para de aumentar: a estimativa é que no final do ano o valor seja de 127,7%.

Falamos/ouvimos falar de défice e dívida todos os dias, nas notícias. Mas afinal… o que é isto? Simples definir, simples perceber.

O défice orçamental é diferença entre as receitas e despesas de um dado período de tempo (normalmente um ano). A contabilidade ao longo do ano é feita por trimestre e semestre.

A dívida pública é o total da dívida que os Estado tem para com terceiros.

Vamos lá pensar nisto de forma prática: pensem no défice como a diferença entre o que ganham e o que gastam, essa diferença é o vosso défice, pode ser positivo ou negativo.

A dívida são os vossos encargos: casa, carro, dívidas que assumem para com outras entidades.

São as duas essenciais para uma saúde financeira saudável, certo? Para um Estado também.

http://europa.eu

www.ine.pt

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A silenciosa diabetes

Todos temos casos na nossa família ou que conhecemos, de diabetes. Acontece o mesmo com outras doenças. Infelizmente. Há realidades que nos tocam e este toca-me muito. Tenho uma grande amiga diabética e quando estamos juntas ela faz medições dos níveis de glicose ou injecções de insulina. Não me incomoda nada, desde que esteja bem. Mas sei que tem muitos cuidados.
Habituamo-nos à palavra, a ouvir falar de diabetes e parece que nem valorizamos como devíamos. Mesmo que não conheça em pormenor alguma doença, o meu trabalho dá-me essa possibilidade.
Hoje, logo pela manhã, neste Dia Mundial dei conta dos números mais negros de que podemos ter memória: 200 novos diagnósticos todos os dias. 3 membros amputados, todos os dias.

Maior incidência nas mulheres, por ano morrem cerca de 2mil e 500. Tudo fica mais grave com o cenário de diabetes gestacional. São números tão maus que o Presidente da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal os comparou à calamidade dos incêndios. Não podia ser uma imagem mais dramática. É muito certeira. Às vezes… Temos de chocar.
A diabetes, como muitas outras doenças, dependem muitos vezes (não todas) do nosso estilo de vida. Hábitos saudáveis, alimentação correcta, prática de exercício físico.

Há poucas semanas a Organização Mundial da Saúde alertava que, daqui a 4 anos, o número de jovens obesos vai ultrapassar o número de pessoas subnutridas. 55 por cento das pessoas com diabetes tem problemas de obesidade.
Fui embaixadora do desporto em Portugal. Assumi o compromisso de correr e escalar paredes mas também de passar a mensagem: be active, sejam activos.

 

 

 

Pela vossa saude, não se lembrem do vosso bem estar apenas quando a situação já é grave. Corremos cada vez mais mas a tendência é para vivermos melhor… Não é amanhã, infelizmente. Vamos trabalhar, dividir-nos e a ciência vai ajudar-nos. Mas… Às vezes pode ser tarde demais.

A minha avó era diabética. Não resistiu a complicações. A doença faz sofrer toda a gente.

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The final Web Summit

 

No balanço da Web Summit tem de constar um GRANDE APLAUSO para as mulheres:

Nesta cimeira:

  • metade das pessoas registadas era do sexo feminino
  • 35,4% dos oradores foram mulheres
  • O espaço ‘Women in Tech‘ recebeu 58% de participantes do sexo feminino

Números bastante simpáticos e que vêm provar que afinal as mulheres também se destacam na indústria do digital e que se querem posicionar, cada vez mais (o Mundo continua sem saber quem será a sucessora de Zuckerberg, apesar de já me ter disponibilizado para tal…). Tenho para mim que a sensibilidade feminina pode ser uma mais-valia para esta indústria, no sentido de afinar pormenores, de difundir mensagens e até de negócio: as mulheres estão sempre cheias de ideias, encontrei muitas nos pavilhões, a ‘vender’ startup.

Mas há mais números…

  • 59,115 pessoas de 170 países estiveram em Lisboa.
  • 2,600 meios de comunicação de todo o Mundo falaram da Web Summit.
  • A quantidade de cabo utilizada dava para escalar o Monte Evereste 8 vezes (80 mil quilómetros)
  • Mais de 205 mil copos recicláveis foram utilizados durante a cimeira.
  • Centre Stage foi composto por 314 reservatórios de água, 140k focos de projeção e 30,000 watts de som.
  • 2.2 milhões de sessões de wi-fi foram registadas durante todo o evento.
  • 45 terabytes de tráfego durante os vários dias.
  • Mais de 2,100 startups estiveram presentes.
  • 1,400 dos mais importantes investidores do Mundo estiveram em Lisboa.
  • 1,200 oradores.

Até o astronauta Paolo Nespoli enviou uma mensagem muito especial do espaço. Podem ver aqui https://media.websummit.com/press-releases/web-summit-is-out-of-this-world

 

Quem ainda acha que a tecnologia não pode fazer nada pelo Mundo e pela Humanidade devia ter escutado Al Gore. Polémico, pertinente, certeiro. Al Gore até rezou em palco para que os Estados Unidos da América (EUA) escolham outro presidente em 2020 (apesar de haver uma sondagem a mostrar que fariam exactamente o contrário, um ano depois), criticou o Reino Unido pelo Brexit e lembrou que os EUA ainda são responsáveis pelo que assinaram no Acordo de Paris e que estão sempre a tempo de voltar atrás… depois de Trump sair. Por um lado, Al Gore não deixou passar a responsabilidade que o seu país tem nas alterações climáticas mas não deixou o Mundo descansar porque a responsabilidade é de todos e está ao alcance de todos. Afinal, como explicou de forma tão simples… a camada de ozono é tão fina que se a quiséssemos percorrer de carro demorávamos entre 5 a 10 minutos.

Minutos depois, com a energia de sempre mas pouca voz, o Presidente da República lembrava que Portugal não estava fora do Acordo de Paris e que mantinha a sua responsabilidade e, também por isso, devia continuar a receber a Web Summit, além de 2018.

Se Portugal merece? Nem pode haver dúvidas.

Deixo mais imagens que registei ontem. O espaço, os voluntários e as muitas dúvidas que o digital suscita.