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9.


Passamos a vida agarrados ao número perfeito. O 7. O 13. O 16.
Por que são números que nos dizem muito. A nós e a tanta gente. Por que são números que têm aquele significado. Até podem ter. E têm.

Mas depois… conhecemos o 9.
E só quando ele chega é que percebemos a insignificância dos outros. E admitimos a importância de um número, uma data, um momento. Um acaso que faz a vida mudar toda. Para muito melhor.

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Sobre o erro…

 

Às vezes nem percebemos que o estamos a cometer.

Achamos que para nós faz sentido e esquecemos o outro lado. Depois lá vem a realidade e dá-nos assim um safanão pelas costas, um rombo que nos faz perder a força nas pernas e o alinhamento da coluna.

O erro é um erro é isso pesa. Carrega-se. E custa.

O erro tolda-nos.

Faz -nos humanos. Lembra-nos que somos impressionatemente imperfeitos. Que essa é a grande condição da vida.

A imperfeição.

O saber que por mais direitos que andemos, por mais inspirados que estejamos… acabamos por fazer alguma coisa errada. Por que é assim. Às vezes é uma acção, outras uma palavra, uma frase que cai mal, um tom desapropriado.
Não quer dizer que sejamos más pessoas, pouco íntegras ou de menor confiança. Quer dizer apenas que a adaptação à vida é constante. Que a nossa procura pelo que é mais correcto não acaba aos 25, 34, 40 ou 60 anos.

O erro é penoso.
Caramba… se é. O que fazemos com ele? O mesmo que fazemos com a razão: nada, a não ser saber que o possuímos. Saber que é nosso, que o praticamos e que não nos vai deixar.

O erro possibilita-nos.
A ser melhores. Para os outros e para nós. Redefine os limites da liberdade. Abre espaço ao perdão. A dar uma oportunidade. A saber que aquilo é uma parte e não um todo.

O erro faz-nos pessoas. E ensina-nos a não errar.
Outra vez.

Bem-vindos à vida real.

 

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China na Lua.

Os chineses chegaram ao lado mais oculto da Lua. A Chang’4 alunou às 3 horas e 26 da madrugada, hora de Lisboa. A sonda foi lançada no sábado do Centro Espacial de Xichang, no sul da China. O objectivo é testar o crescimento de plantas e captar sinais de radiofrequência, normalmente bloqueados pela atmosfera da Terra.

Já foram enviadas imagens e estão aqui.

Até agora, ninguém o tinha conseguido fazer nesta superfície não visível e até 2013 só os Estados Unidos e a União Soviética tinham conseguido aterrar sondas espaciais. Uma proeza impressionante, separada apenas por 6 anos e que prova a ambição crescente dos chineses, também, no espaço. Aposto as minhas fichas todinhas na China, como maior potência mundial… ainda têm dúvidas?!

 

 

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Feliz 2019!

Desejo-vos um ano cheio de alegria, cheio de amor, cheio de saúde e de coisas boas. Que saibam sempre onde está a paz, que a conheçam e que a reconheçam. Que saibam sempre onde está o certo, onde está o errado. Que pensem em vós mas que escolham fazer bem aos outros, que tenham compaixão e que a pratiquem em todos os dias  de 2019.

Eu… deixei cair uma passa. Outra vez.

Feliz Ano Novo!

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2018 termina em… 3, 2, 1!

3…
O amor é bom mas a a amizade é a melhor coisa do Mundo. Aprendi isto há muitos anos mas 2018 deu-me essa lição… como se fosse preciso. Talvez fosse, ainda não percebi. Neste ano que termina hoje os meus amigos foram a minha rede. A família está noutro patamar, sempre será a minha base. A rede é diferente… em 12 meses só não delirei de tristeza por eles. Estiveram lá, nunca me deixaram sozinha nos dias de cláusula, nos dias mais tristes e durante o mês de agosto, em particular, não houve um único dia que tivesse jantado sozinha. Um único dia. A presença é importante, a reciprocidade é essencial e eu sei que não consegui estar lá para eles. Por que não tive força, por que não tive cabeça, por que não tive capacidade. Por que houve dias em que eu só queria dormir e esquecer. Eles nunca me deixaram perder-me do meu propósito aqui. Deixaram-me chorar mas não permitiram que me demorasse na tristeza. Os meus amigos são um sol que rompe a linha do horizonte, são o que faz a diferença num dia já bonito… os amigos mostram por que o dia é especial. Tenho braços pequenos mas o meu coração é grande, se é, para os amar. E está cheio de gratidão. Nem podia ser de outra maneira.

2…
2018 foi pesado. Estive doente 12 meses. Sim, ainda estou. Em franca recuperação mas ainda estou. Não vou prendar-vos com lamúrias por que também não faço disso os meus dias. Mas não vou mentir: cansa, pesa, tortura. Parece que há sempre um problema que surge depois do outro, como que a por em prova a resistência, a resiliência e o sorriso. ‘Deus dá as maiores batalhas aos seus melhores soldados‘. Não esquecerei.
2018 obrigou-me a parar e perceber que o mais importante da vida sou eu, que preciso estar bem ou corro o risco de… me perder. Obrigou-me a aceitar. Obrigou-me a perceber que não controlo nada e isso é… assustador. Mas lá no meio do medo também me mostrou que há uma luz e eu encontrei um lugar seguro: chama-se fé. Tenho o coração a transbordar dela, tenho a alma cheia de alegria e os ombros reforçados para carregar o que aí vier. Tenho coragem. Antes eu via tudo próximo do 0, agora aprendi a levantar a cabeça, a olhar para cima… E já estou muito próximo do 100.

É um caminho.

1…
Disse, desde o primeiro dia, que 2018 seria um ano espectacular. E foi! Por todas as razões que enumerei neste countdown, por todas as coisas que senti, aprendi, que se infiltraram na minha pele e me demonstraram que o mais importante não é ser-se estupidamente eficiente, não é cumprir prazos rigorosos, não é mostrar à sociedade que se é multitasking, que se chega a todo o lugar numa tarde, que no meio disto se consegue ter um corpo de sonho, uma cara bonita e que é possível  fazer sempre mais.
O mais importante é ser -se estupidamente feliz. Eu sou feliz. Na minha pequenez, no nada que tenho, nas minhas limitações, no refúgio da minha casa, no momento em que sinto um coração bater como se estivesse fora do peito… esses momentos eu ganhei em 2018. Foi preciso esperar quase até ao fim do ano mas valeu muito a pena. Valeu tanto, tanto a pena…!
Para 2019 tenho apenas um desejo: o que tiver de acontecer de mal aos meus, que venha para mim. Eu já estou reforçada, já tenho força. Eu aguento!
Quero sorrir, leve, solta, sem medos, sem pesos, sem chatices. Quero viver.
Não sou perfeita. Respiro de alívio por isso! Mas posso melhorar ( há coisas que não mudam…). Estou a fazer a minha parte.

O mais importante da vida ter que ver com pessoas e amor. Nunca se esqueçam disto.
Venha de lá esse ano novo.
SIGA!
Feliz 2019!

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2018 termina em… 4!

Fui e sou profundamente feliz a trabalhar, que gratidão! Mas em 2018 encontrei o sítio do estúdio que é para sempre o meu refúgio. Ali, frente à mesa, escondida de toda a gente e das câmaras que não alcançam aquele nível tão baixo. Todos sabem que se respondo mas não me estão a ver… eu estou ali. E ali estou focada, concentrada e… calada. Sei que não é simples perceber a necessidade do ‘calar. Acreditem… eu preciso.

2018 foi o primeiro, em 12 anos de trabalho, que recorri à baixa médica e por várias vezes. Isso fragilizou-me por que eu pensava que só acontecia aos outros (amanhã falamos sobre este assunto) mas obrigou-me a perceber que é preciso parar. E parar é bom. E não tem mal. O Diário da Manhã continua a ser uma missão, como me disseram há poucos dias, percebi que o meu sorriso faz falta a muita gente e que a minha energia e alegria matinais podem fazer (uma pequena) diferença na vida de alguém. Que é muito, muito bom quando alguém diz que gosta de acordar comigo e que, afinal, não sou a figura detestável que assume o papel de despertador!

2018 deu-me projectos maravilhosos: em Gaia, no Palácio de Queluz, o Best Team Leaders, o Meeting de Desporto, a Pós graduação em Nova Comunicação, no ISLA… caramba… Como reclamar? Tenho muita sorte e sou muito grata por isso.

Só sei fazer as coisas por amor. Também no trabalho.

 

 

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2018 termina em …5!

É a última contagem que se dá em televisão, os 5 segundos. A partir daí é prestar muita atenção por que qualquer coisa pode acontecer.

Assim são, também, os últimos dias do ano e fazemos a contagem decrescente. Parece que nada pode acontecer mas a verdade é que ainda faltam 5 dias; acontece o mesmo com os prolongamentos nos jogos de futebol… e por aí fora.

Dalai Lama encoraja-nos a, uma vez por ano, visitar um lugar novo, onde nunca tenhamos estado. 2018 deu-me muito disso: sítios novos, experiências fabulosas, pessoas que ficam para sempre na minha vida. Guimarães, Braga, Beirã, Marrocos.

Mas voltei a outros sítios tão queridos para mim: o Porto, Gaia (como não, Gaia…?), Marvão, Portalegre, Évora.

De todas, escolho esta fotografia, na cidade imperial de Fez, uma experiência sem igual e que toda a gente devia ter uma vez na vida. Uma selfie tão básica, tão sem graça mas tão oportuna, ao ponto de captar entusiasmo, serenidade, alegria, paz, gratidão.

Os nossos olhos são mensageiros fabulosos.

 

“Quem entra em Fez sozinho é um homem morto mas quem consegue sair pode considerar-se renascido”.

Nada mais certo. Renasci ali, também.

 

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Best Team Leaders

Com o correr dos dias, a pressa e todas as coisas, uma falha imensa: não vos falei do ‘Best Team Leaders‘. Não vou deixar acabar o ano sem o fazer. A história que tenho para vos contar é simples. Como todas devem ser. Por que é a simplicidade que está na base de todas as coisas. Se é complicado, tem tudo para correr mal.

Gosto de pessoas que confiam nos outros por que, no fundo, também confiam nelas e nas suas escolhas. Isso inspira-me, comove-me e cativa-me. Tenho muita sorte de me cruzar com algumas que merecem tudo, não digo isso eu, mas sim quem com elas também convive. A minha opinião vale o que vale. É relativa. E… escolheram-me.

O ‘Best Team Leaders‘ é um evento que tem como objetivo distinguir os líderes que se destacam nas empresas, reconhecer as suas potencialidades e fragilidades e melhorá-las para que sejam, cada vez mais, de excelência. Até chegar ao momento da revelação, ouviram-se vozes destacadas e importantes como Daniel Smith, autor britânico de vários livros “Pensar como…”, Henrique Monteiro que reuniu alguns dos discursos mais inspiradores da Humanidade, desde Jesus Cristo até Martin Luther King, a Linda Pereira, Presidente da SpringUp Europe, Greg Sherwin, Senior Principal Engeneer da Farfetch que nos motivou com palavras importante sobre o desenvolvimento tecnológico e o papel que Portugal pode assumir em todo o processo.

Antes do evento, os ensaios para tudo correr sem precalços! Foi uma honra!