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O que andam a ler?

Livros são, para mim, património. Dói-me a alma só de pensar que me vou desfazer de algum, que vou perder algum ou emprestar. Sim, eu sei que é tonteira mas eu sou mesmo assim. Ultimamente tenho consumido mais coisas de política e, antes de voltar a mergulhar nessa onda toda, decidi aliviar e ver outras coisas. Afinal, a vida continua (eu é que não tenho tempo)!

Neste Dia Mundial do Livro quero deixar-vos uma ideia daquilo que ando a ler. Sem pressas. Estes livros são os que estão no meu colo, por estes dias.

 

O livro da minha querida amiga Margarida Vieitez. Ser uma pessoa de duas caras NÃO é ser um ‘troca-tintas’, é ser uma pessoa capaz das piores coisas apenas para se alimentar da nossa energia, tirar o melhor de nós e deixar-nos secos, sem alma, se força nem vontade de seguir. Um  Maxinarcisista. Vale muito a pena ler.

 

Respiro política, desde há uns anos e a ‘trica política’, o backoffice, os meandros interessam-me muito muito. Esta vitória de Donald Trump ainda vai ser muito estudada e eu já estou a fazer a minha parte. IM-PRES-SI-O-NA-NTE.

 

Este foi oferecido por um querido amigo, no meu aniversário. Não podia ser mais certeiro. Estão a ver as regras todinhas da vida? Fazer tudo  by the book? Ohhh… Esqueçam lá isso. Tem um título bem adequado, não acham? Estou a AMAR!!!

Depois… Os de alimentação. Tornaram-se livros de consulta, mesmo. Primeiro, este dos meus amigos Alexandre Fernandes e Duarte Alves sobre alimentação alcalina. Tudo para sermos mais equilibrados, mais sãos, para termos mais saúde.

Depois, este, que foi o último que comprei. As intolerâncias obrigam-me a fazer tudo diferente e estou a procurar cada vez mais informação e sabor, também, nas minhas refeições.

Não são poucos. Mas não consigo ler apenas um livro de cada vez. Prefiro tê-los no meu colo, nunca fui de livros de cabeceira. Nos próximos tempos vou partilhar mais. Estes são os que estou a ler mas vou mostrar-vos aqueles livros que marcaram a minha vida e a mudaram, de alguma forma.

Contem-me: quais os vossos livros favoritos? O que andam a ler?

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A transformação digital

A transformação digital tem recebido a melhor (e maior) das minhas atenções no último ano, ao ponto de a colocar no centro do meu projecto de doutoramento (mas isso é uma conversa para depois, beeem depois).

Em Outubro tive o imenso orgulho de moderar um debate da Quidgest, a propósito do Q-day, sob o tema “O ano da Transformação Digital“. No painel  “O elemento humano e a educação na Transformação Digital” participaram Miguel Carvalho e Melo, vice-presidente da Associação Portuguesa de Gestão de Projectos (Apogep); Jorge Carvalho, docente do Instituto de Educação Técnica (Inete); Octávio Oliveira, diretor-geral do Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica, Energia, Telecomunicações e Tecnologias da Informação (Cinel), e ex-secretário de Estado do Emprego; Hugo Lourenço, diretor-geral da Agile 21; e Hugo Miguel Ribeiro, coordenador da área de recursos humanos da Quidgest.

Um momento de reflexão muito interessante sobre o futuro e do que já está a acontecer. Depois surgiu oportunidade de falar sobre isso para a revista Quidnews e aqui está o resultado. Acredito profundamente que as pessoas estão no centro de todos os processos e no futuro isso não será uma excepção.

Para ler melhor e toda a publicação passem por aqui https://www.quidgest.pt/q_QuidNews.asp?LT=PTG.

Vale muito a pena.

 

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Ser jornalista. Como é?

Ontem estive a falar de jornalismo e de carreira com quem quer ter a mesma profissão que eu tenho, com quem tem o mesmo sonho que eu tinha, que tem o brilho nos olhos que eu tinha, a esperança e profunda convicção que vai conseguir. Ontem também vi medo, receio, duvidas nos olhos destes alunos na Escola Superior de Comunicação Social, em Benfica, onde eu nunca tinha estado mas de que tenho as melhores referências. A conversa aconteceu durante 2 horas, num estúdio de televisão. Conseguem imaginar a minha alegria ao saber que uma Escola já tem um estúdio? Haverá muitas, tenho consciência. Eu trabalho em vários, conheço as realidades mas saber que no ensino superior há esta sensibilidade… Deixa-me profundamente feliz. Quando acabei a minha licenciatura no Instituto Politécnico de Portalegre, poucas tinham uma vertente prática contemplada.

 

Falamos de tudo. A pergunta que mais me custou foi ‘Ainda vale a pena ser jornalista?’. É espetar uma estaca no coração… é questionar se vale a pena estar ali, se vale a pena insistir, começar todos os dias de novo, todos os dias do zero, sem qualquer certeza do que vai acontecer porque o Mundo muda e nós também. Eu disse-lhes que sim porque eu acredito nisso. Mas também lhes disse que nada é como antes, que os requisitos para se ser jornalista já não são assim tão simples nem tão poucos, que se querem mesmo fazer isto, então… Vai sempre valer a pena. Se querem mesmo ser jornalistas vão conseguir levantar rapidamente a cabeça depois de tudo ter corrido mal, de não terem atingido os objectivos, de terem cometido a maior argolada. Sim, eu já estive nestes ‘sítios’ todos, sei bem do que falo. E pedi-lhes… Se querem mesmo isto, sigam em frente. Mas se não têm a certeza…

É a paixão que tem de vos mover. Sempre a paixão.

Não queiram ser apenas ‘mais um’: esforcem-se, distinguam-se, procurem a vossa mais-valia, mostrem porque são tão preciosos … E voem. Não basta trabalho, esforço, dedicação, também é preciso talento, espírito de sacrifício, saber calar, falar na altura certa, fazer as perguntas incómodas, estar lá, fazer  acontecer.

Se eu consegui… Vocês também conseguem.

 

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A fome e a fartura

Às vezes é mesmo assim… E Constância está habituada a ver de tudo. Quando há uns tempos visitei a vila havia fome (ou sede) de água, o Tejo ía tão vazio que metia dó, a situação era mesmo complicada. Mas a verdade é que desde miúda me habituei a ver a vila inundada no inverno. Eu e todas as pessoas, penso, e por isso foi tão difícil lidar com a seca.

Quando passei, nestes últimos dias, o nível das águas já estava mais baixo e o parque de estacionamento operacional mas a rotina é sempre a mesma: retirar as coisas das casas e estabelecimentos comerciais mais próximos do rio e depois… esperar: esperar que suba e esperar que desça, sem fazer grande estrago.

Todos os anos havia a expectativa de até onde chegaria, agora, o caudal? Na Praça do Pelourinho há marcas das piores cheias de sempre, nos anos 70. Ainda hoje fico impressionada e a pensar ‘como foi possível?’ mas foi.

Agora está mais baixo, mesmo a tempo para as Festa da Nossa Senhora da Boa Viagem, padroeira dos pescadores que faziam vida no Tejo, e que acontece sempre no fim de semana da Páscoa. Começam hoje, portanto. 

Ali em baixo encontram-se Tejo e Zêzere, num cenário quase idílico. Vivi neste concelho até aos 12 anos e não me esqueço nunca onde pertenço. Sou uma sortuda.

(Por ali também passou Camões mas isso fica para a próxima.)

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O que fica dos 33. 7 de 7

Dos 33 fica o amor! O amor de tantas formas, com tantas matizes, com tantas cores e tantos sorrisos. Dos amigos, da família, daqueles que escolhemos… e o nosso. Primeiro sempre o nosso amor próprio e depois o outro. Os 33 devolveram-mo e em bom, em mais forte, mais coeso, mais consciente, mais real.

O amor tem um limite: chama-se dignidade. Li esta frase algures, já nem me lembro bem onde, mas nunca mais me esqueci. Não vale tudo, não se aguenta tudo, não se esquece tudo nem se pode querer tudo. Isso, simplesmente, não existe. A perfeição não existe e ainda bem. É por isso que há pessoas mais ‘adaptáveis’ que outras, mais ‘suportáveis’ que outras, mais tolerantes que outras.

Aos 33 li um livro que me vai marcar para sempre: ‘Amor Zero’ de Iñaki Piñuel. Está tudo ali: tudo o que não precisamos que sintam por nós, que não podemos deixar que nos façam. Concretamente, este livro fala de psicopatas e também de narcisistas. O autor admite que, ao longo da vida, nos cruzamos com 60 destas pessoas. E a lição aqui é saber distingui-las das outras e assumir, de uma vez, que não as merecemos. Não as merecemos. O erro de casting é só delas.

Mas não me vou demorar porque quero mesmo é falar-vos do amor pela positiva. Este ano, a minha irmã do meio (irmã do coração, quase como se de sangue) fez-me madrinha da Laura. Este passo vai manter-nos unidas para sempre, se é que já não ía acontecer, e isso é de um amor brutal, de uma confiança cega, de uma partilha inestimável. A Laura é um ‘bebé alegria’, como a Inês a baptizou: está sempre a rir, come a rir, anda a rir, olha para nós a rir, passa uma tarde comigo no carro, sempre a rir. Sim, também faz birrinhas e até chorou no momento do baptismo mas… nunca vi um bebé assim, desculpem a prepotência. Percebem qual a lição que a Laura já nos deu? Que é preciso sorrir, é preciso alegria, que tudo faz mais sentido se for assim, que se torna mais fácil se formos (ou tentarmos ser) felizes. E nós sorrimos apenas porque ela sorri.

Eu já era madrinha da Lara que, aos 13 anos, está mais alta que eu, calça um número maior que o meu, é um génio a matemática e a tocar guitarra (não sai à madrinha) e ainda diz que eu tenho ‘cabelos prateados’ e ‘linhas’ no rosto. Prooooonto, a Laura vai demorar mais tempo a dizer essas coisas (uff…) mas também ainda não dá estes abraços bons!

 

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O que fica dos 33. 3 de 7

O blog. O meu projecto mais pessoal.

Mais do que um simples espaço onde publico posts, é um espaço onde partilho coisas, onde vos falo de mim. Sim, também gosto de batons e sapatos, não falo só de bactérias e tecnologia, não conto só histórias de pessoas maravilhosas que encontro pelo caminho, nem mostro imagens es-pec-ta-cu-la-res da NASA. Ainda que as minhas colecções de uns e outros sejam demasiado curtas, posso mostrar os favoritos. Um dia, quem sabe, isso vai acontecer… já me deram uma ideia!

Mas aqui o que quero principalmente partilhar são emoções, são experiências positivas, coisas boas, boa energia, alegria e felicidade. E isso aconteceu no dia 13 de Outubro, dia em que reuni algumas das pessoas-luz (adoro esta expressão e morro de pena que não tenha sido inventada por mim!) para celebrar!!! Sim, porque a vida tem de ser celebrada: o bom, o mau, quando as coisas acontecem na nossa vida, devemos ter o ‘comité de sábios’ (mais uma que não é da minha autoria, damm…) a quem recorrer e que nos ajudam, que nos abraçam e nos aconchegam e nos dizem… que vai tudo correr bem. Mais, fazem-nos acreditar nisso. Eu sei que também sou isso na vida deles. E só posso estar feliz, o sentimento e palavra predominantes neste dia.

Quando os convoquei para um brunch, poucos sabiam do lançamento do blog, disse apenas que ‘ía ter um filho’. Íam tendo um ataque cardíaco, acho que alguns até acreditaram!! Por isso, fui presenteada de forma correspondente: fraldas e loção hidratante! Até posso caminhar sozinha mas na hora de atravessar a estrada, acreditem, surge sempre o meu ‘exército sem medo’ (esta é minha! YES!). Não sei se já vos disse… tenho os melhores amigos do mundo. Os que se alegram pelas conquistas, sem mentira, sem inveja, nem frustrações. E isso é tão difícil hoje em dia. E disse ‘difícil’? Queria mesmo dizer ‘raro’. 

Pela primeira vez… a fotografia de todos os que estiveram naquele dia, naquele brunch, que riram, que abraçaram, que deram força, que apertaram quase até saltarem os olhos, que acreditaram até mais do que eu… Falta gente aqui, daquela que me ampara todos os dias. São só meus. E eu tenho tanta sorte.

P.S.– Quando um filho meu chegar, a forma de o revelar vai ser muuuuuito mais gira! Descansem, não está para breve!

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Comunicar. Ponto final.

Adoro sair da minha zona de conforto. ADORO! E sou uma sortuda, faço-o várias vezes.

Esta terça feira foi um desses dias. Ainda que tenha sido para assumir um papel de moderação, o formato permitia fazer uma coisa diferente: moderar um debate (mais uma troca de ideias) entre os presidentes das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto com perguntas colocadas pelos munícipes no Facebook, sobre descentralização. Durante todo o dia, sucederam-se debates de ideias no 1.º Congresso entre as duas Áreas Metropolitanas.

O objectivo era perceber, de forma mais focada o que a descentralização vai trazer à vida dos habitantes destas duas Áreas Metropolitanas, se este diploma for aprovado. A proposta é ambiciosa e, para já, há a garantia da criação de um título de transporte válido em todos os tipos de transportes públicos das duas Áreas. Mas havia mais assuntos: habitação, ordenamento do território, emprego, Saúde, educação.

Moderar um debate em directo para o Facebook não foi novo para mim mas desta vez tive de gerir as páginas das duas Câmaras Municipais (Lisboa e Gaia) e foi mais exigente.

Começámos um pouco atrasados porque a declaração final da reunião também começou depois do tempo previsto e o Presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, teve de sair mais cedo. Acabei por conversar mais tempo com o Presidente da Câmara Municipal de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues.

Pela frente, um plano bonito, no cenário inspirador do Palácio de Queluz, por trás, um verdadeiro estúdio montado para tudo corresse bem e se aproveitasse o fantástico espaço.

O clip deste momento vai estar disponível em breve nas páginas das duas Câmaras Municipais.

Fotografias: PJump.com