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Detox digital

Eu, fervorosa adepta das redes sociais, seguidora de blogs, dos gadgets, da internet, me confesso… desliguei.

Este fim de semana estou off…. Só com a HP. Faz bem ao corpo e à mente: detox digital. Vamos fazer todos? Não querem virar macaquinhos, pois não? Experimentem esquecer o telefone, num canto da casa ou deixar a bateria acabar. O detox  também se aplica às apps de jornais, revistas e afins!!!! BOM FIM DE SEMANA!

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A comoção

Comove-me a bondade. O dar, o cuidar, o querer estar presente, o nunca abdicar da presença de alguém nos momentos mais importantes mas, principalmente, naqueles mais restritos, os que ninguém vê, ninguém sabe e, por isso, ninguém pode estragar.

Comove-me quem faz o bem, quem se esforça por fazer os outros felizes só porque sim, quem corre, quem deixa tudo, quem percebe que faz a diferença.

Comove-me quem ama sem medida, quem tem um coração capaz de dilatar tanto que mais parece de elástico, quem usa todos os músculos do corpo para esticar mais um bocadinho e abraçar e chegar a quem precisa.

Comove-me alguém que nos deixa entrar no seu mundo, tão restrito (às vezes), tão especial (quase sempre), tão pouco dado ao entendimento. Mas também quem não se fixa aí, quem sabe sair, quem consegue adaptar-se a um outro que se apresenta, quem se esforça por se envolver nele… porque quer.

Fotografia: Carlos Ramos

Comovem-me as pessoas que têm a subtileza de se fazer notar sem se impor, que percebem como são indispensáveis pela palavra, pelo gesto, pelo exemplo.

Comove-me um abraço oferecido no silêncio, inusitado, com um suspiro profundo, com um entregar de carinho, sem truques nem chatices e que se transforma na melhor parte do dia.

Comove-me um beijo roubado, depois de tanto tempo à espera, de tantas tentativas falhadas, de tantas voltas se dar ao texto à procura de uma razão.

Comove-me a simplicidade, umas calças rotas, umas botas dobradas, uma t-shirt moldada ao corpo, um agasalho escuro. Comove-me o sol, o mar, o rir por tudo e por nada.

Comove-me o carinho, o gesto, o toque, o amor. Comovem-me as boas pessoas que preferem as acções em vez das palavras. Sempre.

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Diário da bactéria #5

Antes de vos dizer alguma coisa tenho de confessar que estou cheia de mágoa deste sol. Agora, a sério?! E na semana passada, quando se podia?? Além de não conseguir sair de casa, sol é coisa que também não me dá jeito… O sistema imunitário está completamente em baixo e uma constipação também não vinha nada a calhar.

Dito isto… tudo bem! Quer dizer… Tudo a andar. Sinto-me uma mãe de segunda viagem (como se eu soubesse, sequer, o que isso é!), no quarto dia de tratamento. Conheço as manhas da ‘cria’ e, por isso, estou a lidar melhor com a situação, já não repito erros, alimentares, por exemplo. O balanço é, ainda assim, chatinho: muitos efeitos secundários que já dei conta, e a acrescentar… uma cara cheia de borbulhas. Uma pessoa nunca teve acne, as minhas irmãs sofreram horrores (a do meio, principalmente) mas eu, zero. Nem uma borbulha por causa do chocolate, nem uma borbulha porque precisava de exfoliação no rosto… NADA! Todos os cuidados e muita sorte… Até agora. Admito que não sei bem viver com isto. Uma pessoa não está bonita, e não parece bonita, sequer. E, sinceramente, HP… Borbulhas? Por favor… era mesmo só o que me faltava.

Portanto, numa rara, raríssima aparição mostro-vos que estou a aguentar-me. Mas a foto é propositadamente desfocada, pouco nítida, (já com o truque do cabelo nos olhos, atenção) que eu gosto de ostentar o sorriso, nunca ninguém mo vai tirar… mas dispenso as borbulhas!

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Onde estavas no 25 de Abril?

No 25 de Abril, eu estava em parte nenhuma. Nasci 10 anos depois, sou filha da liberdade, já.

Fotografia: Alfredo Cunha

No 25 de Abril, se eu existisse, provavelmente estaria no Terreiro do Paço ou no Largo do Carmo, bem no meio da confusão, como eu gosto, a registar tudo, perto do Alfredo Cunha, Eduardo Gageiro ou Adelino Gomes, a tentar perceber tudo, a aborrecer Salgueiro Maia por uma declaração, como tantos fizeram.

No 25 de Abril, eu estaria certamente a celebrar. A rebentar de euforia, a enaltecer o que alguém fez por mim, por nós, para sempre.

 

No 25 de Abril, hoje, encho a alma de gratidão e percebo que há coisas que não têm preço e que a liberdade está no topo desse lote. Hoje, 44 anos depois, a minha profissão está directamente ligada a essa liberdade. Sem ela, não poderíamos existir, eu seria nada. Não consigo conceber o que seria, já tentei e não consigo. Admiro profundamente quem o viveu, quem resistiu e comovo-me sempre que o recordo. Liberdade para escrever, para denunciar, para mostrar, para acordar pessoas por uma declaração, para incomodar com uma manchete de jornal atrevida, com um lead de notícia arrojado… com a VERDADE.

Liberdade para mim é VERDADE: para se ser o que se quiser, ir onde se quiser, dizer o que se quiser, como se quiser, fazer o que bem se entende, gritar, exultar, venerar, seguir, sem dar explicações, sem dar ‘cavaco’ a ninguém. Só por que SIM.

Liberdade para dizer NÃO: não quero, não aceito, não preciso, não procuro, não me satisfaz, não me faz feliz.

Liberdade para dizer QUERO MAIS: mais liberdade (quem diria…?), mais dignidade, mais direitos, mais deveres, mais integração Nacional e Europeia, mais participação cívica, mais valorização. É lutar, é não desistir, é não baixar a cabeça perante qualquer contrariedade.

A Liberdade é um direito mas é dever de todos nós olhar por ela, fazer por ela, reinventá-la, não a deixar, sequer, adormecer.

Liberdade é tudo o que quiserem que seja. Liberdade é simples. Não compliquem.

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O que andam a ler?

Livros são, para mim, património. Dói-me a alma só de pensar que me vou desfazer de algum, que vou perder algum ou emprestar. Sim, eu sei que é tonteira mas eu sou mesmo assim. Ultimamente tenho consumido mais coisas de política e, antes de voltar a mergulhar nessa onda toda, decidi aliviar e ver outras coisas. Afinal, a vida continua (eu é que não tenho tempo)!

Neste Dia Mundial do Livro quero deixar-vos uma ideia daquilo que ando a ler. Sem pressas. Estes livros são os que estão no meu colo, por estes dias.

 

O livro da minha querida amiga Margarida Vieitez. Ser uma pessoa de duas caras NÃO é ser um ‘troca-tintas’, é ser uma pessoa capaz das piores coisas apenas para se alimentar da nossa energia, tirar o melhor de nós e deixar-nos secos, sem alma, se força nem vontade de seguir. Um  Maxinarcisista. Vale muito a pena ler.

 

Respiro política, desde há uns anos e a ‘trica política’, o backoffice, os meandros interessam-me muito muito. Esta vitória de Donald Trump ainda vai ser muito estudada e eu já estou a fazer a minha parte. IM-PRES-SI-O-NA-NTE.

 

Este foi oferecido por um querido amigo, no meu aniversário. Não podia ser mais certeiro. Estão a ver as regras todinhas da vida? Fazer tudo  by the book? Ohhh… Esqueçam lá isso. Tem um título bem adequado, não acham? Estou a AMAR!!!

Depois… Os de alimentação. Tornaram-se livros de consulta, mesmo. Primeiro, este dos meus amigos Alexandre Fernandes e Duarte Alves sobre alimentação alcalina. Tudo para sermos mais equilibrados, mais sãos, para termos mais saúde.

Depois, este, que foi o último que comprei. As intolerâncias obrigam-me a fazer tudo diferente e estou a procurar cada vez mais informação e sabor, também, nas minhas refeições.

Não são poucos. Mas não consigo ler apenas um livro de cada vez. Prefiro tê-los no meu colo, nunca fui de livros de cabeceira. Nos próximos tempos vou partilhar mais. Estes são os que estou a ler mas vou mostrar-vos aqueles livros que marcaram a minha vida e a mudaram, de alguma forma.

Contem-me: quais os vossos livros favoritos? O que andam a ler?

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HP, parte 2

Pooooois é.

Cá estamos nós outra vez, eu e a HP. Havia esta possibilidade, eu já tinha sido alertada que nem sempre o primeiro tratamento é eficaz. E… não foi. Regressamos mesmo à casa de partida, desta vez, com 3 antibióticos. Parece que a Helicobacter Pylori é uma bactéria inteligente, que se foi moldando aos tratamentos desenvolvidos ao longo dos anos e está cada vez mais resistente. ÓBVIAMENTE que só podia agarrar-se a mim, uma miúda tão espertiiiinha… eu não podia ter uma ‘coisinha’ qualquer, tinha que ser das especiais, das mais chatinhas!

Nem sei bem que vos diga… Soube do resultado há uns dias. Não me surpreendeu, apesar de tudo… eu sentia-a cá. Voltei ao médico (os valores mostram que o tratamento foi quase ineficaz). Avisei os mais próximos, despachei todo o trabalho que podia ficar pendente, pedi desculpa a quem não vou acompanhar nos próximos tempos e enchi o coração de coragem, ar, força, resistência, serenidade. Já comecei a navegar, as vagas são maiores desta vez e ultrapassam bem os 5 metros. Mas tudo passa, tudo começa e termina, nada é para sempre. Só o amor.

Portanto… cá estamos, eu e ela, de novo a acertar contas com a vida, a parar, a dormir a maior parte do dia, em prisão domiciliária. Isso significa, naturalmente e novamente, o meu afastamento nos próximos tempos.

Mas… é claro que vai passar, HP não te enganes, não estou aqui para te dar tréguas. Estou apenas cansada de ti: caramba, miúda, tanto sítio giro para visitar e resolves estar ainda no meu organismo.

Get a life, tá? Que eu tenho mais que fazer.

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A transformação digital

A transformação digital tem recebido a melhor (e maior) das minhas atenções no último ano, ao ponto de a colocar no centro do meu projecto de doutoramento (mas isso é uma conversa para depois, beeem depois).

Em Outubro tive o imenso orgulho de moderar um debate da Quidgest, a propósito do Q-day, sob o tema “O ano da Transformação Digital“. No painel  “O elemento humano e a educação na Transformação Digital” participaram Miguel Carvalho e Melo, vice-presidente da Associação Portuguesa de Gestão de Projectos (Apogep); Jorge Carvalho, docente do Instituto de Educação Técnica (Inete); Octávio Oliveira, diretor-geral do Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica, Energia, Telecomunicações e Tecnologias da Informação (Cinel), e ex-secretário de Estado do Emprego; Hugo Lourenço, diretor-geral da Agile 21; e Hugo Miguel Ribeiro, coordenador da área de recursos humanos da Quidgest.

Um momento de reflexão muito interessante sobre o futuro e do que já está a acontecer. Depois surgiu oportunidade de falar sobre isso para a revista Quidnews e aqui está o resultado. Acredito profundamente que as pessoas estão no centro de todos os processos e no futuro isso não será uma excepção.

Para ler melhor e toda a publicação passem por aqui https://www.quidgest.pt/q_QuidNews.asp?LT=PTG.

Vale muito a pena.