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A Madeira é jardim

‘É a sua primeira vez na Madeira?’, perguntaram-me depois de aterrar. Eu ri-me. Era a 9ª vez no arquipélago.

Quando dei conta da ‘contabilidade’ fiz questão de dizer que tenho uma costela madeirense: Gosto do tempo, das pessoas, do bolo do caco, das lapas, das cracas, do maracujá-banana, dos outros cruzamentos todos… Nem sei que vos diga. Noutra vida vivi ali, não tenho qualquer dúvida. Este post vem com uma semana de atraso, depois dos World Travel Awards, os chamados óscares do turismo, que elegeram a Madeira como melhor destino insular e atribuíram 39 prémios a Portugal. Somo tão bonitos, tão bonitos caramba. O post vem com jetlag mas nunca, nunca é tarde para pensar na Madeira e sonhar com a próxima viagem. Ainda me falta ver taaaanta coisa!

 

   

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Oh meu rico Santo António…

 

 

Oh meu rico Santo António
Falamos muito os dois
Tu sabes que sou devota
Os pedidos ficam para depois.

Em tantas velas acesas
Alguma hás-de atender
O tempo és tu quem decide
Mas na dúvida, podes fazer.

Em cada vela que te acendo
Reforço o que já pedi.
Tu decides. Eu aguardo.
É exactamente assim.

Somos amigos há muito tempo
No fundo eu sabia que sim
Só precisava de um sinal
Mas, agora, eu já vi!

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Parte 1.

Sabiam que 5 milhões e 300 mil portugueses utilizam as redes sociais? É mais de metade da população. Os dados não são meus, são da Markest, de Outubro de 2018. Muito recentes, portanto. Destes, mais de metade (60%) admite que também vê televisão no smartphone ou outros dispositivos móveis. São dados que têm especial importância para áreas da sociedade que lidam com a atenção e a confiança das pessoas, como é o caso da política. No entanto, os partidos não estão absolutamente conscientes desta realidade: o partido com mais seguidores é o PAN: Pessoas, Animais e Natureza com 157 mil likes no Facebook e 17,4 mil seguidores no Instagram.  É um número, ainda assim, residual para a quantidade de utilizadores. Há todo um mundo para explorar e, mais ainda, angariar. Falta, principalmente, estratégia.

É sobre este tema a minha tese de doutoramento. Ontem tive a imensa honra de apresentar metade do estudo na Assembleia da República. Sim, esta metade já valia por um todo por que o volume de matéria é muuuuito grande. Mas não chega. Quero ir mais além. Não chega. Ontem, foram 6 meses de trabalho esmiuçados em 15 minutos. É sempre assim, a regra é esta. Estou muito contente mas não totalmente satisfeita: É preciso continuar a trabalhar.

Tive o enorme privilégio de estar acompanhada por João Carlos Correia, da Universidade da Beira Interior, Filipe Resende, da Universidade Católica Portuguesa e fomos moderados por Felisbela Lopes, da Universidade do Minho, que, finalmente, conheci pessoalmente.

Antes de mim, também o João Reis, doutorado em Engenharia de Sistemas, e meu colega, falou de Inteligência Artificial na política. As fotografias são da nossa maravilhosa orientadora e amiga Paula do Espírito Santo que estava mais contente que nós. Temos todos imensa sorte.

 

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Sexta feira 31. Ou 13, sei lá.

Hoje, sexta feira… o fim de uma semana…. e o que acontece?

Entramos para estúdio. Microfone com cabo enrolado, não fica bem na camisola. Não segura, não endireita. Está certo. Siga.

Uma das lâmpadas faz uma flashada… fundiu-se. Trocar durante a emissão. Na troca, o Responsável Operacional fica ‘lesionado’ no dedo. Siga.

Em pouco tempo, vemos um dos operadores de câmara fugir… tinha acabado de entornar um copo de água (quase) por todo o corpo. Siga.

Auricular deixa de funcionar. Durante uma entrevista fazemos 30 por uma linha, para tentar rectificar mas… só depois. Mímica, muita mímica durante este tempo. Siga.

A meio da leitura de um pivôt, é o microfone que vai abaixo. O realizador lança a peça mais cedo, ninguém me ouvia. Siga.

Depois… segunda lâmpada a fundir. 4 homens para mudar uma lâmpada. Sem comentários.

Acabamos a emissão com oferta de uma cauda e umas orelhas de castor. Siga. Rimos e descansamos. Ninguém se enerva.

2a feira há mais. E somos uma grande equipa, fofos!

 

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Sorrir na dor

Sorrir na dor é dos gestos mais admiráveis do ser humano.

Sorrir quando a tua alma chora. Sorrir quando a dor é tão grande que só te apetece o escuro. Sorrir quando só queres estar sossegado e que o mundo se esqueça de ti. Sorrir quando é tudo tão mau que, desta vez, não estás a conseguir encontrar aquela luz ao fundo do túnel.

Mas sorris. E essa é das maiores forças que podes ter. Que podes mostrar, que podes deixar. Mesmo quando a luz… ainda está apagada.

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Ciências exactas

Há pessoas que nos questionam muito quando querem terem valores, resultados, respostas. Questionam e questionam. Querem provas, querem ciências exactas, daquelas que nunca falham, que nunca podem dar outro número certo por que a solução é só uma, por que o cálculo é só um. Procuram uma resposta sem perceber que, do outro lado da equação, até pode haver o mesmo valor, com um caminho diferente. Mas do lado delas, só dá aquela fórmula. Está tudo truncado, como na matemática. Fórmulas certas, resultados irrevogáveis.

E ficam assim. Com o certo e o irrevogável, sem perceber que talvez, talvez… um dia, uma vez, fosse bom errar no cálculo. Nunca vão saber.

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Alimentação, pela Dra. Ana Rita Lopes

 

Excluir o glúten ajuda-nos a perder peso?
Atualmente há cada vez mais pessoas a optar por produtos sem glúten por acreditarem que são mais saudáveis e que auxiliam no emagrecimento. Será mesmo assim? A popularidade das dietas sem glúten tem vindo a aumentar, conquistando cada vez mais adeptos, e sendo já considerada a dieta da década.
Inicialmente os produtos sem glúten foram criados para responder às  necessidades das pessoas com doença celíaca – e também das pessoas não celíacas com sensibilidade ao glúten – que se viam obrigadas a seguir uma dieta restritiva. No entanto, atualmente há cada vez mais pessoas a optarem por estes produtos por acreditarem que são mais saudáveis e que ajudam na perda de peso. A questão que se coloca é se a adoção deste regime alimentar, por si só, é mais saudável.

Doença celíaca
A doença celíaca é uma doença auto-imune causada por uma sensibilidade permanente ao glúten e em que por erro do sistema imunitário se desenvolve uma reação imunológica contra o próprio intestino, levando à inflamação do intestino delgado e, por consequência, à sua incapacidade para absorver os nutrientes.
Os principais sintomas da doença celíaca são:
– Desconforto abdominal;
– Alterações do trânsito intestinal;
– Sintomatologia cutânea;
– Fadiga.

Além da doença celíaca, pode também ocorrer a sensibilidade ao glúten não celíaca, situação em que não se verificam marcadores genéticos (anticorpos da doença celíaca), nem danos nas vilosidades intestinais. Nestes casos, os principais sintomas (diarreia, dor abdominal, perda de peso, entre outros) são
semelhantes aos sintomas de outras doenças como a síndrome do intestino irritável e a alergia ao trigo, o que dificulta o seu diagnóstico.

O que é o glúten e quando deve ser excluído?
O glúten é uma proteína presente nos cereais trigo, centeio, cevada, espelta, aveia, entre outros. Estes ingredientes estão presentes em alimentos do dia a dia como o pão, tostas, massa, crepes, pizzas e sobremesas. Além destes, o glúten está frequentemente “escondido” noutros produtos, como é o caso das sopas, molhos, cerveja, entre outros. O glúten deve ser excluído da alimentação de pessoas com doença celíaca, com alergia ao trigo ou com intolerância ao glúten não celíaca, o que dificulta naturalmente a sua vida, uma vez que as obriga a consultar a lista de ingredientes de todos os produtos para garantir a ausência de glúten. Tradicionalmente, a exclusão do glúten na alimentação traduzia-se, por isso, na eliminação de inúmeros alimentos, o que impedia a ingestão de uma dieta variada. No entanto, hoje praticamente todos estes produtos têm já uma variedade enorme de versões sem glúten.

As dietas sem glúten incluem produtos à base de arroz, milho, tapioca e grãos como a quinoa, amaranto, millet e teff. Para o pão e outros produtos sem glúten são maioritariamente usadas as farinhas de trigo sarraceno, farinha de arroz integral, farinha de amêndoa, farinha de grão-de-bico, fécula de mandioca e de batata.

Excluir o glúten da dieta ajuda-nos a perder peso?
O que se pretende perceber é se a exclusão do glúten na dieta está ou não associada ao emagrecimento. Se a exclusão de alimentos com glúten se traduzir na exclusão da maioria dos alimentos com hidratos de carbono, naturalmente leva a uma menor ingestão alimentar e, consequentemente, a uma perda ponderal. Outra situação é a substituição dos hidratos de carbono com glúten por alimentos do mesmo grupo, mas sem glúten. Neste caso, o que se verifica em muitos casos é que produtos designados sem glúten acabam por ser mais ricos em gorduras, açúcares do que as versões convencionais, possuindo assim um valor calórico elevado. Além disso, os cereais isentos de glúten são tendencialmente mais pobres em ferro e em vitaminas do complexo B. Deste modo, nestes casos é indispensável o acompanhamento de um profissional da área da nutrição para evitar défices nutricionais. Importa ainda referir que os produtos sem glúten são tendencialmente mais dispendiosos e nem sempre se encontram disponíveis em qualquer mercearia de bairro.

Em suma:
Atualmente, não existe evidência científica de que produtos sem glúten sejam benéficos para pessoas que não sofram de doença celíaca ou de hipersensibilidade ao glúten. Ou seja, a ausência de glúten nos alimentos, por si só, não está relacionada com a qualidade da dieta nem com a perda de peso. Muito pelo contrário: pode mesmo aumentar o risco de excesso de peso. O que muitas vezes se verifica é que pessoas saudáveis que excluem o glúten da sua
alimentação referem melhoria do funcionamento gastrointestinal. Importa, no entanto, referir que a adoção deste regime alimentar, se realizado de modo restritivo, ou seja, excluindo por completo os alimentos acima referidos, está por vezes associado a perda de peso e a carências nutricionais graves, consequência particularmente contraindicada em grupos de risco como
grávidas, idosos, crianças em fase de crescimento e indivíduos com baixo peso.