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2 anos. E a contar.

Há dois anos nascia este espaço.

Há dois anos estava rodeada de tantas pessoas. De todas as pessoas. Hoje resolvi comemorar sozinha. Numa manhã de outono, com dois jornais, uma revista, na minha esplanada de eleição. Num dos lugares com mais paz. Ever.

O chá de menta arrefece rápido, o vento do outono não deixa grandes duvidas: está tudo a mudar. A onda que andamos todos a surfar é alta mas aproveitamos: o sol na cara, o riso dos miúdos que caem e levantam, caem e levantam… as conversas dos outros tão boas de se ouvir sobre o Halloween e o dia de Todos os Santos, sobre a falta de crença que nos assola, sobre uma casa nova, sobre as arrumações. Sim, está no sangue, sou jornalista.
Neste dia de comemoração e agradecimento, neste domingo de outono, saí de casa sem lavar o cabelo, com uma calças brancas todas rasgadas e, pior, todas sujas. O casaco que comprei algures por 5 € dá-me o aconchego de que preciso mesmo, hoje.  Devia ter a inscrição ‘Harvard’ em vez do real ‘badass girl’. Só para haver coerência. Quero lá saber… Nunca fiz uma compra tão boa.
Xiu!!! Não digam a ninguém.
Parabéns e obrigada pela companhia e partilha de todos os dias.

(Sim, sei que tenho estado mais ausente… em breve vão perceber porquê. Vai valer a pena!)

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As memórias

O 25 de Abril e o Pós-Abril devem ter sido dos tempos mais impressionantes da democracia portuguesa. Não tenho dúvidas que foram os mais apaixonantes, em termos políticos. Esta fotografia guarda os quatro destacados políticos desses tempos, os quatro que fizeram a diferença, cada um no seu partido, cada um com as suas convicções mas todos com sentido comum. Foram os melhores de todos, até hoje, não tenham dúvidas.  Trabalhei no funeral de um deles, prestei homenagem no de outro. De um, só ouvi histórias e com o último que nos deixou tive honra de me cruzar.

Hoje (só) temos a memória, e a memória vale muito.

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Desporto para todos

Regressei das férias a todo o gás! No fim de semana partilho fotos mas hoje foi dia de desporto!

Mais uma Semana Europeia. Estamos juntos, de novo, para este programa tão nobre, tão importante, com tanto sentido. A manhã no Complexo Desportivo do Jamor já prometia mas foi tudo muito melhor. Houve dança, houve futebol com caras bem conhecidas, com ex-futebolistas, atletas olímpicos, pessoas da comunicação e da estrutura do Instituto Português do Desporto e Juventude.

São precisos 21 dias para criar um hábito e 90 para quebrar um padrão, um comportamento. Usem-nos para o bem, para o vosso bem! Desporto é saúde. Encontrem o vosso desporto, a escolha é vasta.

Não temos de ser todos atletas de alta competição, precisamos é de nos mexer, fazer alguma coisa, dar o exemplo. Eu tenho o exemplo do meu pai: sempre me lembro do futsal, das corridas mas, acima de tudo, da vontade de não estar parado. Ainda hoje corre, ainda hoje se mantém activo (também) por que é jovem mas é meu pai!

Tirem e guardem os melhores exemplos! Estamos juntos. #BEACTIVE

 

A Semana Euroepia do Desporto acontece entre 23 e 30 de Setembro e podem encontrar toda a programação aqui.

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10 anos é muito tempo

10 anos é imenso tempo.

 


Lembro este dia como se fosse hoje. E os anteriores e os seguintes. Sem magoa, nem saudosismo. Nada disso. Eu era uma miúda, com 25 anos e três de televisão. Não  sabia nada disto. (Hoje ainda tenho tantas dúvidas…) Apenas recordo como recordo as vezes que ia com os meus pais a Constância e passávamos o Rio Tejo, de barco. A água fresca do Rio ainda me toca nas mãos. Daquele dia lembro a água e sei como me tocou. A única coisa que me faz pensar nisso é saber que quem me escolheu naquele 4 de setembro, continuaria a escolher-me, se fosse hoje. Isso dá muita paz, tranquilidade e significa muito. A confiança é a base das relações humanas. Quem trabalha em televisão conhece o desgaste que o meio provoca. A corrosão é mais rápida. A base é tudo.

10 anos depois (menos uns pozinhos), quis o destino Que estivesse ali, no mesmo lugar.
O que tenho a dizer? Gosto do destino. Acredito que está traçado. Se é para chegar, chegamos. Com gratidão e foco no futuro. O caminho é em frente.

Sobre os 10 anos… caramba. Tenho de aproveitar mais a vida. Isto passa realmente muito rápido.

Mais do que devia.

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OMG

Impensável.

Inacreditável.

Sufocante.

Negligente.

Esta fotografia foi tirada a 11 de Agosto e já revelava muitos focos de incêndio na Amazónia, o ‘pulmão do mundo’. Dois dias depois, o cenário era ainda mais assustador. As imagens são da Nasa.

A Amazónia está a arder há 20 dias. Até ao início desta semana foram registados mais de 74 mil focos de incêndio. Repito: 74 mil focos de incêndio.

O Presidente do Brasil não faz nada. Só deixa queimar. Há um novo responsável por tudo o que vamos sofrer em breve, em termos ambientais. O Mundo tornou-se um lugar muito estranho, liderado por pessoas perigosas. Mas… pode ser de mim.

Assustador.

Criminoso.

Complacente.

Indiferente.

Apático.

Frio.

Impossível.

 

 

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A minha praia

 

Como é linda a minha praia. 9 Quilómetros da mais fina areia. Daquela que se cola na pele só de andar ou quando o vento mais forte a levanta.

Na minha praia há espaço. Ninguém se atropela, ninguém se incomoda, ninguém se preocupa muito se ao lado está uma pessoa mais ou menos fit, mais ou menos famosa. Aqui, as pessoas só querem aproveitar o sol, a companhia, o tempo. Do que não temos sempre, do que não nos permitem ter sempre, do que não conseguimos ter sempre.

Na minha praia há paz. Daquela que já não se compra e, às vezes, pouco se pratica. Daquela que precisamos fugir para encontrar, voar para encontrar. Às vezes só percebemos que há pessoas quando o riso das crianças interrompe o silêncio da sesta ou quando o vento traz o cheiro do protector solar. E sorrimos.

Na minha praia há abraços, risos e respirações profundas, de amigos que se encontram, que se amam e sabem que, no matter what, vamos estar sempre ali. Vamos ter sempre aquela praia. E que ali… está sempre tudo bem. Foi ela quem nos juntou.

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O caminho.

Aqui, por cima das nuvens, aqui onde poucos alcançam, está sol.
O sol teima em não me largar. Desde o início desta viagem. Como se se quisesse impor. Como se me quisesse lembrar que estava ali. Como que a dizer que, afinal, mesmo quando tudo está nublado, tremendamente escuro, com ‘cara de chuva’, ‘cara feia’ ou outra cara qualquer, ele está aqui.

O caminho. A verdade. A vida.