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Questionar, questionar…

Detesto questionários. Raramente consigo chegar ao fim. Temos, definitivamente, um problema. Nem sequer aqueles questionários mais básicos que só têm 4 ou 5 perguntas. Começo a ver quadrados e escolhas múltiplas e os meus olhos querem revirar. É ridículo por que enquanto investigadora sei que são um dos métodos mais utilizados e fiáveis de avaliação e enquanto formadora eu sou avaliada com recurso a eles. Já devia ter este problema resolvido… mas não!

Acontece que eu, profunda conhecedora da minha mente inquieta, resolvi… responder a um questionário. Sei lá… achei que devia. E não desisti aquando do aviso ‘Preencher este questionário demora cerca de 20 minutos’. Eu não podia estar bem. Não podia. Mas… fiz. Há um dia em que tudo acontece. Por alguma razão. Por que era por uma boa causa. E fiz. O tema ajudou, era sobre esperança e felicidade. E lá estive eu. 20 minutos.

Longe da inquietação, várias questões deixaram-me a pensar. Sob a forma de afirmações, era pedida uma classificação entre 1 (discordo totalmente) e 5 (concordo em absoluto).

“No próximo ano quero muito ser bem sucedida profissionalmente”.

“No próximo ano quero que os que me são próximos gozem de boa saúde”.

“No próximo ano é importante para mim gozar de boa saúde”.

“No próximo ano vou empenhar-me mais em ajudar as outras pessoas”.

“No próximo ano quero o meu objetivo principal é ser feliz”.

Percebem por que respondi ao questionário? Eu também percebi. Há uma razão para tudo. 

Agora digam-me, de tudo isto, o que é mais importante para vocês? 2019 está quaaaaaase aí.

Pensem durante o fim de semana.

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Contra a violência doméstica, em todo o lado

Estas imagens são da Praça Habima, em Tel Aviv, Israel. São sapatos vermelhos, de mulheres que os usam ou… já usaram. O que está aqui é um protesto contra a falta de actuação do Governo pela violência doméstica. Este ano, pelo menos 24 mulheres morreram devido a abusos dentro da família ou pelas mãos de pessoas com quem mantinham relações afectivas. TODAS contactaram as autoridades e disseram que temiam pela sua segurança e sobrevivência. O Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu prometeu medidas recorde para parar esta situação. Esta realidade dramática e animalesca afecta o Mundo inteiro, independentemente da cultura, credo ou raça.

E as imagens não precisam de mais legendas. 

Fonte: The Guardian

Fotos: Oded Balilty/AP+ Jim Hollander/EPA

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A Rosa, a maior!

Acordámos todos com esta notícia maravilhosa: a Rosa Mota, nossa campeã Olímpica em 1988 ganhou uma maratona em Macau. Que maraviha, que inspiração, que força! E porquê? Por que a Rosa Mota tem 60 anos mas tem tanta energia que comove e embaraça. Aposto que esta medalha sabe bem.

Lembro bem deste vídeo promocional que gravámos por altura da Semana Europeia do Desporto. Esta acção foi gravada, digo-vos agora, em tempo recorde. No total, demorámos 1 hora a fazer tudo: a gravar vários takes da mesma fala, vários momentos a correr, a caminhar, a saltar à corda. Pelo meio, muita gente a passar, a falar à Rosa e ela a responder, a incentivar, sem perder o foco. Podia não achar muita piada a estar a ser conduzida por uma miúda que não conhecia de lado nenhum. Não. Nunca questionou, até deu ideias. Mal sabia que tinha ali uma profunda admiradora. Às vezes, esta vida proporciona-nos a possibilidade de estar com quem muito admiramos.

“Acordei, não tinha agenda e resolvi ir correr!”. É isto. Simples.

Parabéns, querida Rosa Mota! E obrigada, que exemplo!

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O Mikas!

Conheci o Miguel há vários anos, quando veio trabalhar para a TVI. Começou no departamento de Relações Públicas e foi sempre em estúdio que nos cruzamos, no momento em que acompanhava os convidados. Já na altura ele era atencioso, falava com cada um e dava dicas para se acalmar e agir. Faziam toda a diferença, posso garantir. Foi com essas acções que ganhou a admiração de todos.

Quando soubemos do trabalho que realizava no IPO… bateu todos os recordes. O projecto MIKAS é uma coisa do outro mundo. O Miguel começou por fazer voluntariado, por animar as crianças que estavam internadas e passavam dias inteiros presas a uma cama de hospital. A minha vénia, eu própria pensei fazê-lo e não fui corajosa o suficiente. Sim, para nos darmos aos outros é preciso coragem: é preciso ter o coração livre para dar tudo e para receber ainda mais.

Esse projecto cresceu e o Miguel, ou melhor, o MIKAS, gravou um CD e um videoclip e nós fomos todos, unidos, ajudar, fazer a nossa parte, dizer que estamos com ele, que faz tudo sentido, que está no caminho certo. Mas, principalmente, que ele percebeu bem o propósito desta vida: fazer as outras pessoas felizes e sermos felizes, ao mesmo tempo. Não tenho a mínima dúvida que vai ser um imenso sucesso. Várias pessoas estiveram a gravar ao longo do dia, sempre com meninos do IPO mas partilho convosco os momentos em que a minha querida Fátima Lopes participou, o Eduardo Madeira (com um nariz maravilhoso!) e em que o Diamantino Martins esteve comigo. Não posso revelar tudo, ou perde a piada.

‘MIKAS tem como missão incutir a crianças e jovens valores, hábitos saudáveis e despertar o lado social que há em cada um de nós. A dançar, a cantar e com acções sociais bem presentes desde os seus 14 anos, edita agora um álbum inteiramente dedicado para os mais pequenos para desfrutarem sempre na companhia de toda a família e amigos. Neste CD/DVD, cujo nome é “O Mundo é Teu”, MIKAS conta também com a participação de convidados especiais e ainda filhos de personalidades internacionais. Com composição, arranjos, direção musical e orquestração de Artur Guimarães, gravação, mistura e masterização de Rodolfo Cardoso, letras de Mafalda Santos, coros de Helena Neto e Artur Guimarães, vozes infantis do grupo Teatro La Meason com participação especial de João Sá Coelho e tema extra escrito pela artista Xana Abreu (Xana Toc Toc). As canções são em português, vivendo em pleno a magia de cada música, bem como procurando, através do entretenimento, unir a sociedade em torno desta causa e fornecer ferramentas que tornem as crianças mais saudáveis e divertidas’.

Valeu tanto. Valeu tudo só para ver um sorriso. O deles.

O nosso? O nosso é do MIKAS e destes meninos que nunca deixaram de sonhar. Caramba… que acção maravilhosa!

Podem seguir o MIKAS aqui.

 

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Em directo

E quando uma lâmpada se estraga… há que trocar. Sem atrasos, sem demoras até por que há um programa no ar. Foi assim hoje, é assim tantas vezes e, também, repetidas durante um programa. Esta não estoirou, não fez muito barulho, vá lá. Tivemos sorte.

Equipa pronta, atenta para ver onde se apagou a luz… faz toda a diferença. Sim, eu faço muita coisa durante o programa… mas eles fazem bem mais que eu! Eu fico cá em baixo, fixamente a olhar, a rezar para que a escada não escorregue e não aconteça nada. Esta estava acessível mas outras ficam (bem) mais altas. Um sufoco!!!

Bem… amanhã há mais! E haverá, concerteza, outra lâmpada para substituir.

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Olhar para o lado

O mal não é olhar para o lado. O mal é olhar para o lado e não ver o que a vida oferece.

É fazer vista grossa a qualquer coisa que é tão óbvia.

Às vezes, olhar para o lado é apenas Deus a obrigar-nos a ‘usar óculos’, a fazer ver aquilo que já tínhamos sentido, que as campainhas interiores já tinham detectado mas que nós, sabiamente, desligámos.

Que assim seja.