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Dever cumprido

Foram semanas intensas, cheias de alegria e percalços. Encontrei neste grupo de pessoas aquilo que já não havia há muito: interesse, fascínio, trabalho. O últimos alunos com quem tenho contactado estavam ainda a perceber em que mundo viviam e que contributo lhe podiam dar para o tornar melhor. Eles sabem. E sabem também que trabalhar em televisão pode não ser a única saída. Não querem aparecer, querem fazer! Foi um gosto imenso, obrigada pelos ensinamentos constantes, meninos, e por pensarem comigo! Voem!

Como é possível perceber… eles acabaram em melhor estado do que eu!

 

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Imagens que falam #1

Esta é, para mim, a imagem de Janeiro, esse mês que teve 365 dias e teimava em não acabar.

Esta imagem de um buraco onde caiu uma criança de 2 anos e que nos levou à incredulidade. O Mundo ficou em suspenso até perceber o que acontecera a este menino. A pergunta “como foi possível?” veio acompanha do desespero daqueles pais que apenas conseguiram dizer “… outra vez não…”.

O Mundo é um ligar estranho. E pode ser de um sofrimento inexplicavelmente atroz.

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Mais circos, precisam-se!

Somos uns artistas.

Passamos a perna a todos, fintamos o outro só pela ilusão de estar lá na frente. Só por essa sensação de… poder.

Somos uns artistas.

Fingimos que sentimos, fazemos acreditar que dissemos, que partilhámos, que apoiamos, que estivemos sempre lá.

Somos uns artistas.

Seduzimos com a doçura que nunca tivemos, com as verdades que nunca existiram, com as intenções que nunca vamos cumprir.

Somos uns artistas.

Incentivamos, reconhecemos, damos ‘o empurrão’ apenas pela vontade de… ver a pessoa longe.

Somos uns artistas.

Corremos atrás do dinheiro para comprar a saúde e depois perdemos a saúde e gastamos o dinheiro para a recuperar. Gandhi tem sempre razão.

Somos uns artistas.

Procuramos as pessoas mas não as queremos, ocupamo-las mas não as amamos, interrompemos a sua vida e não deixamos andar. Apenas pela sensação de… conquista.

Somos uns artistas.

Tão artistas que não percebemos que tudo o que temos é-nos permitido pelos outros, todos os lugares onde chegamos estão à nossa espera por que alguém os deixou vagos, todo o poder que possuímos é atribuído por quem nos acompanha.

Somos uns artistas.

Precisamos de mais circos.