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1 ano

Passou um ano.

Em 13 de Outubro de 2017 eu andava numa roda viva, a circular a mais de 100km/hora, bem mais do que os ventos que chegam com um furacão de que ninguém sabe o género. Há um ano estava tudo baralhado mas tudo fazia muito sentido. Eu sabia que queria comunicar mais, escrever mais, falar de mais assuntos que não conseguia durante o programa, partilhar ensinamentos que vou acumulando ao longo dos dias, histórias das pessoas que se cruzam comigo todos os dias.

Na verdade, aqui, foi possível acompanhar quase tudo da minha vida: as vitórias, as chatices, o 4.0, a malandra da HP, as aventuras matinais, os estados de alma. Nem eu imaginava que iria partilhar tanta coisa.

Houve dias cheios de trabalho, dias cheios de afazeres mas no meio de tanta coisa… eu consegui (quase) sempre parar por cá. O balanço é positivo. Não estou onde estava há um ano, cresci, aprendi e ganhei amigos. Não fosse por mais nada, só isso já me deixa com ‘um brilhozinho nos olhos’.

Foi há um ano que comecei a dizer-vos que #pessoasprecisamdepessoas. Não podia estar mais certa. De todas as histórias que encontrei, de todos os ensinamentos que recebi, essa é sempre a maior certeza: Ninguém vive sozinho, ninguém pode nada quando a vida já deu a volta e pôs tudo no sítio, que vale sempre sempre a pena lutar pelo amor, qualquer que seja a sua forma, e que haverá sempre alguém ao nosso lado, a dar-nos a mão e a dizer “vai em frente, estou aqui!”. E há coisas… impagáveis.

Sou um sortuda. Pelas histórias que vivo, pelas histórias que encontro, por aquelas que partilham comigo. Não podia estar mais feliz nem mais grata.

Para o próximo ano prometo trabalho, dedicação, entrega, paixão. Como até aqui. O futuro ninguém sabe. Importa o hoje, o agora. E agora… fazemos 1 ano! OBRIGADA! Obrigada a quem nunca me largou a mão, obrigada a quem me obrigou a acreditar e se elevou, comigo.

Como prometido… partilho alguns testemunhos que recebi, um balanço vosso, também, deste nosso projecto.

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Olá Patricia!

Espero-te bem!
Certo que demos um passo importante.
Em anexo envio um print de uma das notas publicadas no meu perfil do Facebook que explica o que mudou. Na altura, escrever, fazer música, era uma maneira de manter a cabeça ocupada, mas nos dias de hoje, sigo o teu blog com o mesmo intuito, é uma forma de me sentir mais próximo, de sentir o calor humano e de ir conhecendo aos poucos a pessoa que, acho que sem se dar conta, me tem devolvido cor á minha vida.
Existem pessoas que lêem revistas, outras jornais, outras livros, eu leio o teu blog. Acho que é um pouco de ti o que ali vou lendo…
A estratégia é muito simples, sair daquele ‘marasmo’  onde a vida me colocou, não se trata de uma fuga de um lugar que é uma porta para o mundo dos vícios, ou de um outro lugar de distribuição de ‘falsos sonhos em pó’, embora esteja a falar do mesmo lugar, é sim, uma forma de continuar a viver…
Qual é a melhor estratégia de manter um funcionário a baixo custo sem ter de fazer actualizações ao vencimento?????
Quando comecei a aperceber-me do lugar onde tinha ido parar, quando constatei o ‘racismo disfarçado de falso racismo’ , quando vi o esquema de “verdadeiros”  comunistas, quando vi que era tudo ao contrário daquilo que eu pensava, quando pensei que não era aquilo que queria para o meu futuro, nem para o meu filho, e deixei de fazer ‘favores’  e consegui voltar, aos poucos, ter força para dizer que não, eis que me deparo com, como escrevi numa outra nota no meu perfil do Facebook, os ‘predadores urbanos’ revelam-se.
Então, desse dia em diante, fez-se luz… ; mas, estava sozinho sem saber mais em quem confiar, porque os ‘predadores urbanos’ utilizam um continente africano de forma a receber a ‘matéria’ para mais tarde dar entrada num lugar, como se fosse um armazém de distribuição de produtos alimentares disfarçado de hotel, onde estafetas, disfarçados de clientes a quererem descansar, levam a ‘matéria’ a tudo o país!
Pois, que posso fazer? Como sair do pântano sem que o crocodilo me dê mais dentadas? Como voltar a ganhar credibilidade? Para onde vou? Quando isto acaba? E, mais importante, o meu filho, como o afasto de um lugar assim?
Até que numa manhã, a luz veio de encontro à mim enquanto fumava um cigarro, vou ver as notícias para desanuviar, e, tal era a vontade de falar com alguém de um nível superior, porquê?? Porque assim já não corria o risco de que essa pessoa fosse comprada, demos assim início a uma nova forma de falar, comunicar com alguém, e consegui, a Patricia ouviu-me…..
Hoje o blogue deve ser de mim, é um Oasis  no meio do deserto, é onde descanso, onde recupero a energia, é onde vou camuflando o turbilhão de emoções e… Sim, tudo aquilo que me torna humano, porque, na verdade, não era para acontecer, mas aconteceu, esse ‘calor humano’  invadiu-me… Obrigado!!!
Vida longa ao blogue Deve ser de mim.
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Olá Patrícia,
O teu blogue só pode ser mesmo teu, porque tem muitas características tuas.
Leio todos os teus textos e, todos os dias, vou ao blogue, para saber as novidades, leia-se, encontrar um novo texto teu.
O teu blogue é diversificado, é despretensioso, é seriamente trabalhado e tu escreves bem. Concisa q.b., mas sempre estruturada.
Comunicas-te no teu blogue, com verdade, mesmo que com os necessários limites, mas essa é uma característica tua: o equilíbrio.
Como leitora, o que desejo é que o teu blogue continue, que evolua e que tu não percas a tua forma de ser, cheia de verdade.
Beijinhos e muito sucesso,
Teresa
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Olá Patrícia.
Parabéns pelo primeiro aniversário do seu blog “Deve Ser de Mim”. Acompanho-o desde o início, desde o primeiro momento em que tive conhecimento pelos média que a Patrícia iria lançar um blog para expressar a sua opinião pessoal sobre os mais variados assuntos.
Fiquei entusiasmadíssimo logo desde o início. E é um entusiasmo que se mantém. Sabe que eu gosto muito de si, desde há vários anos, desde que a vejo no “Diário da Manhã”, e assim para além de a ver todas as manhãs na TVI, onde a vejo e ouço, mas apenas posso assistir a uma apresentação totalmente impessoal das notícias da atualidade; Neste blog, apesar de não a poder ver nem ouvir, evidencia-se uma opinião mais pessoal sobre os mais relevantes assuntos. E muitas vezes conta histórias muito pessoais sobre si própria, que é o que eu mais aprecio acima de tudo.
Espero que continue em ambas as frentes, que eu prometo continuar a segui-la, aqui no meu cantinho, algures em Tondela.
Beijinhos.
Bruno Matos
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Ajudou-me a descodificar hoje o que amanhã não saberei.
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O microfone

 

Podia ter sido noutro sítio qualquer mas foi entre amigos.

Dei por mim a olhar para o microfone e para mim, com o microfone. Se calhar estava escrito. Se calhar o Mundo já sabia que a minha vida ía ser assim, mesmo antes eu de o saber.

Quando acabei a minha licenciatura, os meus pais ofereceram-me… um microfone. Na altura, o objectivo era a rádio. A inscrição que o acompanha fala de ‘um sonho que se tornou realidade’. E havia sempre um microfone. Por estes dias, volto a este objecto, seguro-o por vontade própria, por que jamais deixarei de o querer, de sentir o seu peso, de procurar e perguntar e fazer tudo, como da primeira vez. Eu sou jornalista. Isso define-me. Nunca o negarei.

Acredito nisso.

Espero pelo que ainda está para vir mas só vos digo… Quem pega, assim, com segurança, numa caneta, num microfone ou num estetoscópio, que seja… não tem muitas dúvidas da sua missão nesta vida.

Aliás, não tem nenhumas.

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O que mudou?

E perguntas à vida : ‘- O que mudou?‘.

A vida responde: ‘- Mudaste tu. Perdeste o medo de perder, de andar sempre a imaginar o que podias ter feito, o que podia ter corrido bem ou mal. O que devias ter feito. Não tens o dever de fazer nada.

Focaste-te em ti, naquilo que é vital, essencial para o teu equilíbrio. Usaste as soft skills, tão bem arrumadinhas aí nas tuas gavetas, e finalmente percebeste para que serviam. Só tu importas.

Tratas bem os outros, como até aqui. Por que sabes que ninguém vive sozinho, por que amas e amarás sempre as pessoas, isso já é teu. Estás na linha da frente, se for para lhes trazer felicidade. Sempre será assim. Sabes que o amor tudo pode.

Confias em ti e nas tuas capacidades. Naquilo que consegues fazer mas, antes de mais, imaginar. Queres e consegues. Projectas e executas. Sem pressas, sem ânsias. O teu tempo é teu. Só teu.

Não perdes tempo com situações menores que implicam a tua disponibilidade. Refinaste essa parte, a tua triagem é cada vez mais eficaz. Só estás onde podes crescer.

E continuas com essa crença inabalável que tudo vai correr bem. Por que vai. Vai mesmo. Agora, vai celebrar a fé que tens em ti”. 

 

 

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Rebenta a bolha!

Desculpem mas… permitam-me: está tudo louco?

De vez em quando os meus olhos param em alguns anúncios de imobiliário ou recebo alguma newsletter e nem quero acreditar.

Eu até sou capaz de perceber o preço de algumas casas, para arrendar e comprar: o objectivo é selecionar inquilinos e compradores, distinguir pessoas e lugares. Não me choca, na verdade, sempre foi assim. Mas… em alguns lugares, não todos os lugares. Caríssimos, não esperem que alguém nas Olaias queira pagar um T1 por 900 euros. Ou possa dar 1 700 euros por um T2.

Os novos modelos de negócio (Air BnB) fizeram disparar os valores de forma assustadora por que um senhorio prefere ter a casa alugada a turistas que até podem partir tudo mas em 2 ou 3 dias pagam o valor de um mês. Depois? Partiram mas há dinheiro para arranjar. Venha de lá mais um grupo. Nada contra, atenção, mas estes preços não podem servir para definir rendas mensais que as pessoas simplesmente não podem pagar! De que vive uma família que recebe o salário mínimo (cada vez mais comum) e que tem filhos para alimentar? Nem todos os locais servem para este arrendamento de curta duração, apenas os que são servidos de boas redes de transportes e comunicações, aqueles que são mais centrais que outros.

Por outro lado… o problema é que há sempre alguém que paga, há sempre alguém que reclama mas que oferece mais. Até pode achar que o investimento não é vantajoso mas, vamos lá saber porquê, paga. E paga bem.

Acho que está na hora de parar e pensar. Não espero que o faça quem aluga. Mas quem legisla já devia ter percebido que é preciso fazer alguma coisa. Depressa. Ou ainda acabamos todos a dormir na rua.

E não, não vale a pena dizer ‘É a economia, estúpida!”. É muito, muito para além disso.

Entretanto, encontrei estes dois anúncios. Tão parecidos, tão ridículos. De um requinte… Uma sorte, só vos digo. Uma sorte para quem quiser dar mais de 200 mil euros por 40 metros quadrados no centro histórico de Lisboa. Sim e há quem esteja disposto a fazer o mesmo, para acordar com o mar. Bolas, por este valor até caipirinhas devia ter, uma pulseira dourada e um empregado a fazer massagens, a todas as horas.

Ahhhh. Portugal no seu melhor.

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A verdade. De verdade.

“Querida Patrícia, permita que a trate assim, vejo-a todos os dias… já é praticamente da família”. “Cara Patrícia, como é que consegue acordar tão cedo e estar sempre com um sorriso, para nos acordar a nós, cá deste lado? Obrigada!”. “Olá, Patrícia. Parabéns, pelo seu talento. Se me aceitar como amiga no Facebook, fico muito grata”. “Boa tarde, Dra. Patrícia. Como está? Bons olhos a vejam, andou fugida dos nossos ecrãs”. “Olá, está com gripe? Chá de gengibre e limão. Faz milagres”. “Olá, Patrícia, espero que esteja melhor na sua luta contra a bactéria. Faz-nos muita falta de manhã mas queremos que volte boa! Força”.

Todos os dias recebo mensagens como estas. Sim, são reais. Sim, são escritas por pessoas.

De manhã sou, tantas vezes, a única companhia que milhares de espectadores têm. Tenho essa consciência. Nos sítios mais recônditos, onde às vezes só chega mesmo a luz do sol, e a quem nunca ouve outra voz durante o dia, além da minha.

Somos a família, aquela cara de que se gosta tanto, aquela pessoa que está ali, todos os dias, àquela hora. É por isso que um sorriso me custa pouco.

Sei que, do outro lado, alguém está a sorrir de volta para mim. Pode ser em Viseu, em Portalegre, em Lagos, Leiria ou Lisboa, África do Sul, França, Canadá.

Um sorriso é o que temos de mais especial e é o que custa menos a oferecer a alguém. E se há altura do dia em que escasseia… é de manhã! Para quê poupar? Confesso… quando cheguei a este horário eu não sabia isto. Acordava tantas vezes mal-humorada. Percebi que não fazia sentido. Se estávamos vivos e nos tínhamos uns aos outros para quê reclamar?

E confesso outra coisa: é muito bom sentir o carinho do público. Afinal… para quem trabalhamos nós? É bom saber que alguém está a ver, nem que seja porque acha mal qualquer notícia, comentador ou outra coisa que dissemos ou fizemos (sim, também recebo mensagens menos bonitas!). São 3h30 em direto, todos os dias. A perfeição não existe, mas o esforço sim, a dedicação, a entrega.

Perguntam, com frequência, o que mais gosto que digam de mim e do meu trabalho: gosto que digam que percebem tudo o que eu digo, que me entendem. É esse o meu objectivo, ser eficaz, fazer a diferença, chegar ao outro lado, a quem me vê. Comunicar é isso, é ter consciência que se é o veículo da mensagem e que podemos ir de bicicleta, de moto… mas eu gosto de altas velocidades!

Eu sou feliz a trabalhar, acho que isso se nota, mas se não houver um propósito, um sentido, um objectivo… não tem lógica. O retorno, o feedback do público é o que faz a diferença.

Qual é o segredo? Ter a certeza de que se está no sítio certo. À hora certa. 6h30, bom dia! Seja bem-vindo ao “Diário da Manhã”.

O meu artigo de opinião para lerem aqui.

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Mexa-se, pela sua saúde! #6

E que tal fechar a semana com uma mulher maravilhosa, e outra força da natureza? Eu sou um sortuda por que me cruzo com histórias incríveis! Eis a Cristina Azevedo, gestora de negócios numa das maiores seguradoras do Mundo e campeã em contra-relógio! Ah, e também é uma das pessoas com mais seguidores no LinkdIn. Que mistura improvável, hein?! Começou tarde, ganhou e… voltou, 14 anos depois. Habituei-me a ver a bicicleta na casa dela, a ouvir as histórias das corridas e o brilho nos olhos a cada desafio para correr, pedalar ou caminhar, apenas. Sim, o contra-relógio foi feito para pessoas como a Cristina, focadas, ponderadas e que sabem muito bem onde podemos aplicar o melhor de nós. 

Destaco o profundo exemplo que dá a todos: a entrega, o empenho, a dedicação, a alegria, o positivismo. Meus amigos… A Cristina tem pernas para tudo e prova que vamos sempre a tempo! Deixem passar esta minha amiga cheia de luz!

O Regresso

Sou Cristina Azevedo e tenho 44 anos .
Sou Mãe, tenho uma Família de 4 irmãos, órfã de Pai e tenho a Mãe confidente.
Os Amigos e os Muito Amigos, tenho-os no coração e também espalhadas pelo Mundo
Durante 3 Anos, já veterana e aos 30 anos, fui federada e conquistei 6 medalhas em Campeonatos Nacionais de Ciclismo na categoria de elite. Não porque não aceitasse a idade mas porque é na classe elite que está o prestígio da competição nesta modalidade.
Ser Campeã Nacional de Contra Relógio era uma ambição ! Foi sem dúvida a camisola que mais me deu prazer vestir e a medalha mais acarinhada. (CN – CRI ou Time Trail 2006)
No meu entender é no Contra relógio que o atleta está só e só depende dele e das indicações do carro que o acompanha (onde segue o director desportivo).
Nesse dia tudo correu bem e lá fui eu… Feliz e Contente pelo sonho alcançado.
12 Anos depois e já no decorrer de 2018 houve alguém que me desafiou a pegar na bicicleta e ir de Lisboa a Cascais… Fui com interrupções mecânicas e regressei com falhas físicas… Duríssimo para quem não andava há mais de 12 anos.

Em menos de 6 meses fui fazer três mediofondos, Gerês, Marvão e Monção sendo estas etapas de 100 quilómetros, aproximadamente, com algum acumulado de subida e como gosto mesmo é de ir ao pódio… lá fui eu na conquista de mais três pódios!

Tudo isto tem “um” segredo ! Tu e todos nós sabemos que o trabalho, a dedicação e a paixão leva-nos a subir as montanhas mais elevadas do mundo.
Mesmo sem tempo, mesmo sem vontade e mesmo motivo para ir treinar, pega no teu equipamento… e vai!


Não esperes por mim, não esperes pela vontade que pode não chegar e não esperes por um dia melhor …
Eu sou daquelas que dizia eu “nunca regresso” nem olho para trás …
Afinal, Regresso sim, a tudo o que me faça feliz, a todos os que me completam e ao que acresça em muito a minha felicidade !

Podemos viver muito felizes ! Basta acreditar, Confiar e deixar fluir.
Todos os dias temos que dar o passo na direcção que queremos alcançar e as medalhas são apenas a recompensa do esforço e o reconhecimento do teu mérito.
Se treinas porque sim e não queres competir estás no caminho e na direcção que um dia eu quero chegar!

Grata pela sorte de poder escrever um texto com uma história feliz e cheia vontade de vencer.

Como eu digo aos meus Amigos
Um beijinho enorme e até já!

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Mexa-se, pela sua saúde! #4

Este é o André Venda. Não sei apresentá-lo de outra forma que não uma força da natureza, vão perceber quando lerem a história. Não nos conhecemos pessoalmente, partilhamos a paixão pelo desporto e a resiliência. O André é o exemplo de que tudo é possível, de quem nunca desistiu. Tinha tudo e perdeu muito mas lutou sempre. Esta modalidade é uma espécie de catarse na sua vida, acho que não estou enganada! 

Merece a minha vénia e o meu reconhecimento. Não perdeu o foco, não perdeu a alegria, não perdeu a vontade de viver. E podia ter perdido. Conto pelos dedos das mãos as pessoas que reagem desta forma, às chatices da vida. 

Grande André. Agora, leiam e acompanhem-no aqui

 

O meu nome é André Venda e tenho 30 anos.

Sempre me considerei uma pessoa proactiva e cheia de energia para gastar e, por isso, desde cedo procurei ingressar diversas modalidades desportivas: experimentei basquetebol, voleibol, ténis, ténis de mesa mas foi no Downhill que descobri a minha vocação.

Um acidente de viação aos 20 anos tornou-me paraplégico: este percalço fez com que deixasse de conseguir praticar Downhill, a modalidade onde já competia em provas nacionais.

Parar não era opção para mim: procurei arranjar outras alternativas desportivas e descobri o Handcycling. Todo o empenho e treino fizeram com que rapidamente chegasse ao pódio, quer a nível nacional quer internacional.

Foi em 2010 que comecei a competir em Handcycling: arrecadei 6 primeiros lugares a nível Nacional (no Campeonato Nacional de Contrarrelógio, nos Campeonatos Nacionais de Pista, na Taça de Portugal de Albergaria, no Campeonato Nacional de Paraciclismo de Torres Vedras, no Grande prémio de Gondomar e no Grande prémio de Viana do Castelo) e o 20º lugar na UCI World Cup Para-Cycling Road na Segóvia (Espanha);

Em 2011, voltei a trazer para casa o primeiro lugar no Campeonato Nacional de Contrarrelógio, no Grande Prémio de Gondomar e no Grande Prémio de Viana do Castelo e competi pela segunda vez ma UCI World Cup Para-Cycling Road na Segóvia (Espanha), tendo subido para a 17ª posição.

Voltei a conquistar o primeiro lugar no Campeonato Nacional de Contrarrelógio em 2012, bem como nos Campeonatos Nacionais de Pista, na Taça de Portugal Albergaria, no Campeonato Nacional de Paraciclismo de Torres Vedras e no Grande Prémio de Viana do Castelo. A minha prestação na cidade espanhola, manteve-se igual à do ano anterior: 17º lugar.

O ano de 2013 ficou marcado pelo meu desejo de progredir mais nos campeonatos internacionais: mantive o primeiro lugar em vários campeonatos Portugueses (Campeonato Nacional de Contrarrelógio, Campeonatos Nacionais de Pista, Taça de Portuga de Albergaria, Campeonato Nacional de Paraciclismo de Torres Vedras, Grande Prémio de Gondomar e Grande Prémio de Viana do Castelo), mas foi no estrangeiro que progredi bastante: conquistei o 6º lugar no I Gran Premio Handbike Ciudad Real, o 7º lugar na UCICUP 2013, o 5º lugar na II Certame Handbike Benicarló 2013, o 17º lugar na UCI World Cup Paracycling Road (Itália), o 15º lugar na UCI World Cup Paracycling Road (Segóvia, Espanha), o 3º lugar no Criterium Internacional Ciudad Sounds Real, o 5º lugar no Trofeo de Ciclismo Adaptado, o 5º lugar no IX Criterium Internacional, o 4º lugar no Handbike (Los Alcázares, Espanha) e o 4º lugar em Puerto Lumbreras 2013 (Espanha).

Ainda no início do ano de 2013, juntamente com um amigo fundei a APCA – Associação Portuguesa de Ciclismo Adaptado – que visa dar a conhecer e angariar mais adeptos do Ciclismo Adaptado, promovendo eventos desportivos, efetivando palestras para novos atletas e/ou todos os interessados, assim como foi criado um departamento que tem como principal objetivo estimular os atletas de alta competição para a participação em provas internacionais e de renome.

Em 2014 voltei a competir nos mesmos campeonatos portugueses em que participei no ano anterior conquistando o primeiro lugar em todos eles. Além-fronteiras posicionei-me no 12º lugar na European Handcycling Federation UCI (Castelldefels, Barcelona), o 5º lugar no Biskako Bira 2014, o 6º lugar no Crono Biskaiko Bira 2014, o 22º lugar na UCI World Cup Paracycling Road (Itália) e o 24º lugar na UCI World Cup Paracycling Road de Segóvia (Espanha).

Em 2015 venci o primeiro lugar no Campeonato Nacional de Viana do Castelo, na Taça de Portugal de Albergaria, no Campeonato de Contrarrelógio de Setúbal, o Grande Prémio de Torres Novas e o Grande Prémio de Gondomar.

Em campeonatos internacionais, fiquei em 14º lugar na UCI World Cup Paracycling Road, em 13º lugar na Verola Paracycling Cup (Itália), 11º lugar na Paracycling Cup Brescia (Itália), 4º lugar no Biskako Bira e o 5º lugar no Crono Biskaiko Bira.

Como resultado do enorme esforço e dedicação ao desporto profissional no decorrer destes anos, sofri um considerável desgaste físico e como tal, fui aconselhado em 2016, por uma equipa médica, a dar por terminada a prática desportiva nos moldes definidos pela Alta Competição. Apesar de adorar praticar Handcycling, descobri recentemente a possibilidade de voltar a praticar o Downhill, desporto este que já praticava antes do meu acidente, mas desta vez adaptado à minha atual condição física. Foi com esta nova realidade que surgiu o meu interesse em desenvolver esta modalidade adaptada que desperta no nosso país. Neste âmbito encontro-me a desenvolver um projeto desportivo de Downhill Adaptado pioneiro em Portugal.

O que o desporto significa para mim?

Posso dizer que quando estou a praticar desporto sinto-me verdadeiramente livre e feliz, é algo que me faz bem tanto física como psicologicamente, pois nesses momentos sinto-me desconectado da cadeira de rodas…como se não precisasse dela realmente a tempo inteiro.

Desafio vos a passar um dia comigo para perceber melhor o que sinto 😊