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A Madeira é jardim

‘É a sua primeira vez na Madeira?’, perguntaram-me depois de aterrar. Eu ri-me. Era a 9ª vez no arquipélago.

Quando dei conta da ‘contabilidade’ fiz questão de dizer que tenho uma costela madeirense: Gosto do tempo, das pessoas, do bolo do caco, das lapas, das cracas, do maracujá-banana, dos outros cruzamentos todos… Nem sei que vos diga. Noutra vida vivi ali, não tenho qualquer dúvida. Este post vem com uma semana de atraso, depois dos World Travel Awards, os chamados óscares do turismo, que elegeram a Madeira como melhor destino insular e atribuíram 39 prémios a Portugal. Somo tão bonitos, tão bonitos caramba. O post vem com jetlag mas nunca, nunca é tarde para pensar na Madeira e sonhar com a próxima viagem. Ainda me falta ver taaaanta coisa!

 

   

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Parte 1.

Sabiam que 5 milhões e 300 mil portugueses utilizam as redes sociais? É mais de metade da população. Os dados não são meus, são da Markest, de Outubro de 2018. Muito recentes, portanto. Destes, mais de metade (60%) admite que também vê televisão no smartphone ou outros dispositivos móveis. São dados que têm especial importância para áreas da sociedade que lidam com a atenção e a confiança das pessoas, como é o caso da política. No entanto, os partidos não estão absolutamente conscientes desta realidade: o partido com mais seguidores é o PAN: Pessoas, Animais e Natureza com 157 mil likes no Facebook e 17,4 mil seguidores no Instagram.  É um número, ainda assim, residual para a quantidade de utilizadores. Há todo um mundo para explorar e, mais ainda, angariar. Falta, principalmente, estratégia.

É sobre este tema a minha tese de doutoramento. Ontem tive a imensa honra de apresentar metade do estudo na Assembleia da República. Sim, esta metade já valia por um todo por que o volume de matéria é muuuuito grande. Mas não chega. Quero ir mais além. Não chega. Ontem, foram 6 meses de trabalho esmiuçados em 15 minutos. É sempre assim, a regra é esta. Estou muito contente mas não totalmente satisfeita: É preciso continuar a trabalhar.

Tive o enorme privilégio de estar acompanhada por João Carlos Correia, da Universidade da Beira Interior, Filipe Resende, da Universidade Católica Portuguesa e fomos moderados por Felisbela Lopes, da Universidade do Minho, que, finalmente, conheci pessoalmente.

Antes de mim, também o João Reis, doutorado em Engenharia de Sistemas, e meu colega, falou de Inteligência Artificial na política. As fotografias são da nossa maravilhosa orientadora e amiga Paula do Espírito Santo que estava mais contente que nós. Temos todos imensa sorte.

 

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Alimentação, pela Dra. Ana Rita Lopes

Congelar alimentos: truques para uma congelação mais eficaz e segura

Muitas pessoas podem ficar doentes devido ao consumo de alimentos ou água contaminada por microrganismos perigosos e/ou químicos tóxicos. Como congelar então os alimentos de forma segura?

A probabilidade de surgir uma doença de origem alimentar diminui quando estão asseguradas boas práticas de manipulação e conservação de alimentos. Estas práticas incluem, entre outras, um adequado controlo da temperatura. É mais propensa a multiplicação de microrganismos potencialmente perigosos entre os 5°C e os 60°C. Logo, se os alimentos estiverem expostos a temperaturas muito elevadas ou muito baixas, a probabilidade de surgir uma doença de origem alimentar é muito diminuta. Desta forma, torna-se essencial garantir boas práticas de conservação e manipulação dos alimentos! A conservação de alimentos através da congelação não elimina os microrganismos potencialmente perigosos mas limita a sua multiplicação, não só pela diminuição da temperatura mas também pela redução da atividade enzimática e da água livre em estado líquido, levando assim a uma conservação mais duradoura comparativamente à refrigeração. A temperatura do seu congelador deve estar regulada nos -18°C, sendo indiferente o local onde se colocam os alimentos, uma vez que a temperatura é uniforme em todo o compartimento.

Em seguida, encontram-se listados alguns truques para uma congelação mais eficaz e segura:

 Não encha demasiado o congelador, pois pode comprometer a circulação do ar frio;
 É fundamental proteger os alimentos a congelar evitando queimaduras pelo frio, particularmente quando se trata de grandes pedaços de carne. Comece por enrolar a carne em papel vegetal e, posteriormente, isole com película aderente. Para os restantes alimentos, use sacos com fecho. Depois de colocar os alimentos no interior dos sacos, deixe uma pequena abertura para que possa retirar todo o ar e só depois feche o saco. Isto diminui a quantidade de ar que está em contacto direto com os alimentos, evitando queimaduras, preservando-os por mais tempo e em melhores condições;
 Quando um alimento congelado apresenta uma alteração de cor para uma cor castanha clara ou acinzentada, estamos na presença de uma queimadura por congelação e o alimento não deve ser consumido;
 Opte por congelar em doses individuais, pois proporciona uma descongelação e confeção mais rápida;
 Não volte a congelar um alimento que foi previamente descongelado;
 Relativamente à congelação das hortícolas: uma rápida imersão dos vegetais frescos em água fervente e de seguida, por água fria, (processo designado de branqueamento) possibilita inativar as enzimas que promovem a degradação dos vegetais, permitindo assim uma melhor manutenção da cor;

 Evite colocar alimentos quentes ou à temperatura ambiente no congelador. Antes de os congelar leve-os ao frigorífico, para reduzir a temperatura;
 Lembre-se que os alimentos dilatam com a congelação, por isso nunca encha os recipientes até à capacidade máxima;
 Certifique-se de que os alimentos a congelar se encontram em boas condições;
 Identifique os alimentos congelados com recurso a etiquetas que possuam a indicação do tipo de alimento e respetiva data de congelação porque apesar de os alimentos estarem congelados, também possuem prazo de validade, a saber:

o Carne de vaca: 12 meses
o Carne de frango: 10 meses
o Carne de borrego: 8 meses
o Carne de caça: 6 meses
o Carne de porco: 6 meses
o Carne picada: 2 meses
o Enchidos: 2 meses
o Peixes magros: 6 meses
o Peixes gordos: 3 meses
o Marisco: 3 meses
o Hortaliças: 12 meses
o Pão e bolos: 3 meses
o Pratos cozinhados: 3 meses
o Salgados: 6 meses
o Queijos de pasta mole: 8 meses
o Manteiga: 6 meses
o Natas: 3 meses

A não esquecer!

O congelador é um ótimo aliado na conservação dos alimentos, no entanto devem ser respeitadas algumas regras que asseguram a manutenção da qualidade dos alimentos congelados. Além disso, com o passar do tempo os alimentos perdem sabor, cor, textura e valor nutricional!

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O sorriso de Mona Lisa

Nunca saberemos quem era esta mulher. Bem, nunca saberemos ao certo. Há muitas teorias: de que seria amante de Da Vinci, mulher de um mercador, uma desconhecida. O incerto funciona na nossa mente como uma fonte que nunca se esgota e da qual temos muita sede. É por isso que, 500 anos depois da morte de Da Vinci… olhamos impávidos para a Mona Lisa e pensamos… “Quem és tu? Para quem sorris? Para quem olhas?”. Indiferente às nossas dúvidas, ela ali está, século após século. Como que a pensar ‘eu sei que vocês sabem que eu sei que vocês sabem que eu sei…!’. Com um sorriso que ninguém consegue desvendar, com um olhar fixo mas absolutamente indiferente à nossa presença, com uma sensatez inigualável. O sorriso de Gioconda é um dos mistérios mais maravilhosos que o pintor nos deixou. Por que, afinal, não precisamos de ter todas as respostas. Apenas nos basta observar. Principalmente 5 séculos depois.

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Alimentação, pela Dra. Ana Rita Lopes

Bebidas vegetais: o que são exatamente?
Nos últimos anos tem-se verificado um aumento da existência e do consumo de bebidas vegetais. Contudo, será que constituem uma boa opção para incluir numa alimentação nutricionalmente equilibrada, diversificada e segura? São comummente conhecidas pela população como “leite”, quando na verdade só partilham o mesmo aspeto. Em muitos casos, o consumo de leite é substituído por bebidas vegetais por questões de saúde – para quem apresenta alergia às proteínas do leite de vaca ou intolerância à lactose – ou por questões relacionadas com estilos de vida.

Bebidas vegetais vs. leite
O leite é considerado um alimento completo do ponto de vista nutricional. Atualmente, apesar de ser um dos alimentos mais controversos, o seu consumo continua a ser recomendado, exceto em condições clínicas específicas. O leite apresenta um elevado teor de proteína, vitamina A e D, vitaminas do complexo B e minerais, tais como o cálcio, o fósforo e o potássio. O teor de hidratos de carbono traduz-se na forma de lactose. Para os intolerantes à lactose existe a versão de leite sem lactose. Habitualmente, as bebidas vegetais são produzidas através da adição de água a alimentos triturados, como os frutos secos e em termos nutricionais não são
equivalentes ao leite da vaca, principalmente no seu teor proteico. No leite de vaca, as proteínas são de elevado valor biológico, ou seja, têm todos os aminoácidos essenciais. Em algumas destas bebidas encontram-se valores de açúcar adicionados consideravelmente elevados, enquanto no leite, na sua versão simples, apenas
existe o seu açúcar natural, a lactose. Em termos nutricionais, estas bebidas não são de todo equivalentes ao leite de vaca. Além de que o preço de cada uma destas bebidas chega a ser quatro vezes superior ao de um pacote de leite.

Como incluir as bebidas vegetais na alimentação?
Estas bebidas podem ser consumidas ao natural ou aquecidas. Pode adicionar- lhes cereais ou fruta. Também as pode incluir nas suas confeções culinárias,
como em batidos, papas e panquecas. Bebida de arroz, de aveia, de amêndoa, de soja, de caju, de coco são exemplos dos sabores vulgarmente encontrados nas bebidas vegetais.

O que se deve ter em consideração?
Ao adquirir bebidas vegetais, tenha em atenção a sua lista de ingredientes, bem como o seu valor nutricional. Escolha, preferencialmente, uma bebida com o menor número de ingredientes – se possível somente com água e o ingrediente a partir do qual é feita.
Opte por bebidas sem a adição de açúcares e que sejam enriquecidas com vitaminas e minerais, o que as vai tornar nutricionalmente mais ricas.

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Comme il faut

Fazes tudo. Todo os dias.

Como é suposto. Como as expectativas te ditam. As dos outros. As tuas estão lá em baixo. Nem existem, sequer. Não se elevam e não te toldam. Fazes por que é assim. Por que sempre foi assim. Achas que fazes bem, ficam todos felizes.

Plantaste um hábito e agora não o consegues arrancar, como se fosse a erva daninha. Como se aquela terra já tivesse dado todo o cereal, como se aquela terra precisasse de pousio.

Um dia atiras as folhas ao ar. E, só para contrariar as expectativas, escolhes as que caírem no chão.