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As memórias

O 25 de Abril e o Pós-Abril devem ter sido dos tempos mais impressionantes da democracia portuguesa. Não tenho dúvidas que foram os mais apaixonantes, em termos políticos. Esta fotografia guarda os quatro destacados políticos desses tempos, os quatro que fizeram a diferença, cada um no seu partido, cada um com as suas convicções mas todos com sentido comum. Foram os melhores de todos, até hoje, não tenham dúvidas.  Trabalhei no funeral de um deles, prestei homenagem no de outro. De um, só ouvi histórias e com o último que nos deixou tive honra de me cruzar.

Hoje (só) temos a memória, e a memória vale muito.

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Votem, por favor!

Este ano votei por antecipação. O meu recenseamento está registado em Abrantes e não tenho qualquer hipótese de ir lá, no domingo. Mais do que em qualquer outra altura, votar foi importante. Parecia uma criança. Eu levo isto muito a sério, por ser investigadora, por ser apaixonada pela ciência política mas, acima de tudo, por ser cidadã. Ninguém decide por mim. Fui votar para isso, para decidir. Espero que não se esqueçam que a decisão está na mão de cada um, na iniciativa de cada um, na cruz que cada um vai deixar no boletim de voto. Pessoalmente, acho que os votos em branco são um desperdício, que há (outras) formas mais eficazes de protesto e que a abstenção é uma sombra que nos devia envergonhar a todos. Mas isso sou eu.

Votem, é o que vos quero dizer.

 

 

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Desporto para todos

Regressei das férias a todo o gás! No fim de semana partilho fotos mas hoje foi dia de desporto!

Mais uma Semana Europeia. Estamos juntos, de novo, para este programa tão nobre, tão importante, com tanto sentido. A manhã no Complexo Desportivo do Jamor já prometia mas foi tudo muito melhor. Houve dança, houve futebol com caras bem conhecidas, com ex-futebolistas, atletas olímpicos, pessoas da comunicação e da estrutura do Instituto Português do Desporto e Juventude.

São precisos 21 dias para criar um hábito e 90 para quebrar um padrão, um comportamento. Usem-nos para o bem, para o vosso bem! Desporto é saúde. Encontrem o vosso desporto, a escolha é vasta.

Não temos de ser todos atletas de alta competição, precisamos é de nos mexer, fazer alguma coisa, dar o exemplo. Eu tenho o exemplo do meu pai: sempre me lembro do futsal, das corridas mas, acima de tudo, da vontade de não estar parado. Ainda hoje corre, ainda hoje se mantém activo (também) por que é jovem mas é meu pai!

Tirem e guardem os melhores exemplos! Estamos juntos. #BEACTIVE

 

A Semana Euroepia do Desporto acontece entre 23 e 30 de Setembro e podem encontrar toda a programação aqui.

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OMG

Impensável.

Inacreditável.

Sufocante.

Negligente.

Esta fotografia foi tirada a 11 de Agosto e já revelava muitos focos de incêndio na Amazónia, o ‘pulmão do mundo’. Dois dias depois, o cenário era ainda mais assustador. As imagens são da Nasa.

A Amazónia está a arder há 20 dias. Até ao início desta semana foram registados mais de 74 mil focos de incêndio. Repito: 74 mil focos de incêndio.

O Presidente do Brasil não faz nada. Só deixa queimar. Há um novo responsável por tudo o que vamos sofrer em breve, em termos ambientais. O Mundo tornou-se um lugar muito estranho, liderado por pessoas perigosas. Mas… pode ser de mim.

Assustador.

Criminoso.

Complacente.

Indiferente.

Apático.

Frio.

Impossível.

 

 

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#BEACTIVE (Cont.)

Somos a favor de uma vida saudável, potenciamos isso em nós. Mas, em toda a Europa, mais de metade da população nunca praticou qualquer actividade desportiva. São dados preocupantes do Eurobarómetro (2018) que nos fazem perceber que é urgente, muito urgente, mudar comportamentos. Afinal, são as pessoas da faixa etária dos 40-65 anos que vão ser as mais activas nos próximos 10-15 anos e precisam estar bem de saúde para que todas as suas pretenções sejam conseguidas e para que todos tenhamos mais capacidade de agir enquanto União e povo unido.

Na Comissão Europeia assumimos esse compromisso que, de resto, já temos há vários anos. O Programa #BEACTIVE tem 5 anos mas há muito, muito por fazer. Se todos fizerem a sua parte é absolutamente mais fácil. Tenho uma honra imensa de poder estar associada a esta iniciativa de carácter social.É a iniciativas como esta que estarei ligada sempre, por que é nestes momentos que o nosso contributo faz todo o sentido! Muito grata!

 

 

A comunicação é fundamental nesta iniciativa. Por isso, estivemos em directo no Twitter da Comissão Europeia para alertar para as boas práticas desportivas. Coisas simples tão simples que potenciam a nossa mobilidade como sair uma estação de metro mais cedo e fazer o restante caminho a pé, utilizar uma bola de pilates em vez da cadeira tradicional, no local de trabalho ou em casa (eu já não abdico desta opção e as minhas costas agradecem!) ou aproveitar o sol do fim do dia e sair para uma caminhada. Às vezes precisamos daquelas poucas coisas do supermercado, não é? Pode comprar na mercearia perto de casa? Óptimo, pare o carro e vá a pé. Vai ver que vale a pena!

 

 

Depois foi tempo de nos reunirmos, embaixadores e responsáveis dos vários países, para perceber o que juntos podemos fazer para incentivar à melhoria da qualidade de vida dos cidadãos europeus.

 

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A Madeira é jardim

‘É a sua primeira vez na Madeira?’, perguntaram-me depois de aterrar. Eu ri-me. Era a 9ª vez no arquipélago.

Quando dei conta da ‘contabilidade’ fiz questão de dizer que tenho uma costela madeirense: Gosto do tempo, das pessoas, do bolo do caco, das lapas, das cracas, do maracujá-banana, dos outros cruzamentos todos… Nem sei que vos diga. Noutra vida vivi ali, não tenho qualquer dúvida. Este post vem com uma semana de atraso, depois dos World Travel Awards, os chamados óscares do turismo, que elegeram a Madeira como melhor destino insular e atribuíram 39 prémios a Portugal. Somo tão bonitos, tão bonitos caramba. O post vem com jetlag mas nunca, nunca é tarde para pensar na Madeira e sonhar com a próxima viagem. Ainda me falta ver taaaanta coisa!

 

   

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Parte 1.

Sabiam que 5 milhões e 300 mil portugueses utilizam as redes sociais? É mais de metade da população. Os dados não são meus, são da Markest, de Outubro de 2018. Muito recentes, portanto. Destes, mais de metade (60%) admite que também vê televisão no smartphone ou outros dispositivos móveis. São dados que têm especial importância para áreas da sociedade que lidam com a atenção e a confiança das pessoas, como é o caso da política. No entanto, os partidos não estão absolutamente conscientes desta realidade: o partido com mais seguidores é o PAN: Pessoas, Animais e Natureza com 157 mil likes no Facebook e 17,4 mil seguidores no Instagram.  É um número, ainda assim, residual para a quantidade de utilizadores. Há todo um mundo para explorar e, mais ainda, angariar. Falta, principalmente, estratégia.

É sobre este tema a minha tese de doutoramento. Ontem tive a imensa honra de apresentar metade do estudo na Assembleia da República. Sim, esta metade já valia por um todo por que o volume de matéria é muuuuito grande. Mas não chega. Quero ir mais além. Não chega. Ontem, foram 6 meses de trabalho esmiuçados em 15 minutos. É sempre assim, a regra é esta. Estou muito contente mas não totalmente satisfeita: É preciso continuar a trabalhar.

Tive o enorme privilégio de estar acompanhada por João Carlos Correia, da Universidade da Beira Interior, Filipe Resende, da Universidade Católica Portuguesa e fomos moderados por Felisbela Lopes, da Universidade do Minho, que, finalmente, conheci pessoalmente.

Antes de mim, também o João Reis, doutorado em Engenharia de Sistemas, e meu colega, falou de Inteligência Artificial na política. As fotografias são da nossa maravilhosa orientadora e amiga Paula do Espírito Santo que estava mais contente que nós. Temos todos imensa sorte.

 

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A união e a força

 

Em 2014 estava a trabalhar e não consegui votar nas Eleições Europeias. Sei que pensei na altura que não dava mesmo, que teria de fazer uma ginástica imensa. O meu estado de cansaço potenciado por algumas situações da minha vida, associadas a uma tese de mestrado que estava em plena redacção, fez o resto. Não fui votar, decidi que não ía e nem pensei mais nisso. Até ao dia, noite eleitoral em que estava na redacção, a acompanhar a emissão e que pensei ‘grande parva, como é possível não teres ido votar?’. Morro de vergonha até este dia.

Hoje, como das outras vezes, fiz 300 quilómetros para ir votar.

Hoje, como das outras vezes, o Presidente da República fez bastantes mais do que eu e que, seguramente, a maioria de nós.

A esta hora que vos escrevo, a taxa de participação está nos 23%. Só posso dizer que enquanto investigadora, isto me provoca grande tristeza. Mas deixa-me mais apreensiva ainda enquanto cidadã. Por tradição (como detesto tradições), os portugueses são afastados das Eleições Europeias. Desengane-se quem pensa que no centro das decisões há outras coisas que não a política e a economia. E que a Europa não se decide nada. É ali que se decide tudo e Portugal tem de lá estar. Sob pena de perder influência, sob pena de perder conhecimento, sob pena de se perder. Os resultados que vão chegando de toda a Europa não são mais animadores.

Votem. Apenas vos quero dizer que não dá justificações. Há vontade. E, ainda, um par de horas.

Como em tudo na vida ‘Quando há vontade, arranjamos uma forma de fazer; quando não há vontade, arranjamos uma desculpa’.

Sobre resultados falamos amanhã. Vamos ser todos culpados.