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Questionar, questionar…

Detesto questionários. Raramente consigo chegar ao fim. Temos, definitivamente, um problema. Nem sequer aqueles questionários mais básicos que só têm 4 ou 5 perguntas. Começo a ver quadrados e escolhas múltiplas e os meus olhos querem revirar. É ridículo por que enquanto investigadora sei que são um dos métodos mais utilizados e fiáveis de avaliação e enquanto formadora eu sou avaliada com recurso a eles. Já devia ter este problema resolvido… mas não!

Acontece que eu, profunda conhecedora da minha mente inquieta, resolvi… responder a um questionário. Sei lá… achei que devia. E não desisti aquando do aviso ‘Preencher este questionário demora cerca de 20 minutos’. Eu não podia estar bem. Não podia. Mas… fiz. Há um dia em que tudo acontece. Por alguma razão. Por que era por uma boa causa. E fiz. O tema ajudou, era sobre esperança e felicidade. E lá estive eu. 20 minutos.

Longe da inquietação, várias questões deixaram-me a pensar. Sob a forma de afirmações, era pedida uma classificação entre 1 (discordo totalmente) e 5 (concordo em absoluto).

“No próximo ano quero muito ser bem sucedida profissionalmente”.

“No próximo ano quero que os que me são próximos gozem de boa saúde”.

“No próximo ano é importante para mim gozar de boa saúde”.

“No próximo ano vou empenhar-me mais em ajudar as outras pessoas”.

“No próximo ano quero o meu objetivo principal é ser feliz”.

Percebem por que respondi ao questionário? Eu também percebi. Há uma razão para tudo. 

Agora digam-me, de tudo isto, o que é mais importante para vocês? 2019 está quaaaaaase aí.

Pensem durante o fim de semana.

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Os melhores.

É bonito quando são os jornalistas a reconhecer grandeza nos outros jornalistas. Tantas vezes isso devia ser feito e tão poucas acontece. O que importa agora é que para a revista TIME as personalidades do ano são jornalistas. Algumas deram a vida por isso, por não calarem, por acreditarem que por detrás de um sorriso nem sempre há um bom coração, por que ousaram provar isso. Pagaram caro mas não pode ser em vão. A todos os que denunciam, a todos os que não calam, a todos os que apontam o dedo e desconfiam da primeira versão que lhes contam, a todos os que questionam e voltam a questionar.

Dizem que o jornalista é curioso. Meus amigos, o jornalista é intuitivo e teimoso. Até arrepia.

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Contra a violência doméstica, em todo o lado

Estas imagens são da Praça Habima, em Tel Aviv, Israel. São sapatos vermelhos, de mulheres que os usam ou… já usaram. O que está aqui é um protesto contra a falta de actuação do Governo pela violência doméstica. Este ano, pelo menos 24 mulheres morreram devido a abusos dentro da família ou pelas mãos de pessoas com quem mantinham relações afectivas. TODAS contactaram as autoridades e disseram que temiam pela sua segurança e sobrevivência. O Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu prometeu medidas recorde para parar esta situação. Esta realidade dramática e animalesca afecta o Mundo inteiro, independentemente da cultura, credo ou raça.

E as imagens não precisam de mais legendas. 

Fonte: The Guardian

Fotos: Oded Balilty/AP+ Jim Hollander/EPA

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A Rosa, a maior!

Acordámos todos com esta notícia maravilhosa: a Rosa Mota, nossa campeã Olímpica em 1988 ganhou uma maratona em Macau. Que maraviha, que inspiração, que força! E porquê? Por que a Rosa Mota tem 60 anos mas tem tanta energia que comove e embaraça. Aposto que esta medalha sabe bem.

Lembro bem deste vídeo promocional que gravámos por altura da Semana Europeia do Desporto. Esta acção foi gravada, digo-vos agora, em tempo recorde. No total, demorámos 1 hora a fazer tudo: a gravar vários takes da mesma fala, vários momentos a correr, a caminhar, a saltar à corda. Pelo meio, muita gente a passar, a falar à Rosa e ela a responder, a incentivar, sem perder o foco. Podia não achar muita piada a estar a ser conduzida por uma miúda que não conhecia de lado nenhum. Não. Nunca questionou, até deu ideias. Mal sabia que tinha ali uma profunda admiradora. Às vezes, esta vida proporciona-nos a possibilidade de estar com quem muito admiramos.

“Acordei, não tinha agenda e resolvi ir correr!”. É isto. Simples.

Parabéns, querida Rosa Mota! E obrigada, que exemplo!

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Amor ou energia?

Energia.

Aquilo que damos. Aquilo que recebemos. Aquilo que sentimos.

Acredito na energia que existe nas coisas, nos momentos, nas pessoas. Acredito que o Universo alinha o bom e o mau. Como a Ordem e o Caos, cada um no seu lugar, no sítio certo. No sítio.

Acredito que tudo chega a nós na altura certa: não há que temer os tropeços, as demoras, os desencontros, as dúvidas. Não existem quando a energia está alinhada. Não existem.

Acredito mais nas vibrações que nas ‘primeiras vistas’ e confio na sua fluidez. Na beleza do encontro, na paz da verdade. A energia não mente.

A teoria de Peter Higgs é que somos todos feitos de matéria, de luz.

E… quando duas luzes se encontram não há como esconder. É nisso que eu confio, no brilho que daí resulta.

Só nisso.

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Web Summit. E vale a pena pensar nisto.

  1. Ao terceiro dia, consegui ver alguma coisa da Web Summit. Devo confessar que os robots me cativam muito, a Inteligência Artificial é qualquer coisa palpitante!!! A possibilidade de assumirem trabalhos que nós dispensamos fazer, que nos tiram tempo, que nos ocupam… deixa-me em pulgas!! Mas, como tudo, é preciso medida: o fogo serve, ao mesmo tempo, para cozinhar e para incendiar uma casa. A Humanidade tem curiosidade, quer desenvolver mas pode, facilmente, perder o controlo. O Secretário Geral das Nações Unidas alertou para isso, ontem, muitas outras vozes já o fizeram, também.
  2. Confesso que fiquei desiludida, este ano. Talvez por não ser novidade, talvez por toda a ansiedade… fiquei desiludida. É verdade que a Sophia já conseguiu identificar expressões faciais do seu interlocutor, é verdade que disse que tinha pernas (mas não as trouxe…), é verdade que trouxe o irmão mas… as dificuldades técnicas desiludiram-me. Não há mistérios: são máquinas, estão programadas, o algoritmo não falha. Mas… falhou. E quando uma Altice Arena cheia esperava mais qualquer coisa… eles ficaram em silêncio. Desculpem mas esperava mais. Esperava mesmo.
  3. Estou curiosa para perceber como a Web Summit se vai reinventar, ao longo de 10 anos.

Aquilo que não me desiludiu foi a presença de Tony Blair, ex-primeiro britânico. Falou-se de muita coisa mas basicamente de pessoas, de confiança. De União.

De Trump, que é imprevisível, o que é preocupante. Das eleições intercalares americanas, que já relevam alguma mudança. Do sentimento do povo amaricano, que sente que ainda não ‘o odeia’ o suficiente. (Nesta altura acabo de ver Trump a tratar mal vários jornalistas, numa conferência, e só me apetece dar estalos em quem o elegeu… sem comentários, apenas muita vergonha alheia)

De economia: não é surpresa para ninguém a ascensão da China, o cavalgante caminho que tem trilhado e o lugar de supremacia que já assumiu, também. E que essa tendência só se combate… com união. Com a força dos países que têm muitas coisas em comum. Seja europeus ou intercontinentais. Mas que sejam unidos.

E do Brexit… o grande erro da Europa. Blair arrancou muitos aplausos, ao longo de toda a intervenção. Dúvida, como todos, que Theresa May consiga um acordo a tempo da saída do Reino Unido.da União Europeia, a 29 de Março de 2019. Sem acordo mínimo, que seja, vai correr tudo muito mal. Blair defende outro referendo, garante que vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para o provocar e considera que isso não é nenhum sinal de amadorismo do Reino Unido. Pelo contrário, por que aquilo que se sabe, que já se conhece, o projecto do futuro que se avizinha… é mau demais. Não há alternativa assim-assim. E que isso deve também servir de exemplo, para as outras democracias ocidentais.

Não podia estar mais de acordo. Não é mudar de ideias, é crescer. Democracia é isso, crescer, evoluir. Um sistema ‘do povo, feito pelo povo, para o povo’. E o povo também se engana. Normalmente, com tempo de duração relativo mas desta vez… correu mesmo mal.

Que o povo perceba, que se faça ‘jurisprudência’ de outras decisões e que não se repita. Por que errar é normal, persistir no erro é que não.

 

 

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Em directo

E quando uma lâmpada se estraga… há que trocar. Sem atrasos, sem demoras até por que há um programa no ar. Foi assim hoje, é assim tantas vezes e, também, repetidas durante um programa. Esta não estoirou, não fez muito barulho, vá lá. Tivemos sorte.

Equipa pronta, atenta para ver onde se apagou a luz… faz toda a diferença. Sim, eu faço muita coisa durante o programa… mas eles fazem bem mais que eu! Eu fico cá em baixo, fixamente a olhar, a rezar para que a escada não escorregue e não aconteça nada. Esta estava acessível mas outras ficam (bem) mais altas. Um sufoco!!!

Bem… amanhã há mais! E haverá, concerteza, outra lâmpada para substituir.

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Olhar para o lado

O mal não é olhar para o lado. O mal é olhar para o lado e não ver o que a vida oferece.

É fazer vista grossa a qualquer coisa que é tão óbvia.

Às vezes, olhar para o lado é apenas Deus a obrigar-nos a ‘usar óculos’, a fazer ver aquilo que já tínhamos sentido, que as campainhas interiores já tinham detectado mas que nós, sabiamente, desligámos.

Que assim seja.