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OMG

Impensável.

Inacreditável.

Sufocante.

Negligente.

Esta fotografia foi tirada a 11 de Agosto e já revelava muitos focos de incêndio na Amazónia, o ‘pulmão do mundo’. Dois dias depois, o cenário era ainda mais assustador. As imagens são da Nasa.

A Amazónia está a arder há 20 dias. Até ao início desta semana foram registados mais de 74 mil focos de incêndio. Repito: 74 mil focos de incêndio.

O Presidente do Brasil não faz nada. Só deixa queimar. Há um novo responsável por tudo o que vamos sofrer em breve, em termos ambientais. O Mundo tornou-se um lugar muito estranho, liderado por pessoas perigosas. Mas… pode ser de mim.

Assustador.

Criminoso.

Complacente.

Indiferente.

Apático.

Frio.

Impossível.

 

 

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Parte 1.

Sabiam que 5 milhões e 300 mil portugueses utilizam as redes sociais? É mais de metade da população. Os dados não são meus, são da Markest, de Outubro de 2018. Muito recentes, portanto. Destes, mais de metade (60%) admite que também vê televisão no smartphone ou outros dispositivos móveis. São dados que têm especial importância para áreas da sociedade que lidam com a atenção e a confiança das pessoas, como é o caso da política. No entanto, os partidos não estão absolutamente conscientes desta realidade: o partido com mais seguidores é o PAN: Pessoas, Animais e Natureza com 157 mil likes no Facebook e 17,4 mil seguidores no Instagram.  É um número, ainda assim, residual para a quantidade de utilizadores. Há todo um mundo para explorar e, mais ainda, angariar. Falta, principalmente, estratégia.

É sobre este tema a minha tese de doutoramento. Ontem tive a imensa honra de apresentar metade do estudo na Assembleia da República. Sim, esta metade já valia por um todo por que o volume de matéria é muuuuito grande. Mas não chega. Quero ir mais além. Não chega. Ontem, foram 6 meses de trabalho esmiuçados em 15 minutos. É sempre assim, a regra é esta. Estou muito contente mas não totalmente satisfeita: É preciso continuar a trabalhar.

Tive o enorme privilégio de estar acompanhada por João Carlos Correia, da Universidade da Beira Interior, Filipe Resende, da Universidade Católica Portuguesa e fomos moderados por Felisbela Lopes, da Universidade do Minho, que, finalmente, conheci pessoalmente.

Antes de mim, também o João Reis, doutorado em Engenharia de Sistemas, e meu colega, falou de Inteligência Artificial na política. As fotografias são da nossa maravilhosa orientadora e amiga Paula do Espírito Santo que estava mais contente que nós. Temos todos imensa sorte.

 

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34 a acabar em… 3

Tenho imensa coisa para dizer sobre os 34. Coisas boas, balanços positivos que mostram que foi um ano que valeu muito a pena.

E valeu. Mesmo.

Foi o ano da aceitação e do desapego. Desisti de fazer tudo, de ser eficaz simplesmente por que … deixei de o conseguir. E, acreditem, não há nada pior que ‘querer e não poder’. Nunca achei que era a super mulher mas sei que conseguia fazer muitas coisas, resolver questões chatas em menos de nada e agendar 50 mil coisas para o mesmo dia. Executava, cumpria, descansava depois. Aos 34… teve de ser ao contrário. Descansei antes, passei muitos dias deitada, sem conseguir por-me de pé. Um tratamento (ou a vida, nem sei…) teve a capacidade inacreditável de me atirar ao tapete para mostrar ‘Minha menina, não aprendeste a lição à primeira, já sabes que à segunda custa sempre mais”. E custou mas eu aprendi. Aprendi a ter memória de peixinho dourado (como me escreveram carinhosamente num e-mail) e a saber distinguir o que posso mudar do que não posso mudar. Perceber e aceitar isso… é das maiores libertações da alma, acreditem em mim!

Fiquei leve, muito leve. E com a certeza que, mesmo para um carneiro que vai para lá do limite do improvável, pela coragem de ‘erguer uma bandeira no meio da multidão’ (tão eu…)… há mínimos. Que a independência é uma utopia quando precisamos verdadeiramente de ajuda e que tudo o que é nosso, a nós virá. Essa certeza, esse desapego dá paz e, principalmente, força para agarrar os dias que virão.

SIGA!

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Sujar as botas!

Sujar as botas. Das expressões que os jornalistas mais gostam de usar. Literalmente. Do que mais se orgulham de fazer. Quanto mais sujas as botas, mais carregado o bloco de notas (rima e é verdade!). Do que significa estar lá, procurar, sair, andar, correr e encontrar ou… confirmar que, apenas, não existe.

Do que mais tenho feito nestes dias. Do que mais nos dignifica e ensina. Do que tenho aprendido tanto. Do que é mais admirável… ir atrás de uma história e encontrar outra. E outra e tantas outras que se atravessam no nosso caminho.

Aqui. Ali. Na China. No fim do Mundo. Onde for preciso ir.

Não fechar os olhos. Perceber o que está à nossa frente e que pode ser… um Mundo!

 

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Vai ser um ano difícil…

… para António Costa.

O verão terminou sem dramas mas o inverno promete muito ‘calor’, atípico, até, para último ano de legislatura.

Os professores prometem não baixar os braços. A manifestação deste 5 de Outubro estava já marcada e o Governo decide publicar a portaria que define 2 anos, 9 meses e 18 dias contra os 9 anos, 4 meses e 2 dias reclamado pelos sindicatos, para a recuperação do tempo de serviço. Sim, a manifestação de hoje promete ser grande e a luta está para dobrar o ano.

E… 1 ano depois… ainda não se sabe o que aconteceu em Tancos. Sabe-se, isso sim, que surgiram sucessivas mentiras que foram justificando o que se passou. O culminar, ontem, com o Major Vasco Brazão a garantir que o Ministro da Defesa sabia da operação para ludibriar as autoridades, sobre o aparecimento do armamento militar, que tinha sido roubado. Os partidos pedem a demissão do Ministro. O Primeiro-Ministro declara confiança política. Vamos assistir à habitual teimosia de António Costa (tantos casos… O último, relacionado com o Ministro das Finanças) mas ainda é cedo para ouvir a frase ‘O assunto está encerrado’. Até por que… não estará. O Presidente da República tem uma palavra a dizer… as primeiras detenções aconteceram com o Presidente em Nova Iorque (coincidência…) e a recente substituição de Joana Marques Vidal enquanto Procuradora Geral da República suscitou incómodo. Esperar para ver.

Depois… O Orçamento do Estado. Os partidos da Geringonça já deixaram as exigências. E também já disseram que ‘são amigos mas não para casar’. No meio de tudo isto, o Primeiro-Ministro negoceia como ninguém mas… será suficiente?

Não me admirava que o panorama mudasse por completo.

Qual a sorte de António Costa e do PS? É que do outro lado está o PSD e Rui Rio.

Eu não disse que 2018 ia ser um ano espectacular? Para as ciências sociais, claro!