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A transformação digital

A transformação digital tem recebido a melhor (e maior) das minhas atenções no último ano, ao ponto de a colocar no centro do meu projecto de doutoramento (mas isso é uma conversa para depois, beeem depois).

Em Outubro tive o imenso orgulho de moderar um debate da Quidgest, a propósito do Q-day, sob o tema “O ano da Transformação Digital“. No painel  “O elemento humano e a educação na Transformação Digital” participaram Miguel Carvalho e Melo, vice-presidente da Associação Portuguesa de Gestão de Projectos (Apogep); Jorge Carvalho, docente do Instituto de Educação Técnica (Inete); Octávio Oliveira, diretor-geral do Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica, Energia, Telecomunicações e Tecnologias da Informação (Cinel), e ex-secretário de Estado do Emprego; Hugo Lourenço, diretor-geral da Agile 21; e Hugo Miguel Ribeiro, coordenador da área de recursos humanos da Quidgest.

Um momento de reflexão muito interessante sobre o futuro e do que já está a acontecer. Depois surgiu oportunidade de falar sobre isso para a revista Quidnews e aqui está o resultado. Acredito profundamente que as pessoas estão no centro de todos os processos e no futuro isso não será uma excepção.

Para ler melhor e toda a publicação passem por aqui https://www.quidgest.pt/q_QuidNews.asp?LT=PTG.

Vale muito a pena.

 

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O que fica dos 33. 1 de 7

Faltam 7 dias para o meu aniversário. As redes sociais fazem questão de mo lembrar com bastante insistência ao ponto de eu achar, também, que devia parar e pensar nisso. Os últimos dias têm sido mais preenchidos e, de facto, está na altura da pausa… e reflexão. Não ‘Pausa e Silêncio‘ como dizia Herberto Hélder em relação às palavras, mas balanço.

Até à próxima quarta-feira, dia do meu aniversário, vou partilhar convosco 7 momentos marcantes dos meus 33 anos. A idade de Jesus Cristo é marcante na vida de todos, dizem, só posso confirmar que na minha também assim foi. Foi o ano em que a minha vida deu uma volta de 180 graus. Por motivos vários, nem sempre (quase nunca) por minha vontade, foi preciso fazer ‘RE’ (começar)  e aprender tudo de novo: a vida, a felicidade, o tempo, o amor.

A primeira palavra que está na minha mente é gratidão. Ganhei tanto neste ano que as palavras não chegam para vos explicar. Ganhei sobretudo conhecimento, a imensa capacidade de não aceitar o que chega até mim e querer sempre mais. Foi o ano do início do meu doutoramento em Ciência Política, o ano curricular, que terminei com uma média fantástica de 17 valores. Não me vou alongar no ‘não foi fácil’, vou antes focar-me no ‘valeu tanto a pena‘!! Aprendi matérias que não dominava, das quais não conhecia as origens, nem sabia como se trabalhavam; moldei a resistência que me permitiu estar numa sala de aula até às 22 horas de todas as sextas-feiras e aos sábados de manhã, senti na pele o que é espírito de sacrifício e consegui dividir o dia em 4 ou 5… ou 6 partes, já nem sei. E tive tempo para absorver tudo: economia, geo estratégia, governance. Defendo que o que gastamos em educação e saúde é investimento. Estou a fazer a minha parte.

Aprendi a pensar. Um doutoramento não se faz tanto pela nota, até porque, no fim a classificação é qualitativa, mas mais pelo estímulo de pensamento, pelo cruzamento de ideias que pareciam não ter relação, pela capacidade de associar situação diferentes que acontecem na nossa vida, no país e no Mundo e ver mais além, ver além do óbvio. Poucas coisas são óbvias e raramente são o que parecem (onde é que já ouvi isto…?!). O brainstorm constante com uma turma fantástica e a troca de informação e informações, desde o primeiro dia, foram fundamentais.

Nunca teria conseguido sozinha. Mas é sozinha, neste este auditório onde irei defender o meu tema, que gosto de olhar para o futuro. Esta fotografia foi registada em Maio de 2017.

Agora, o caminho é mais solitário. Agora, o caminho é meu.