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Sorrir na dor

Sorrir na dor é dos gestos mais admiráveis do ser humano.

Sorrir quando a tua alma chora. Sorrir quando a dor é tão grande que só te apetece o escuro. Sorrir quando só queres estar sossegado e que o mundo se esqueça de ti. Sorrir quando é tudo tão mau que, desta vez, não estás a conseguir encontrar aquela luz ao fundo do túnel.

Mas sorris. E essa é das maiores forças que podes ter. Que podes mostrar, que podes deixar. Mesmo quando a luz… ainda está apagada.

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Ciências exactas

Há pessoas que nos questionam muito quando querem terem valores, resultados, respostas. Questionam e questionam. Querem provas, querem ciências exactas, daquelas que nunca falham, que nunca podem dar outro número certo por que a solução é só uma, por que o cálculo é só um. Procuram uma resposta sem perceber que, do outro lado da equação, até pode haver o mesmo valor, com um caminho diferente. Mas do lado delas, só dá aquela fórmula. Está tudo truncado, como na matemática. Fórmulas certas, resultados irrevogáveis.

E ficam assim. Com o certo e o irrevogável, sem perceber que talvez, talvez… um dia, uma vez, fosse bom errar no cálculo. Nunca vão saber.

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Alimentação, pela Dra Ana Rita Lopes

 

KOMBUCHA

O QUE É A KOMBUCHA?
A Kombucha é o nome dado a uma bebida de origem chinesa com mais de 2000 anos. É ligeiramente gaseificada de sabor agridoce e avinagrado, semelhante ao da cidra, características que tornam esta bebida facilmente aceite pelos consumidores. A produção típica de kombucha é feita com base de chá preto ou verde ao qual é adicionado sacarose (açúcar) e a SCOBY (Symbiotic Colony Of Bacteria and Yeast), uma cultura de bactérias e leveduras. A kombucha pode variar de acordo com o tipo de chá usado como base, concentração de sacarose, tipo de SCOBY, temperatura do chá antes da adição da SCOBY (não deve ser superior a 20º) e tempo de fermentação (3 a 60 dias).

QUAIS OS SEUS BENEFÍCIOS?
O consumo de kombucha tem sido associado a alguns efeitos benéficos na saúde dos consumidores, nomeadamente na melhoria da microbiota intestinal e do sistema imunitário. Tal facto deve-se à presença de vitaminas do complexo B (B1, B2, B6, B12), vitamina C e probióticos, que atuam como anti-inflamatórios.
Os efeitos benéficos da kombucha são atribuídos ainda à presença de chá preto ou chá verde, ricos em catequinas e flavenóis, dois polifenóis antioxidantes capazes de eliminar radicais livres e metais pesados, tendo assim um potencial desentoxificante elevado. Devido à sua componente “detox”, estes polifenois apresentam um bom potencial na redução do colesterol sérico e pressão arterial (fatores de risco para o desenvolvimeto de doenças cardiovasculares), diabetes, insuficiência renal e doenças oncológicas. A bebida de Kombucha destaca-se também na prevenção e recuperação da saúde osteoarticular, contendo na sua constituição glucosamina e condroitina, agentes anti-inflamatórios importantes na síntese de colagénio e combate ao desgaste das articulações. As principais bactérias e leveduras constituintes da Kombuncha pertecem ao género Acetobacter, Gluconobacter, Sacharomyces e são responsáveis pela atividade antibacteriana e resguardando a contaminação da bebida por bactérias patogénicas.

HÁ CONTRAINDICAÇÕES?
A U.S. Food and Drug Administration e a Kappa Laboratories referem que o consumo desta bebida é seguro para o ser humano, não se verificando evidência suficiente que demonstre toxicidade e efeitos adversos associados ao seu consumo.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention), um consumo diário de 120 ml não apresenta qualquer risco para a saúde. Contudo, há contraindicação para o consumo desta bebida em gestantes e lactantes, uma vez que o consumo de kombucha pode favorecer a produção de heparina, um componente glicosaminoglicano que inibe a produção de proteínas do sistema de coagulação, sendo prejudicial no terceiro trimestre da gravidez. Ainda assim, alguns estudos fazem referência a sintomas como náuseas, tonturas, distúrbios gastroinestinais, hepáticos, reações alérgicas aquando o consumo excessivo, especialmente em pessoais mais sensíveis a bebidas ácidas e gaseificadas, insuficientes renais e doentes hepáticos.

REFERÊNCIAS:
– Jayabalan, Rasu, et al. "A review on kombucha tea—microbiology, composition, fermentation, beneficial effects, toxicity, and tea fungus." Comprehensive Reviews in Food Science and Food Safety 13.4 (2014): 538-550.
– Martínez Leal, Jessica, et al. "A review on health benefits of kombucha nutritional compounds and metabolites." CyTA-Journal of Food 16.1 (2018): 390-399.

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Alimentação, pela Dra. Ana Rita Lopes

Congelar alimentos: truques para uma congelação mais eficaz e segura

Muitas pessoas podem ficar doentes devido ao consumo de alimentos ou água contaminada por microrganismos perigosos e/ou químicos tóxicos. Como congelar então os alimentos de forma segura?

A probabilidade de surgir uma doença de origem alimentar diminui quando estão asseguradas boas práticas de manipulação e conservação de alimentos. Estas práticas incluem, entre outras, um adequado controlo da temperatura. É mais propensa a multiplicação de microrganismos potencialmente perigosos entre os 5°C e os 60°C. Logo, se os alimentos estiverem expostos a temperaturas muito elevadas ou muito baixas, a probabilidade de surgir uma doença de origem alimentar é muito diminuta. Desta forma, torna-se essencial garantir boas práticas de conservação e manipulação dos alimentos! A conservação de alimentos através da congelação não elimina os microrganismos potencialmente perigosos mas limita a sua multiplicação, não só pela diminuição da temperatura mas também pela redução da atividade enzimática e da água livre em estado líquido, levando assim a uma conservação mais duradoura comparativamente à refrigeração. A temperatura do seu congelador deve estar regulada nos -18°C, sendo indiferente o local onde se colocam os alimentos, uma vez que a temperatura é uniforme em todo o compartimento.

Em seguida, encontram-se listados alguns truques para uma congelação mais eficaz e segura:

 Não encha demasiado o congelador, pois pode comprometer a circulação do ar frio;
 É fundamental proteger os alimentos a congelar evitando queimaduras pelo frio, particularmente quando se trata de grandes pedaços de carne. Comece por enrolar a carne em papel vegetal e, posteriormente, isole com película aderente. Para os restantes alimentos, use sacos com fecho. Depois de colocar os alimentos no interior dos sacos, deixe uma pequena abertura para que possa retirar todo o ar e só depois feche o saco. Isto diminui a quantidade de ar que está em contacto direto com os alimentos, evitando queimaduras, preservando-os por mais tempo e em melhores condições;
 Quando um alimento congelado apresenta uma alteração de cor para uma cor castanha clara ou acinzentada, estamos na presença de uma queimadura por congelação e o alimento não deve ser consumido;
 Opte por congelar em doses individuais, pois proporciona uma descongelação e confeção mais rápida;
 Não volte a congelar um alimento que foi previamente descongelado;
 Relativamente à congelação das hortícolas: uma rápida imersão dos vegetais frescos em água fervente e de seguida, por água fria, (processo designado de branqueamento) possibilita inativar as enzimas que promovem a degradação dos vegetais, permitindo assim uma melhor manutenção da cor;

 Evite colocar alimentos quentes ou à temperatura ambiente no congelador. Antes de os congelar leve-os ao frigorífico, para reduzir a temperatura;
 Lembre-se que os alimentos dilatam com a congelação, por isso nunca encha os recipientes até à capacidade máxima;
 Certifique-se de que os alimentos a congelar se encontram em boas condições;
 Identifique os alimentos congelados com recurso a etiquetas que possuam a indicação do tipo de alimento e respetiva data de congelação porque apesar de os alimentos estarem congelados, também possuem prazo de validade, a saber:

o Carne de vaca: 12 meses
o Carne de frango: 10 meses
o Carne de borrego: 8 meses
o Carne de caça: 6 meses
o Carne de porco: 6 meses
o Carne picada: 2 meses
o Enchidos: 2 meses
o Peixes magros: 6 meses
o Peixes gordos: 3 meses
o Marisco: 3 meses
o Hortaliças: 12 meses
o Pão e bolos: 3 meses
o Pratos cozinhados: 3 meses
o Salgados: 6 meses
o Queijos de pasta mole: 8 meses
o Manteiga: 6 meses
o Natas: 3 meses

A não esquecer!

O congelador é um ótimo aliado na conservação dos alimentos, no entanto devem ser respeitadas algumas regras que asseguram a manutenção da qualidade dos alimentos congelados. Além disso, com o passar do tempo os alimentos perdem sabor, cor, textura e valor nutricional!

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O sorriso de Mona Lisa

Nunca saberemos quem era esta mulher. Bem, nunca saberemos ao certo. Há muitas teorias: de que seria amante de Da Vinci, mulher de um mercador, uma desconhecida. O incerto funciona na nossa mente como uma fonte que nunca se esgota e da qual temos muita sede. É por isso que, 500 anos depois da morte de Da Vinci… olhamos impávidos para a Mona Lisa e pensamos… “Quem és tu? Para quem sorris? Para quem olhas?”. Indiferente às nossas dúvidas, ela ali está, século após século. Como que a pensar ‘eu sei que vocês sabem que eu sei que vocês sabem que eu sei…!’. Com um sorriso que ninguém consegue desvendar, com um olhar fixo mas absolutamente indiferente à nossa presença, com uma sensatez inigualável. O sorriso de Gioconda é um dos mistérios mais maravilhosos que o pintor nos deixou. Por que, afinal, não precisamos de ter todas as respostas. Apenas nos basta observar. Principalmente 5 séculos depois.

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Alimentação, pela Dra. Ana Rita Lopes

Bebidas vegetais: o que são exatamente?
Nos últimos anos tem-se verificado um aumento da existência e do consumo de bebidas vegetais. Contudo, será que constituem uma boa opção para incluir numa alimentação nutricionalmente equilibrada, diversificada e segura? São comummente conhecidas pela população como “leite”, quando na verdade só partilham o mesmo aspeto. Em muitos casos, o consumo de leite é substituído por bebidas vegetais por questões de saúde – para quem apresenta alergia às proteínas do leite de vaca ou intolerância à lactose – ou por questões relacionadas com estilos de vida.

Bebidas vegetais vs. leite
O leite é considerado um alimento completo do ponto de vista nutricional. Atualmente, apesar de ser um dos alimentos mais controversos, o seu consumo continua a ser recomendado, exceto em condições clínicas específicas. O leite apresenta um elevado teor de proteína, vitamina A e D, vitaminas do complexo B e minerais, tais como o cálcio, o fósforo e o potássio. O teor de hidratos de carbono traduz-se na forma de lactose. Para os intolerantes à lactose existe a versão de leite sem lactose. Habitualmente, as bebidas vegetais são produzidas através da adição de água a alimentos triturados, como os frutos secos e em termos nutricionais não são
equivalentes ao leite da vaca, principalmente no seu teor proteico. No leite de vaca, as proteínas são de elevado valor biológico, ou seja, têm todos os aminoácidos essenciais. Em algumas destas bebidas encontram-se valores de açúcar adicionados consideravelmente elevados, enquanto no leite, na sua versão simples, apenas
existe o seu açúcar natural, a lactose. Em termos nutricionais, estas bebidas não são de todo equivalentes ao leite de vaca. Além de que o preço de cada uma destas bebidas chega a ser quatro vezes superior ao de um pacote de leite.

Como incluir as bebidas vegetais na alimentação?
Estas bebidas podem ser consumidas ao natural ou aquecidas. Pode adicionar- lhes cereais ou fruta. Também as pode incluir nas suas confeções culinárias,
como em batidos, papas e panquecas. Bebida de arroz, de aveia, de amêndoa, de soja, de caju, de coco são exemplos dos sabores vulgarmente encontrados nas bebidas vegetais.

O que se deve ter em consideração?
Ao adquirir bebidas vegetais, tenha em atenção a sua lista de ingredientes, bem como o seu valor nutricional. Escolha, preferencialmente, uma bebida com o menor número de ingredientes – se possível somente com água e o ingrediente a partir do qual é feita.
Opte por bebidas sem a adição de açúcares e que sejam enriquecidas com vitaminas e minerais, o que as vai tornar nutricionalmente mais ricas.