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2 anos. E a contar.

Há dois anos nascia este espaço.

Há dois anos estava rodeada de tantas pessoas. De todas as pessoas. Hoje resolvi comemorar sozinha. Numa manhã de outono, com dois jornais, uma revista, na minha esplanada de eleição. Num dos lugares com mais paz. Ever.

O chá de menta arrefece rápido, o vento do outono não deixa grandes duvidas: está tudo a mudar. A onda que andamos todos a surfar é alta mas aproveitamos: o sol na cara, o riso dos miúdos que caem e levantam, caem e levantam… as conversas dos outros tão boas de se ouvir sobre o Halloween e o dia de Todos os Santos, sobre a falta de crença que nos assola, sobre uma casa nova, sobre as arrumações. Sim, está no sangue, sou jornalista.
Neste dia de comemoração e agradecimento, neste domingo de outono, saí de casa sem lavar o cabelo, com uma calças brancas todas rasgadas e, pior, todas sujas. O casaco que comprei algures por 5 € dá-me o aconchego de que preciso mesmo, hoje.  Devia ter a inscrição ‘Harvard’ em vez do real ‘badass girl’. Só para haver coerência. Quero lá saber… Nunca fiz uma compra tão boa.
Xiu!!! Não digam a ninguém.
Parabéns e obrigada pela companhia e partilha de todos os dias.

(Sim, sei que tenho estado mais ausente… em breve vão perceber porquê. Vai valer a pena!)

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Votem, por favor!

Este ano votei por antecipação. O meu recenseamento está registado em Abrantes e não tenho qualquer hipótese de ir lá, no domingo. Mais do que em qualquer outra altura, votar foi importante. Parecia uma criança. Eu levo isto muito a sério, por ser investigadora, por ser apaixonada pela ciência política mas, acima de tudo, por ser cidadã. Ninguém decide por mim. Fui votar para isso, para decidir. Espero que não se esqueçam que a decisão está na mão de cada um, na iniciativa de cada um, na cruz que cada um vai deixar no boletim de voto. Pessoalmente, acho que os votos em branco são um desperdício, que há (outras) formas mais eficazes de protesto e que a abstenção é uma sombra que nos devia envergonhar a todos. Mas isso sou eu.

Votem, é o que vos quero dizer.

 

 

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Desporto para todos

Regressei das férias a todo o gás! No fim de semana partilho fotos mas hoje foi dia de desporto!

Mais uma Semana Europeia. Estamos juntos, de novo, para este programa tão nobre, tão importante, com tanto sentido. A manhã no Complexo Desportivo do Jamor já prometia mas foi tudo muito melhor. Houve dança, houve futebol com caras bem conhecidas, com ex-futebolistas, atletas olímpicos, pessoas da comunicação e da estrutura do Instituto Português do Desporto e Juventude.

São precisos 21 dias para criar um hábito e 90 para quebrar um padrão, um comportamento. Usem-nos para o bem, para o vosso bem! Desporto é saúde. Encontrem o vosso desporto, a escolha é vasta.

Não temos de ser todos atletas de alta competição, precisamos é de nos mexer, fazer alguma coisa, dar o exemplo. Eu tenho o exemplo do meu pai: sempre me lembro do futsal, das corridas mas, acima de tudo, da vontade de não estar parado. Ainda hoje corre, ainda hoje se mantém activo (também) por que é jovem mas é meu pai!

Tirem e guardem os melhores exemplos! Estamos juntos. #BEACTIVE

 

A Semana Euroepia do Desporto acontece entre 23 e 30 de Setembro e podem encontrar toda a programação aqui.

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As pessoas.

Sexta feira, aquela tarde em que estamos a fazer o que não deu nos últimos dias e não queremos que passe para o fim de semana.

Lavandaria, supermercado. Entretanto sapateiro:

– Quando é?

– 3 Euros.

– Só tenho uma nota de 5 euros.

– Por favor, vá ali trocar que não tenho moedas.

Chego à loja da frente:

– Não posso trocar essa nota. Só tenho cinco moedas e se lha trocar, fico sem nada para mim.

– Muito obrigada (nem reagi).

 

Na papelaria:

– Boa tarde, pode trocar esta nota?

– Ah, desculpe, já estava aqui e passei uma pessoa e passei à sua frente… pronto… não me dá muito jeito trocar mas como estava já aqui… tudo bem.

– Obrigada (nem reagi, parte 2).

 

Na fila do supermercado:

– Pode passar à frente que eu tenho muitas coisas e isto vai demorar. E o senhor a seguir também pode.

– Muito obrigada (ponho cinco ou seis coisas que tinha, na passadeira e espero).

– Quer saco, amor? (pergunta a empregada)

– Não preciso amor, mas obrigada! (Não resisti e respondi, desta vez não deu!)

– Olá. Está bom, desde manhã? (pergunta ao cliente seguinte)

– Manhã? Não era eu, não estive cá hoje. (responde o senhor)

– Não esteve hoje, esteve ontem. Não me estrague o discurso.

Paguei e saí. Tive de sorrir. As pessoas são maravilhosas. Algumas.

Bom fim de semana.

 

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A minha praia

 

Como é linda a minha praia. 9 Quilómetros da mais fina areia. Daquela que se cola na pele só de andar ou quando o vento mais forte a levanta.

Na minha praia há espaço. Ninguém se atropela, ninguém se incomoda, ninguém se preocupa muito se ao lado está uma pessoa mais ou menos fit, mais ou menos famosa. Aqui, as pessoas só querem aproveitar o sol, a companhia, o tempo. Do que não temos sempre, do que não nos permitem ter sempre, do que não conseguimos ter sempre.

Na minha praia há paz. Daquela que já não se compra e, às vezes, pouco se pratica. Daquela que precisamos fugir para encontrar, voar para encontrar. Às vezes só percebemos que há pessoas quando o riso das crianças interrompe o silêncio da sesta ou quando o vento traz o cheiro do protector solar. E sorrimos.

Na minha praia há abraços, risos e respirações profundas, de amigos que se encontram, que se amam e sabem que, no matter what, vamos estar sempre ali. Vamos ter sempre aquela praia. E que ali… está sempre tudo bem. Foi ela quem nos juntou.

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84.

O Fernando faz anos. 84. Sim, leram bem. Este Senhor faz 84 anos. Quem me dera a mim chegar lá com esta lucidez e capacidade de discernimento. De ensinar, de aprender, de orientar. De perguntar, de calar. De estar na fila da frente, de ‘ver a banda passar’.

O Fernando faz anos. É mais que obrigatório celebrar a vida. Agradecer todos os dias a partilha que tem connosco. Agradecer ter-nos escolhido para seus amigos, confidentes e companheiros de todas as coisas. Ser nosso amigo, também!

O Fernando faz anos. O Fernando que o país chama ‘Correia’, que tem total propriedade sobre todo o seu conhecimento, que ensinou tanta gente a gostar de futebol, que pintou tantas vezes as ondas da rádio, que se tornou a voz tão amiga e presente na casa de todos.

O Fernando faz anos. Os amigos tinham de lá estar. Mais que necessário, era importante. Por que precisamos de amizade e amor. Sempre. Mesmo aos 84 anos.

Longa vida, meu querido amigo.

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O caminho.

Aqui, por cima das nuvens, aqui onde poucos alcançam, está sol.
O sol teima em não me largar. Desde o início desta viagem. Como se se quisesse impor. Como se me quisesse lembrar que estava ali. Como que a dizer que, afinal, mesmo quando tudo está nublado, tremendamente escuro, com ‘cara de chuva’, ‘cara feia’ ou outra cara qualquer, ele está aqui.

O caminho. A verdade. A vida.