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Leiam, pela vossa saúde.

 

Os últimos livros têm sido de política e tecnologia, inevitavelmente. Mas recebi este no Natal e deixei-o a ‘marinar’ para uma altura mais calma. Aconteceu na semana passada, quando fui obrigada a parar para recuperar de um acidente de viação (culpa do Gabriel) que resultou em alguns ferimentos. Já passou, está tudo bem. Achei que era a altura certa para a Michelle entrar nos meus dias, de forma mais pessoal. Demorei 3 dias a devorar completamente esta história… e a rever-me em tantas coisas. Não tenho um marido presidente, não tenho filhos, saí cedo de casa dos meus pais mas venho do trabalho, do esforço, da dedicação, tal como ela. A vida é bem diferente nos Estados  Unidos e, especialmente, naquele tempo- Michelle ingressou no 2o curso da faculdade quando eu nasci. Não pensem que a parte mais interessante é desde que chega à Casa Branca, com o marido, Barack Obama, por que não é!

Há coisas que nunca vou conseguir avaliar convenientemente por que a vida é mesmo assim, não há histórias iguais. Mas há histórias que vale a pena conhecer. Esta é uma história de amor: pela vida, pela família, pela comunidade… pelas pessoas. E isso… é tudo. Fica a sugestão para o vosso domingo.

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Dever cumprido

Foram semanas intensas, cheias de alegria e percalços. Encontrei neste grupo de pessoas aquilo que já não havia há muito: interesse, fascínio, trabalho. O últimos alunos com quem tenho contactado estavam ainda a perceber em que mundo viviam e que contributo lhe podiam dar para o tornar melhor. Eles sabem. E sabem também que trabalhar em televisão pode não ser a única saída. Não querem aparecer, querem fazer! Foi um gosto imenso, obrigada pelos ensinamentos constantes, meninos, e por pensarem comigo! Voem!

Como é possível perceber… eles acabaram em melhor estado do que eu!

 

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Imagens que falam #1

Esta é, para mim, a imagem de Janeiro, esse mês que teve 365 dias e teimava em não acabar.

Esta imagem de um buraco onde caiu uma criança de 2 anos e que nos levou à incredulidade. O Mundo ficou em suspenso até perceber o que acontecera a este menino. A pergunta “como foi possível?” veio acompanha do desespero daqueles pais que apenas conseguiram dizer “… outra vez não…”.

O Mundo é um ligar estranho. E pode ser de um sofrimento inexplicavelmente atroz.

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A coragem dos Homens

Temos pessoas boas no Mundo. Temos. Apesar de tudo, de todas as dívidas, de todas as incertezas… elas existem. Exemplo disso foi a enorme coragem com que mais de 300 pessoas trabalharam todos os dias para salvar o Julen. Todos, em todo o Mundo, acompanhamos o sofrimento destes pais e fomos relatando tudo por aqui. Ninguém descansou, ainda que a esperança fosse mais remota, até encontrar esta criança. São estes os heróis de Málaga. Aqueles que arriscaram a própria vida para salvar alguém. Acredito que o momento em que encontraram o corpo deste criança só pode ter sido de total dor, de uma imensa impotência perante algo que não conseguiram controlar.

Durante muito tempo vamos pensar nisto, a pergunta é assustadora e as imagens ainda mais: Como é que uma criança cabe num espaço de tão pequena dimensão?

Este resgate, este caso, faz-me lembrar outros a que assisti nos últimos anos. Os 33 mineiros que ficaram presos no Chile durante 69 dias e foram retirados depois com a ajuda de um cápsula que os trouxe à superfície. Foi em 2010, e eu estava na ‘Última Edição’ da TVI24. Fizemos emissões consecutivas para acompanhar os vários momentos, de cada vez que um dos homens era retirado. Foi… indescritível. Está aqui.

Mais recentemente, o grupo de jovens que ficou preso numa gruta da Tailândia. Não vos sei explicar mas para mim… este é o mais impressionante de todos. Acompanhamos tudo, vimos tudo…  E aprendemos a maior das lições: Aceitar. Custa tanto mas é o caminho para a paz. Aceitar tudo o que nos acontece. Todas as privações, todos os caminhos cheios de pedras, todos os dias negros… Logo depois vem o sol. Vem sempre. Mesmo que estejamos no início do Inverno.

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Sobre o erro…

 

Às vezes nem percebemos que o estamos a cometer.

Achamos que para nós faz sentido e esquecemos o outro lado. Depois lá vem a realidade e dá-nos assim um safanão pelas costas, um rombo que nos faz perder a força nas pernas e o alinhamento da coluna.

O erro é um erro é isso pesa. Carrega-se. E custa.

O erro tolda-nos.

Faz -nos humanos. Lembra-nos que somos impressionatemente imperfeitos. Que essa é a grande condição da vida.

A imperfeição.

O saber que por mais direitos que andemos, por mais inspirados que estejamos… acabamos por fazer alguma coisa errada. Por que é assim. Às vezes é uma acção, outras uma palavra, uma frase que cai mal, um tom desapropriado.
Não quer dizer que sejamos más pessoas, pouco íntegras ou de menor confiança. Quer dizer apenas que a adaptação à vida é constante. Que a nossa procura pelo que é mais correcto não acaba aos 25, 34, 40 ou 60 anos.

O erro é penoso.
Caramba… se é. O que fazemos com ele? O mesmo que fazemos com a razão: nada, a não ser saber que o possuímos. Saber que é nosso, que o praticamos e que não nos vai deixar.

O erro possibilita-nos.
A ser melhores. Para os outros e para nós. Redefine os limites da liberdade. Abre espaço ao perdão. A dar uma oportunidade. A saber que aquilo é uma parte e não um todo.

O erro faz-nos pessoas. E ensina-nos a não errar.
Outra vez.

Bem-vindos à vida real.