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A transformação digital

A transformação digital tem recebido a melhor (e maior) das minhas atenções no último ano, ao ponto de a colocar no centro do meu projecto de doutoramento (mas isso é uma conversa para depois, beeem depois).

Em Outubro tive o imenso orgulho de moderar um debate da Quidgest, a propósito do Q-day, sob o tema “O ano da Transformação Digital“. No painel  “O elemento humano e a educação na Transformação Digital” participaram Miguel Carvalho e Melo, vice-presidente da Associação Portuguesa de Gestão de Projectos (Apogep); Jorge Carvalho, docente do Instituto de Educação Técnica (Inete); Octávio Oliveira, diretor-geral do Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica, Energia, Telecomunicações e Tecnologias da Informação (Cinel), e ex-secretário de Estado do Emprego; Hugo Lourenço, diretor-geral da Agile 21; e Hugo Miguel Ribeiro, coordenador da área de recursos humanos da Quidgest.

Um momento de reflexão muito interessante sobre o futuro e do que já está a acontecer. Depois surgiu oportunidade de falar sobre isso para a revista Quidnews e aqui está o resultado. Acredito profundamente que as pessoas estão no centro de todos os processos e no futuro isso não será uma excepção.

Para ler melhor e toda a publicação passem por aqui https://www.quidgest.pt/q_QuidNews.asp?LT=PTG.

Vale muito a pena.

 

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Quando eu fiz 25 anos…

… Tinha o peito cheio de sonhos. No horizonte, havia um futuro, uma vontade, uma perspectiva de vida. Trabalhava muito, trabalhei sempre muito mas (já) fazia o que amava: a televisão tinha surgido na minha vida há 2 pares de anos e eu estava a aprender tudo e tudo. Foram uns 25 felizes, talvez mais marcantes que os 18. Aos 18 anos, ainda não tinha contas para pagar, não havia responsabilidades grandes, nem tinha carro ou apresentava jornais. Mas a responsabilidade era boa, sabia bem ser mais adulta. Nesta altura já tinha apresentado quase todos os horários da TVI e da TVI24.
Quando fiz 25 anos… Tinha a ilusão que já tinha aprendido tudo e que só me faltava aperfeiçoar. Percebi rapidamente que era uma ideia falsa e voltei a estudar, sentia-me estagnada, a emburrecer, havia áreas novas, coisas diferentes que queria ler e explorar. E foi assim que surgiu a política.
Quando fiz 25 anos… Ia a festivais, a concertos, ao teatro, jantava fora, dançava, fazia noitadas e divertia-me tanto. Não partia pedras com os pés (um amigo diz isto com muita graça) mas aproveitei muito.


Quando fiz 25 anos… Sabia que queria mais, que queria o futuro, que queria crescer e não perder tempo… Viver!!!
Sinto que também tens isto, TVI. Hoje, o dia em que fizeste 25 anos, estive ao teu lado, como nos últimos 11. Nunca imaginei que nos déssemos tão bem, não posso ser mais sincera. Já me irritas-te, viras-te a vida do avesso tantas vezes… Por ti, deixei tantas vezes a família em standby… E eu mesma, também. Já choramos mas hoje, não… Todos os dias, invariavelmente, me fazes sorrir.
Fizemos reportagens de saúde, educação, economia, fomos apedrejadas em directo, fizemos jornais em dias tão difíceis, viajamos pelo mundo… Nunca fraquejaste mas eu também nunca te deixei ficar mal.
Acordamos juntas há 5 anos. É bom. Tens bom acordar. Até somos parecidas: tu também bebes café mas estás mais controlada, acordas devagarinho mas cheia de energia, fazes-te notar sem te impores, para ti, está (quase) tudo bem, sempre.
Os desafios dos próximos 25 anos são profundamente diferentes dos anteriores: o futuro é mais exigente, mais imprevisível, mais tecnológico, mais informado e conhecedor.
Se queres saber? SIGA. VAMOS À LUTA. CONTA COMIGO.

Dou-te a mão. Acredito profundamente que estamos no caminho certo.

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The final Web Summit

 

No balanço da Web Summit tem de constar um GRANDE APLAUSO para as mulheres:

Nesta cimeira:

  • metade das pessoas registadas era do sexo feminino
  • 35,4% dos oradores foram mulheres
  • O espaço ‘Women in Tech‘ recebeu 58% de participantes do sexo feminino

Números bastante simpáticos e que vêm provar que afinal as mulheres também se destacam na indústria do digital e que se querem posicionar, cada vez mais (o Mundo continua sem saber quem será a sucessora de Zuckerberg, apesar de já me ter disponibilizado para tal…). Tenho para mim que a sensibilidade feminina pode ser uma mais-valia para esta indústria, no sentido de afinar pormenores, de difundir mensagens e até de negócio: as mulheres estão sempre cheias de ideias, encontrei muitas nos pavilhões, a ‘vender’ startup.

Mas há mais números…

  • 59,115 pessoas de 170 países estiveram em Lisboa.
  • 2,600 meios de comunicação de todo o Mundo falaram da Web Summit.
  • A quantidade de cabo utilizada dava para escalar o Monte Evereste 8 vezes (80 mil quilómetros)
  • Mais de 205 mil copos recicláveis foram utilizados durante a cimeira.
  • Centre Stage foi composto por 314 reservatórios de água, 140k focos de projeção e 30,000 watts de som.
  • 2.2 milhões de sessões de wi-fi foram registadas durante todo o evento.
  • 45 terabytes de tráfego durante os vários dias.
  • Mais de 2,100 startups estiveram presentes.
  • 1,400 dos mais importantes investidores do Mundo estiveram em Lisboa.
  • 1,200 oradores.

Até o astronauta Paolo Nespoli enviou uma mensagem muito especial do espaço. Podem ver aqui https://media.websummit.com/press-releases/web-summit-is-out-of-this-world

 

Quem ainda acha que a tecnologia não pode fazer nada pelo Mundo e pela Humanidade devia ter escutado Al Gore. Polémico, pertinente, certeiro. Al Gore até rezou em palco para que os Estados Unidos da América (EUA) escolham outro presidente em 2020 (apesar de haver uma sondagem a mostrar que fariam exactamente o contrário, um ano depois), criticou o Reino Unido pelo Brexit e lembrou que os EUA ainda são responsáveis pelo que assinaram no Acordo de Paris e que estão sempre a tempo de voltar atrás… depois de Trump sair. Por um lado, Al Gore não deixou passar a responsabilidade que o seu país tem nas alterações climáticas mas não deixou o Mundo descansar porque a responsabilidade é de todos e está ao alcance de todos. Afinal, como explicou de forma tão simples… a camada de ozono é tão fina que se a quiséssemos percorrer de carro demorávamos entre 5 a 10 minutos.

Minutos depois, com a energia de sempre mas pouca voz, o Presidente da República lembrava que Portugal não estava fora do Acordo de Paris e que mantinha a sua responsabilidade e, também por isso, devia continuar a receber a Web Summit, além de 2018.

Se Portugal merece? Nem pode haver dúvidas.

Deixo mais imagens que registei ontem. O espaço, os voluntários e as muitas dúvidas que o digital suscita.

 

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Web Summit

Há umas semanas recebi uma mensagem de um querido amigo que perguntava: “A 4a Revolução Industrial ou 4.0, a Inteligência Artificial, a Robótica, os Intangíveis e o Motor Impossível (NASA)  põe em causa o paradigma actual e as leis da ciência e da física? Concordas?”. Respondi: “Não, acho que as máquinas não põem nada em causa. O que está em causa é o que se faz com elas, A responsabilidade é de quem programa, de quem projecta, investiga. As máquinas servem para ajudar no desenvolvimento da Humanidade. Facilmente se perde o controlo se não houve a clara noção e certeza do lugar onde se quer chegar”.

Ontem, Stephen Hawking disse na abertura da Web Summit que “a inteligência artificial pode ser boa ou má. depende dos humanos”. Não podia estar mais de acordo.

Dois robots estiveram à conversa na Web Summit, hoje, para espanto de muitas pessoas. Na verdade, falou-se muito de Inteligência Artificial (AI) ao longo do dia. Destaco a ajuda que a AI pode dar na identificação de crianças desaparecidas, através de reconhecimento facial. O sistema está desenvolvido nos Estados Unidos mas o objectivo é que chegue a todo o Mundo.

Brian Krzanich, CEO da Intel, explicou as vantagens de milhões  de dispositivos estarem conectados, ligados em rede, para o desenvolvimento da IA.

 

Enquanto isto… 2.500 jornalistas trabalhavam como podiam, na Media Village.

A minha passagem pela Web Summit foi rápida, hoje, mas ainda deu para descobrir a TICO, uma app de mensagens que tem como objectivo filtrar as mensagens que recebemos, de acordo com o local onde nos encontramos. Ou seja, se definirmos o local para “trabalho“, a app só aceita mensagens de quem está associado a esse grupo. Se chegamos a casa, e mudarmos a localização para “casa”, a app passa a receber mensagens de amigos e família. O objectivo é, além de filtrar, ajudar-nos a focar nas várias tarefas que precisamos desempenhar. Não estou a inventar se disser que TODOS perdemos tempo a mais nas redes sociais quando devemos estar mais focados no trabalho, certo? Eu sei que não me deixam mentir!

Além de ter achado a ideia curiosa (a minha forma de evitar é esquecer o telefone durante umas horas), a pessoa responsável por esta app vem de Taipei, Taiwan, do outro lado do Mundo. Isso demonstra bem o carácter universal desta cimeira. Mais, foi a única pessoa, de todas as startup que vi, que se dirigiu a mim para me convidar a conhecer o seu negócio. Este género de nova economia vive muito da capacidade de a comunicar às pessoas, aos investidores, ao público, em geral. Está disponível para download.

 

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Tik tak… Tik tak…

O comportamento humano é difícil senão, impossível, de prever. Constitui, por isso, o ponto mais delicado das relações entre as pessoas. É curta a franja da sociedade que se dedica a estudar esta vertente, muito maior aquela que não a domina. Antecipar ou prever torna-se ainda mais especial perante um carácter… imprevisível. É a esse grupo que pertencem o Presidente dos Estados Unidos e o Presidente da Coreia do Norte. Decisões seguidas de declarações, tweets e fotografias… E o Mundo fica perplexo. (Já menos, é verdade)

 

 

 

(Fonte: Bulletin of the Atomic Scientists)

 

Uma das particularidades do mundo actual é esse imediatismo nas decisões, essa conectividade graças às tecnologias e à globalização que nos aproxima cada vez mais e nos coloca ao lado uns dos outros.

Isso tem o lado bom e o lado mau, como tudo. Nesta altura, o Doommsday Clock, o Relógio do Apocalipse, criado em 1947, na Guerra Fria, que serviu e serve para medir o risco de ataque nuclear marca hoje 2m30 para a meia noite. Quanto mais perto da hora certa, mais breve está o conflito. Nunca esteve tão próximo mas aposto que nas próximas semanas esta ‘hora’ deve ficar mais curta: a CIA revelou plano da Coreia do Norte para um ataque nuclear… muito breve.