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Eu tenho uma bactéria…

… E tu não!!
A bactéria de que vos quero falar chama-se helicobacter pylori e infecta cerca de metade da população portuguesa. Não se sabe bem como, por que razão nem de onde vem. Na verdade, só foi descoberta há 20anos e pode tornar-se chatinha chatinha chatinha se não for tratada a tempo. As explicações do meu super-medico sossegaram-me porque se fosse atrás do que diz o Dr. Google… Ui!!! Já estava a subir paredes só de cenários possíveis. Sim… Eu sou positiva… Para a bactéria. Sinto-me coerente até para com isto!!!
A HP, é assim que a vou tratar porque merece ‘importância 0’, mais ou menos como quando Pedro Passos Coelho quis reduzir a nada a importância do Syriza e apenas falava do ‘partido que ganhou as eleições na Grécia’. Eu não tenho tempo para bactérias externas quanto mais para internas e a sacana já conseguiu uma coisa: fez-me parar. Ela é a única responsável pela minha ausência ao trabalho. O tratamento é um agressivo: só a conjunção de antibióticos a faz desaparecer. O cocktail é forte e um bocadinho depois parece que se está no mar, num barco à deriva e com vagas de 5m. Uma animação, já viram? Viagens grátis todos os dias! E eu adoro viajar!
Isto para vos explicar porque não vos estou a acordar nestes dias mas para vos dizer também que esta chata HP vai desaparecer. Esta bactéria adora estados de cansaço e um sistema nervoso beeeeem debilitado… Nem sei o que tem isto a ver comigo mas pronto. (Suspiro…)

Eu sempre disse que 2018 ia ser um ano espectacular e mantenho!!! Vai mesmo.

Esta paragem, além do óbvio que é parar, vem também mostrar que só vale a pena se vivermos bem, alegres, com espírito positivo e na máxima força para nós e para os outros. É um reforço de tudo o que eu já sabia e fazia.
(Podes sair HP, sff) Façam o mesmo mas evitem os antibióticos, sim?

 

 

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Citius, altius, fortius.

Contar a história do livro “Tocando os extremos” é contar a história do Nuno España, uma pessoa que ‘resolveu’ dar a volta a uma volta que a vida lhe deu. Não há como fugir a este início porque a verdade não tem nuances: o Nuno começou a correr para reagir à perda de uma das pessoas mais importantes da sua vida: o pai. A corrida já existia sem ser um hábito, a mãe conta que, quando regressavam a Lisboa, da casa de família em Colares, o Nuno ía a correr e só queria chegar mais longe, sempre. Nuno tinha 13 anos e muito longe de imaginar a importância que a corrida ía ter na sua vida, como escreve a Carla  Rocha. E é bem verdade. O cunhado desafiou-o para a meia-maratona da ponte Vasco da Gama e como  não resiste a desafios, aceitou. Achou que eram favas contadas… mas a falta de preparação deu-lhe logo ali a primeira aula para a vida. Depois disso veio mais outra, e outra corrida… e o Nuno a querer sempre mais. Até que achou que devia fazer uma maratona. A atleta olímpica Rosa Mota ainda o tentou  demover, a pedido da mãe: “ah, meu filho, olhe que não é o dobro, é pior! Tem de ter cuidado!”. Aquelas palavras foram o estímulo de que precisava… para avançar. Tudo ao contrário. A primeira maratona “100 maratonas, 100 amigos” foi a que lhe custou mais mas também aquela a que mais significado teve: é uma prova com uma vertente social, as inscrições revertem para várias instituições entre elas o Movimento ao Serviço da Vida, com o qual tem uma ligação estreita (faz parte da Direcção).


Azores Trail

 

Depois disto… veio a maratona de Lisboa e a do Porto… e a Comrades Marathon. Nada mais que uns ‘simples’ 89 quilómetros a subir, na África do Sul. O slogan desta maratona é “It will define you” e definiu, de facto: “a Comrades é a maratona de uma vida”, admite. Mas antes disto, sim… ainda antes, o Nuno se tinha proposto a fazer uma maratona por fim-de-semana. Acontece que um desses fins de semana estava em branco. E agora? Claro que procurou uma alternativa. Havia a prova Challenge Lisboa, um triatlo: nadava, pedalava e corria. Desafio novo. Gostou tanto que… partiu para o IronMan, o triatlo mais difícil do mundo. A estreia foi em Frankfurt mas depois já esteve Sevilha, Lanzarote, Copenhaga, Barcelona, Cascais, Roterdão.

IronMan Copenhaga

E agora? Parar aqui? Nem pensar. Depois de tudo isto, surgiu a ideia de fazer um triatlo nas condições mais difíceis do mundo. Portanto, seriam os IronMan Xtreme. Qual a diferença? Desta vez quase 4 quilómetros a nadar em águas com temperaturas a rondar os 10graus (ou menos), 180 quilómetros a pedalar, sempre a subir, e depois uma maratona, 42quilómetros em condições de montanha, com frio e gelo. Tudo seguido, tudo sem parar. No limite os atletas podem demorar até 17horas para completar a prova. Em todo o mundo, apenas 19 pessoas concluíram estas provas, Nuno foi uma delas:  Norseman (Noruega), Swissman (Suiça) e Celtman (Escócia) a ultima já em 2017. Fazendo as contas, em 4 anos, o Nuno participou em 46 provas, entre Maratonas, Meias-maratonas, Triatlo, IronMan, Trails, Corridas.

 


IronMan Lanzarote

Sim, é viciado na corrida “claro que é um vício que começou por ser uma catarse, mas que hoje é um
vício. Se não corro, sinto falta. E, sendo um vício, é um vício controlado, ou seja, não quero que o
desporto que faço hoje signifique mais do que o meu bem-estar”, assume. Os amigos revelam no livro que “há atletas que fazem uma maratona em 3h30 e depois querem fazem a maratona em 3h25 e depois em 3h25 e assim sucessivamente. Ser cada vez mais rápidos. O Nuno não. O Nuno não quer fazer o mesmo caminho duas vezes. Não lhe interessa o tempo. Ele fez uma maratona e está feita. Agora ele quer fazer uma ultramaratona”. Por isso é que agora o objectivo se chama Maratona das Areias, 250 quilómetros no deserto do Sahara, o percurso muda todos os anos e é composto por 6 estágios em 7 dias. Coisa pouca.

E pronto. É esta a história do Nuno. Ficamos por aqui, certo? Errado.

Soube deste livro através de um convite da Carla Rocha para o lançamento. Assim que li a sinopse achei a história fantástica e pedi para falar com os dois. O Nuno e a Carla foram convidados do Diário da Manhã e, depois, acabámos por combinar um almoço. Foi tudo um bocado tipo blind date. Tal como a Carla, que não conhecia o Nuno, também achei que ía encontrar um ‘maluquinho das corridas’, com calção de lycra, que se inscreve em todas as provas e sabe todos os nomes de suplementos proteicos na ponta da língua. Errado. Profundamente errado. Durante esse almoço, o Nuno repetiu com alguma insistência a frase “não escolhes o que sentes, mas podes escolher o que fazes com isso”. Percebi que esse era um dos seus pontos cardeais, aquelas máximas de vida que se tem mas que também se escolhem ter. Na verdade, quem nunca lidou com a perda? Com o vazio? Com o chão a fugir debaixo dos pés? E depois… qual a solução? Seguir, não é? O que se faz com isso é que muda tudo. A vida ensinou-o a pensar assim. O Nuno começou a correr depois da morte do pai. Na altura não percebeu mas isso veio a salvá-lo, funcionava como uma catarse. “Começas a corrida de uma maneira e acabas de outra”, diz, e essa reinvenção é uma adição. É um vicio, porque faz sentir bem, porque a pessoa não quer parar, só quer mais, novas experiências, novas sensações. Foi esse desejo que o levou às provas mais duras do mundo.


IronMan Frankfurt

Naquela mesa de restaurante percebi que o Nuno era um inconformado (o livro só li depois, logo no dia seguinte, confesso): nas provas de atletismo, de triatlo… e nos negócios… “depois de um MBA no Dubai vim para Portugal com uma vontade imensa de abrir um negócio. Com os amigos, optámos por um negócio de cerveja artesanal. No início era complicado, a distribuição era feita em pequena escala, depois alargámos os objetivos e começou a correr melhor mas a verdade é que o negócio precisava de tempo e nenhum de nós iria deixar os seus empregos para se dedicar exclusivamente aquilo”. Mas a marca existe, a vontade está lá e quando for possível… vai (re) surgir o homem de negócios. Não tenho dúvida que vai acontecer.

Enquanto escrevia esta história perguntei ao Nuno se gostava de Jorge Palma porque me pareceu que sim. Acertei. ‘A gente vai continuar’ diz várias coisas que parecem a vida do Nuno: enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar. Neste caso, enquanto houver pessoas para ajudar, o Nuno vai continuar. Porque este livro é para ajudar a Casa das Cores, os meninos que quando nascem, às vezes, já têm uma ‘prova definida’, um caminho traçado, um destino escolhido e, normalmente, é mau. Mas também… enquanto houver vida e provas e superações… o Nuno lá estará.

Esta história é do Nuno mas foi contada pela Carla Rocha, de forma excepcional. A Carla odeia desporto… ou odiava… já não sei bem. E já tinha escrito uma outra biografia mas… este foi um desafio tão grande que deu por ela “a correr à volta de casa, até ao meu limite, para depois parar e escrever e descrever o que estava a sentir”. Porque ‘tocar os extremos’ cada um saberá o que é: 200metros, 3 quilómetros, 10, 20, 250. Ou, às vezes, nada disto: uma prova de superação é levantar da cadeira, atravessar a estrada, ou apenas andar.

Acredito muito que apenas nós podemos salvar a nossa vida mas há pessoas que podem acrescentar coisas boas à nossa existência. O Nuno é, seguramente, uma delas. A Carla escreveu que é fácil gostar-se do Nuno, que ele é entusiasta, meigo, inconformado. Podia descrever-vos todas as qualidades  numeradas pelos amigos no livro mas não faz sentido. Digo-vos apenas que, no lugar do Nuno, outra pessoa teria avançado para este livro há 2 anos, logo quando surgiu a proposta. Ele não, quis apresentar uma história estruturada, com sentido, com lógica ou seja, quis acabar todas as provas a que se propunha para que a história fosse completa, exemplar.

 

No prefácio da obra, o Professor Gentil Martins recupera o que o padre Henry Didon, católico, afirmou
pela, primeira vez em 1881 «Citius, Altius, Fortius» (o mais rápido, o mais alto e o mais forte) e lembra que ‘ o mais importante não é ganhar mas dar sempre o seu melhor em todas as situações que a vida proporciona’(…) o propagar estes princípios é contribuir para uma sociedade mais valente, mais
forte, mais recta, mais generosa e mais solidária’.

Para terminar, deixo-vos com aquele que é, talvez, o maior ensinamento do Nuno: Se passarmos algo negativo na vida e não aprendermos nada com isso… aconteceu porquê? Vale a pena pensar nisto.


O livro ‘Tocando os Extremos’ estará nas livrarias no próximo mês de fevereiro. As vendas revertem
na totalidade para a Casa das Cores.

Galeria

2017… Em fotos.

Começámos o ano a estrear casa nova, o novo estúdio da TVI. Foi em Fevereiro.

O ano em que ser feliz… Deixou de ser opcional e passou para o topo das prioridades. Ericeira, Março.

O lançamento do livro da minha querida amiga Margarida Vieitez. Março.

O ano dos 33… Inesquecível. Março.

O Diário da Manhã foi líder durante 4 meses. Obrigada! Abril.

A turma fabulosa de doutoramento. A tese pode não valer de nada porque eles valem tudo. Primeiro ano completo. Maio.

O meu trabalho faz-me voar. Porto Santo, Junho.

Paz. Férias, Agosto.

Embaixadora Semana Europeia do Desporto. Que orgulho!!! Setembro.

Renovar de alma. Barcelona, Outubro.

Sevilha, Outubro.

Este blog… Sem palavras. Outubro

O Centro Sagrada Família que conheci este ano. Novembro.

A equipa fabulosa que faz todos os dias o Diário da Manhã.

FELIZ 2017, sem dúvida que foi.

 

 

 

 

 

 

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2017… em palavras.

No momento que escrevo este post estou no cabeleireiro. Sitio mais inusitado para escrever, não é? Devia era estar a ler revistas com sugestões de vestidos para o fim de ano…
Dou por mim a pensar que talvez o cabeleireiro tenha sido das minhas acções mais constantes de 2017, assim como o ginásio. Não posso, não devo, nem quero fugir.
Mas…. Quem não gosta de quebrar a regra e escapar a um dever?

2017 foi ano de retomar esta capacidade de cumprir e quebrar, sem culpa. Metade do ano foi a fazer trabalhos de doutoramento. Incluindo aquele que tens 2 meses para fazer e a 2 semanas de entregar… É preciso começar do 0 porque está tudo fora do sítio. Trabalhos, aulas, conferências… Não há como escapar. A verdade é que metade do meu ano foi passado com olhos na política, na geoestratégia, na economia (que passei a adorar), na governance. Tão rica, tão feliz, tão mais adulta que me tornei com este conhecimento que adquiri. Se foi fácil? Prefiro dizer que valeu muiiiiito a pena. E valeu. Faria tudo outra vez. Mas agora… O caminho é outro.

2017 fez de mim uma pessoa ainda mais focada. Aprendi a dizer não. Voltei a conseguir perceber o que não quero e isso… É meio caminho andado para a resolução e revalidação pessoais. Durante uns 2/3 anos houve um hiato de alegria na minha vida. Acontece, às vezes acontece. Vamos ao fundo para depois apreciar melhor a subida. Deixamos de ver o sol para poder apreciar as estrelas. Hoje sei que foi isso mesmo: eu tinha as prioridades trocadas e não percebia. Só pela subida, pela conquista, que infindável capacidade de sorrir que readquiri… Valeu tudo. Voltei ao sorriso sem culpa, ao viver sem medo, ao coração aberto, à ajuda ao próximo, voltei a ter os meus amigos e a ter tempo com eles. Mas percebi também que se não conseguir fazer alguma coisa… Está tudo bem. O mundo não acaba, a vida não castiga… É só isso. Dou sempre o meu melhor, sempre. É isso é que conta.

Aprendi a ter expectativas -4. A não me desiludir com aquilo ou aquelas pessoas que afinal não são vitais para a minha existência. Aprendi a seleccionar. A filtrar más energias, toxicidade, show off, para bem da minha saúde. E posso dizer-vos… É maravilhoso.

Passei mais tempo com quem amo. Disse muito mais vezes ‘gosto de ti’ e recebi de volta. Cimentei amizades, renovei laços e votos… E tornei-me leve.

Reforcei a ideia que os estranhos são amigos que não conheço. Ganhei 10 pessoas maravilhosas na minha turma de doutoramento que vão ficar para toda a vida. Conheci convidados maravilhosos, histórias de vida apaixonantes, exemplos desconcertantes de quem tinha tudo para desistir e está ali, firme para o que vier mais.

Lancei um blog, este blog, que tanto me orgulha e me dá vontade para continuar.

Mas 2017 também me levou uma pessoa que amo. E nunca vou deixar de amar. Um pessoa que me ensinou o sentido da família, que me ensinou a amar mesmo quando não é tudo perfeito. A falta é brutal, mesmo à distância… a falta é brutal. O amor pode ter várias formas. A distância física é muito pouco quando se ama alguém que foi um exemplo para nós. E que, sabemos, nos amava de volta. Mas não quero ficar na perda… Quero celebrar a sua vida. A imensa gratidão de o ter tido comigo 33 anos, de me ter dado nome, de me ter embalado e baptizado. As lições que deu. O dever que cumpriu. O olhar meigo, a bondade, o discernimento, a inteligência… Sim, era o mais inteligente de todos nós. As salvas no seu funeral que ainda hoje ecoam na minha cabeça lembram-me isto tudo.

Sou uma pessoa com tanta sorte. E sou profundamente grata à vida por esta oportunidade de, dia após dia, ano após ano… Poder começar de novo.
Eu acredito tanto mas tanto que 2018 vai ser FA-BU-LO-SO.
Acreditem também. Juntos somos mais fortes.

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Lights out!

Não deixo de me fascinar com as imagens da NASA… Esta foi registada pelo astronauta Mark Vande Hei, a 250 milhas do planeta terra, a distância a que está na Estação Espacial Internacional.  Confesso que é também das coisas que mais me fascina quando viajo de noite: perceber a organização das cidades, a distância que há entre elas e a energia empenhada nestas regiões, através das luzes, do brilho. Volto a ser criança, colada à janela do avião.

A fotografia mostra a zona de Memphis, New Orleans, Miami, numa perspectiva brutalmente maior. Na Estação Espacial Internacional vivem e trabalham 6 pessoas. Além das tarefas de investigação e laboratório, também registam imagens do planeta e, em alguns casos (muitos, diria eu), acontece esta beleza!

Como sempre… tudo em www.nasa.gov