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10 anos é muito tempo

10 anos é imenso tempo.

 


Lembro este dia como se fosse hoje. E os anteriores e os seguintes. Sem magoa, nem saudosismo. Nada disso. Eu era uma miúda, com 25 anos e três de televisão. Não  sabia nada disto. (Hoje ainda tenho tantas dúvidas…) Apenas recordo como recordo as vezes que ia com os meus pais a Constância e passávamos o Rio Tejo, de barco. A água fresca do Rio ainda me toca nas mãos. Daquele dia lembro a água e sei como me tocou. A única coisa que me faz pensar nisso é saber que quem me escolheu naquele 4 de setembro, continuaria a escolher-me, se fosse hoje. Isso dá muita paz, tranquilidade e significa muito. A confiança é a base das relações humanas. Quem trabalha em televisão conhece o desgaste que o meio provoca. A corrosão é mais rápida. A base é tudo.

10 anos depois (menos uns pozinhos), quis o destino Que estivesse ali, no mesmo lugar.
O que tenho a dizer? Gosto do destino. Acredito que está traçado. Se é para chegar, chegamos. Com gratidão e foco no futuro. O caminho é em frente.

Sobre os 10 anos… caramba. Tenho de aproveitar mais a vida. Isto passa realmente muito rápido.

Mais do que devia.

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OMG

Impensável.

Inacreditável.

Sufocante.

Negligente.

Esta fotografia foi tirada a 11 de Agosto e já revelava muitos focos de incêndio na Amazónia, o ‘pulmão do mundo’. Dois dias depois, o cenário era ainda mais assustador. As imagens são da Nasa.

A Amazónia está a arder há 20 dias. Até ao início desta semana foram registados mais de 74 mil focos de incêndio. Repito: 74 mil focos de incêndio.

O Presidente do Brasil não faz nada. Só deixa queimar. Há um novo responsável por tudo o que vamos sofrer em breve, em termos ambientais. O Mundo tornou-se um lugar muito estranho, liderado por pessoas perigosas. Mas… pode ser de mim.

Assustador.

Criminoso.

Complacente.

Indiferente.

Apático.

Frio.

Impossível.

 

 

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As pessoas.

Sexta feira, aquela tarde em que estamos a fazer o que não deu nos últimos dias e não queremos que passe para o fim de semana.

Lavandaria, supermercado. Entretanto sapateiro:

– Quando é?

– 3 Euros.

– Só tenho uma nota de 5 euros.

– Por favor, vá ali trocar que não tenho moedas.

Chego à loja da frente:

– Não posso trocar essa nota. Só tenho cinco moedas e se lha trocar, fico sem nada para mim.

– Muito obrigada (nem reagi).

 

Na papelaria:

– Boa tarde, pode trocar esta nota?

– Ah, desculpe, já estava aqui e passei uma pessoa e passei à sua frente… pronto… não me dá muito jeito trocar mas como estava já aqui… tudo bem.

– Obrigada (nem reagi, parte 2).

 

Na fila do supermercado:

– Pode passar à frente que eu tenho muitas coisas e isto vai demorar. E o senhor a seguir também pode.

– Muito obrigada (ponho cinco ou seis coisas que tinha, na passadeira e espero).

– Quer saco, amor? (pergunta a empregada)

– Não preciso amor, mas obrigada! (Não resisti e respondi, desta vez não deu!)

– Olá. Está bom, desde manhã? (pergunta ao cliente seguinte)

– Manhã? Não era eu, não estive cá hoje. (responde o senhor)

– Não esteve hoje, esteve ontem. Não me estrague o discurso.

Paguei e saí. Tive de sorrir. As pessoas são maravilhosas. Algumas.

Bom fim de semana.

 

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“Vou casar!”

Eu vi o ‘estado civil’ alterado no Facebook para ‘noivo’ mas achei que era marketing- ele é tão bom nestas acções e análises que não dei muita validade. Só quando meteu conversa comigo, de manhã, percebi que a coisa era séria.

Ele: – Bom dia!!

Eu: Bom dia!! Noivo?!

Ele: Sim.

Eu: Hein?! A sério?!

Ele: Sim, a sério.

Eu: Vamos ter festa? Mesmo? Nem posso crer!

Ele: Vamos ter isso tudo.

Eu: Xinapa… não estava preparada para isto.

Ele: Mais logo já te ligo.

Eu: Só quero que estejas feliz.

Ele: Estou!

(Esta foi a conversa possível às 8h da manhã, num dos intervalos do programa. Mais tarde, falámos, finalmente.)

Ele: Então, não me estavas a ver a casar, não era?

Eu: Eh pah… confesso que não era bem o que te imaginava fazer. Não sei, acho que nunca pensei muito nisso… Se calhar é isso, nunca pensei muito no assunto.

(Lá conversámos as coisas todas que ficam entre nós, lamento, mas haverá sempre segredos. Até que… )

Ele: Pronto, decidimos e vamos mesmo fazer isto. Estamos muito felizes.

Eu: Estou muito feliz por vocês. Mesmo.

Ele: Obrigada, meu amor. E achamos que vais ser uma excelente madrinha de casamento.

(Eu gelei. Estava na cozinha a preparar chá e parou tudo naquele instante. Acho que levitei e voltei ao chão e as lágrimas começaram, instantaneamente, a cair.)

Eu: Estás a falar a sério?!

Ele: Claro que estou. Não faz qualquer outro sentido. Tu e o H., os meus padrinhos. Há ligações que não se separaram. Aceitas?

Eu: (Continuava a chorar) Claro que aceito. Fico muito feliz por vocês e ainda mais por te acompanhar desta forma.

Fizemos umas piadas e partilhámos votos e desligámos. Eu continuei a chorar, óbvimente, até por que a madrinha tem de ir treinando.  Ele que diz que eu sou muito suportável, que me trata por meu amor, que todos os anos me pergunta ‘quanto queres para vir trabalhar comigo?’, que já viajou comigo até ao Papa, que já me defendeu, que aceita conselhos meus, que partilha comigo a password da Netflix, que me confidencia negócios que ainda não aconteceram e que me inclui nos seus projectos, que me conta de reuniões ultra secretas, que já concorreu comigo a bolsas de investigação, a projectos de televisão, que já me enviou perguntas durante entrevistas, que descasca maçãs, que apanha tomate chérie e dá para eu provar no topo de uma ilha, que faz caminhadas e sobe ao farol, anda de barco e faz filmes de mim a morrer de enjoo… Sim, um dos meus melhores amigos vai casar. E não posso estar mais contente, mais emocionada, mais… tudo.

O amor é bom mas os amigos são a melhor coisa do mundo. Somos 3, nós 3. Todos diferentes mas formamos um casulo onde só entra quem nós queremos. O amor é para ser vivido. O nosso também. Só assim é que vale a pena.

Ainda não estou mim.

 

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O caminho.

Aqui, por cima das nuvens, aqui onde poucos alcançam, está sol.
O sol teima em não me largar. Desde o início desta viagem. Como se se quisesse impor. Como se me quisesse lembrar que estava ali. Como que a dizer que, afinal, mesmo quando tudo está nublado, tremendamente escuro, com ‘cara de chuva’, ‘cara feia’ ou outra cara qualquer, ele está aqui.

O caminho. A verdade. A vida.

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#BEACTIVE (Cont.)

Somos a favor de uma vida saudável, potenciamos isso em nós. Mas, em toda a Europa, mais de metade da população nunca praticou qualquer actividade desportiva. São dados preocupantes do Eurobarómetro (2018) que nos fazem perceber que é urgente, muito urgente, mudar comportamentos. Afinal, são as pessoas da faixa etária dos 40-65 anos que vão ser as mais activas nos próximos 10-15 anos e precisam estar bem de saúde para que todas as suas pretenções sejam conseguidas e para que todos tenhamos mais capacidade de agir enquanto União e povo unido.

Na Comissão Europeia assumimos esse compromisso que, de resto, já temos há vários anos. O Programa #BEACTIVE tem 5 anos mas há muito, muito por fazer. Se todos fizerem a sua parte é absolutamente mais fácil. Tenho uma honra imensa de poder estar associada a esta iniciativa de carácter social.É a iniciativas como esta que estarei ligada sempre, por que é nestes momentos que o nosso contributo faz todo o sentido! Muito grata!

 

 

A comunicação é fundamental nesta iniciativa. Por isso, estivemos em directo no Twitter da Comissão Europeia para alertar para as boas práticas desportivas. Coisas simples tão simples que potenciam a nossa mobilidade como sair uma estação de metro mais cedo e fazer o restante caminho a pé, utilizar uma bola de pilates em vez da cadeira tradicional, no local de trabalho ou em casa (eu já não abdico desta opção e as minhas costas agradecem!) ou aproveitar o sol do fim do dia e sair para uma caminhada. Às vezes precisamos daquelas poucas coisas do supermercado, não é? Pode comprar na mercearia perto de casa? Óptimo, pare o carro e vá a pé. Vai ver que vale a pena!

 

 

Depois foi tempo de nos reunirmos, embaixadores e responsáveis dos vários países, para perceber o que juntos podemos fazer para incentivar à melhoria da qualidade de vida dos cidadãos europeus.