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As pessoas.

Sexta feira, aquela tarde em que estamos a fazer o que não deu nos últimos dias e não queremos que passe para o fim de semana.

Lavandaria, supermercado. Entretanto sapateiro:

– Quando é?

– 3 Euros.

– Só tenho uma nota de 5 euros.

– Por favor, vá ali trocar que não tenho moedas.

Chego à loja da frente:

– Não posso trocar essa nota. Só tenho cinco moedas e se lha trocar, fico sem nada para mim.

– Muito obrigada (nem reagi).

 

Na papelaria:

– Boa tarde, pode trocar esta nota?

– Ah, desculpe, já estava aqui e passei uma pessoa e passei à sua frente… pronto… não me dá muito jeito trocar mas como estava já aqui… tudo bem.

– Obrigada (nem reagi, parte 2).

 

Na fila do supermercado:

– Pode passar à frente que eu tenho muitas coisas e isto vai demorar. E o senhor a seguir também pode.

– Muito obrigada (ponho cinco ou seis coisas que tinha, na passadeira e espero).

– Quer saco, amor? (pergunta a empregada)

– Não preciso amor, mas obrigada! (Não resisti e respondi, desta vez não deu!)

– Olá. Está bom, desde manhã? (pergunta ao cliente seguinte)

– Manhã? Não era eu, não estive cá hoje. (responde o senhor)

– Não esteve hoje, esteve ontem. Não me estrague o discurso.

Paguei e saí. Tive de sorrir. As pessoas são maravilhosas. Algumas.

Bom fim de semana.

 

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“Vou casar!”

Eu vi o ‘estado civil’ alterado no Facebook para ‘noivo’ mas achei que era marketing- ele é tão bom nestas acções e análises que não dei muita validade. Só quando meteu conversa comigo, de manhã, percebi que a coisa era séria.

Ele: – Bom dia!!

Eu: Bom dia!! Noivo?!

Ele: Sim.

Eu: Hein?! A sério?!

Ele: Sim, a sério.

Eu: Vamos ter festa? Mesmo? Nem posso crer!

Ele: Vamos ter isso tudo.

Eu: Xinapa… não estava preparada para isto.

Ele: Mais logo já te ligo.

Eu: Só quero que estejas feliz.

Ele: Estou!

(Esta foi a conversa possível às 8h da manhã, num dos intervalos do programa. Mais tarde, falámos, finalmente.)

Ele: Então, não me estavas a ver a casar, não era?

Eu: Eh pah… confesso que não era bem o que te imaginava fazer. Não sei, acho que nunca pensei muito nisso… Se calhar é isso, nunca pensei muito no assunto.

(Lá conversámos as coisas todas que ficam entre nós, lamento, mas haverá sempre segredos. Até que… )

Ele: Pronto, decidimos e vamos mesmo fazer isto. Estamos muito felizes.

Eu: Estou muito feliz por vocês. Mesmo.

Ele: Obrigada, meu amor. E achamos que vais ser uma excelente madrinha de casamento.

(Eu gelei. Estava na cozinha a preparar chá e parou tudo naquele instante. Acho que levitei e voltei ao chão e as lágrimas começaram, instantaneamente, a cair.)

Eu: Estás a falar a sério?!

Ele: Claro que estou. Não faz qualquer outro sentido. Tu e o H., os meus padrinhos. Há ligações que não se separaram. Aceitas?

Eu: (Continuava a chorar) Claro que aceito. Fico muito feliz por vocês e ainda mais por te acompanhar desta forma.

Fizemos umas piadas e partilhámos votos e desligámos. Eu continuei a chorar, óbvimente, até por que a madrinha tem de ir treinando.  Ele que diz que eu sou muito suportável, que me trata por meu amor, que todos os anos me pergunta ‘quanto queres para vir trabalhar comigo?’, que já viajou comigo até ao Papa, que já me defendeu, que aceita conselhos meus, que partilha comigo a password da Netflix, que me confidencia negócios que ainda não aconteceram e que me inclui nos seus projectos, que me conta de reuniões ultra secretas, que já concorreu comigo a bolsas de investigação, a projectos de televisão, que já me enviou perguntas durante entrevistas, que descasca maçãs, que apanha tomate chérie e dá para eu provar no topo de uma ilha, que faz caminhadas e sobe ao farol, anda de barco e faz filmes de mim a morrer de enjoo… Sim, um dos meus melhores amigos vai casar. E não posso estar mais contente, mais emocionada, mais… tudo.

O amor é bom mas os amigos são a melhor coisa do mundo. Somos 3, nós 3. Todos diferentes mas formamos um casulo onde só entra quem nós queremos. O amor é para ser vivido. O nosso também. Só assim é que vale a pena.

Ainda não estou mim.

 

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A minha praia

 

Como é linda a minha praia. 9 Quilómetros da mais fina areia. Daquela que se cola na pele só de andar ou quando o vento mais forte a levanta.

Na minha praia há espaço. Ninguém se atropela, ninguém se incomoda, ninguém se preocupa muito se ao lado está uma pessoa mais ou menos fit, mais ou menos famosa. Aqui, as pessoas só querem aproveitar o sol, a companhia, o tempo. Do que não temos sempre, do que não nos permitem ter sempre, do que não conseguimos ter sempre.

Na minha praia há paz. Daquela que já não se compra e, às vezes, pouco se pratica. Daquela que precisamos fugir para encontrar, voar para encontrar. Às vezes só percebemos que há pessoas quando o riso das crianças interrompe o silêncio da sesta ou quando o vento traz o cheiro do protector solar. E sorrimos.

Na minha praia há abraços, risos e respirações profundas, de amigos que se encontram, que se amam e sabem que, no matter what, vamos estar sempre ali. Vamos ter sempre aquela praia. E que ali… está sempre tudo bem. Foi ela quem nos juntou.

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#BEACTIVE (Cont.)

Somos a favor de uma vida saudável, potenciamos isso em nós. Mas, em toda a Europa, mais de metade da população nunca praticou qualquer actividade desportiva. São dados preocupantes do Eurobarómetro (2018) que nos fazem perceber que é urgente, muito urgente, mudar comportamentos. Afinal, são as pessoas da faixa etária dos 40-65 anos que vão ser as mais activas nos próximos 10-15 anos e precisam estar bem de saúde para que todas as suas pretenções sejam conseguidas e para que todos tenhamos mais capacidade de agir enquanto União e povo unido.

Na Comissão Europeia assumimos esse compromisso que, de resto, já temos há vários anos. O Programa #BEACTIVE tem 5 anos mas há muito, muito por fazer. Se todos fizerem a sua parte é absolutamente mais fácil. Tenho uma honra imensa de poder estar associada a esta iniciativa de carácter social.É a iniciativas como esta que estarei ligada sempre, por que é nestes momentos que o nosso contributo faz todo o sentido! Muito grata!

 

 

A comunicação é fundamental nesta iniciativa. Por isso, estivemos em directo no Twitter da Comissão Europeia para alertar para as boas práticas desportivas. Coisas simples tão simples que potenciam a nossa mobilidade como sair uma estação de metro mais cedo e fazer o restante caminho a pé, utilizar uma bola de pilates em vez da cadeira tradicional, no local de trabalho ou em casa (eu já não abdico desta opção e as minhas costas agradecem!) ou aproveitar o sol do fim do dia e sair para uma caminhada. Às vezes precisamos daquelas poucas coisas do supermercado, não é? Pode comprar na mercearia perto de casa? Óptimo, pare o carro e vá a pé. Vai ver que vale a pena!

 

 

Depois foi tempo de nos reunirmos, embaixadores e responsáveis dos vários países, para perceber o que juntos podemos fazer para incentivar à melhoria da qualidade de vida dos cidadãos europeus.

 

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Parte 1.

Sabiam que 5 milhões e 300 mil portugueses utilizam as redes sociais? É mais de metade da população. Os dados não são meus, são da Markest, de Outubro de 2018. Muito recentes, portanto. Destes, mais de metade (60%) admite que também vê televisão no smartphone ou outros dispositivos móveis. São dados que têm especial importância para áreas da sociedade que lidam com a atenção e a confiança das pessoas, como é o caso da política. No entanto, os partidos não estão absolutamente conscientes desta realidade: o partido com mais seguidores é o PAN: Pessoas, Animais e Natureza com 157 mil likes no Facebook e 17,4 mil seguidores no Instagram.  É um número, ainda assim, residual para a quantidade de utilizadores. Há todo um mundo para explorar e, mais ainda, angariar. Falta, principalmente, estratégia.

É sobre este tema a minha tese de doutoramento. Ontem tive a imensa honra de apresentar metade do estudo na Assembleia da República. Sim, esta metade já valia por um todo por que o volume de matéria é muuuuito grande. Mas não chega. Quero ir mais além. Não chega. Ontem, foram 6 meses de trabalho esmiuçados em 15 minutos. É sempre assim, a regra é esta. Estou muito contente mas não totalmente satisfeita: É preciso continuar a trabalhar.

Tive o enorme privilégio de estar acompanhada por João Carlos Correia, da Universidade da Beira Interior, Filipe Resende, da Universidade Católica Portuguesa e fomos moderados por Felisbela Lopes, da Universidade do Minho, que, finalmente, conheci pessoalmente.

Antes de mim, também o João Reis, doutorado em Engenharia de Sistemas, e meu colega, falou de Inteligência Artificial na política. As fotografias são da nossa maravilhosa orientadora e amiga Paula do Espírito Santo que estava mais contente que nós. Temos todos imensa sorte.