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2018 termina em …5!

É a última contagem que se dá em televisão, os 5 segundos. A partir daí é prestar muita atenção por que qualquer coisa pode acontecer.

Assim são, também, os últimos dias do ano e fazemos a contagem decrescente. Parece que nada pode acontecer mas a verdade é que ainda faltam 5 dias; acontece o mesmo com os prolongamentos nos jogos de futebol… e por aí fora.

Dalai Lama encoraja-nos a, uma vez por ano, visitar um lugar novo, onde nunca tenhamos estado. 2018 deu-me muito disso: sítios novos, experiências fabulosas, pessoas que ficam para sempre na minha vida. Guimarães, Braga, Beirã, Marrocos.

Mas voltei a outros sítios tão queridos para mim: o Porto, Gaia (como não, Gaia…?), Marvão, Portalegre, Évora.

De todas, escolho esta fotografia, na cidade imperial de Fez, uma experiência sem igual e que toda a gente devia ter uma vez na vida. Uma selfie tão básica, tão sem graça mas tão oportuna, ao ponto de captar entusiasmo, serenidade, alegria, paz, gratidão.

Os nossos olhos são mensageiros fabulosos.

 

“Quem entra em Fez sozinho é um homem morto mas quem consegue sair pode considerar-se renascido”.

Nada mais certo. Renasci ali, também.

 

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Rebenta a bolha!

Desculpem mas… permitam-me: está tudo louco?

De vez em quando os meus olhos param em alguns anúncios de imobiliário ou recebo alguma newsletter e nem quero acreditar.

Eu até sou capaz de perceber o preço de algumas casas, para arrendar e comprar: o objectivo é selecionar inquilinos e compradores, distinguir pessoas e lugares. Não me choca, na verdade, sempre foi assim. Mas… em alguns lugares, não todos os lugares. Caríssimos, não esperem que alguém nas Olaias queira pagar um T1 por 900 euros. Ou possa dar 1 700 euros por um T2.

Os novos modelos de negócio (Air BnB) fizeram disparar os valores de forma assustadora por que um senhorio prefere ter a casa alugada a turistas que até podem partir tudo mas em 2 ou 3 dias pagam o valor de um mês. Depois? Partiram mas há dinheiro para arranjar. Venha de lá mais um grupo. Nada contra, atenção, mas estes preços não podem servir para definir rendas mensais que as pessoas simplesmente não podem pagar! De que vive uma família que recebe o salário mínimo (cada vez mais comum) e que tem filhos para alimentar? Nem todos os locais servem para este arrendamento de curta duração, apenas os que são servidos de boas redes de transportes e comunicações, aqueles que são mais centrais que outros.

Por outro lado… o problema é que há sempre alguém que paga, há sempre alguém que reclama mas que oferece mais. Até pode achar que o investimento não é vantajoso mas, vamos lá saber porquê, paga. E paga bem.

Acho que está na hora de parar e pensar. Não espero que o faça quem aluga. Mas quem legisla já devia ter percebido que é preciso fazer alguma coisa. Depressa. Ou ainda acabamos todos a dormir na rua.

E não, não vale a pena dizer ‘É a economia, estúpida!”. É muito, muito para além disso.

Entretanto, encontrei estes dois anúncios. Tão parecidos, tão ridículos. De um requinte… Uma sorte, só vos digo. Uma sorte para quem quiser dar mais de 200 mil euros por 40 metros quadrados no centro histórico de Lisboa. Sim e há quem esteja disposto a fazer o mesmo, para acordar com o mar. Bolas, por este valor até caipirinhas devia ter, uma pulseira dourada e um empregado a fazer massagens, a todas as horas.

Ahhhh. Portugal no seu melhor.

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Mexa-se, pela sua saúde! #6

E que tal fechar a semana com uma mulher maravilhosa, e outra força da natureza? Eu sou um sortuda por que me cruzo com histórias incríveis! Eis a Cristina Azevedo, gestora de negócios numa das maiores seguradoras do Mundo e campeã em contra-relógio! Ah, e também é uma das pessoas com mais seguidores no LinkdIn. Que mistura improvável, hein?! Começou tarde, ganhou e… voltou, 14 anos depois. Habituei-me a ver a bicicleta na casa dela, a ouvir as histórias das corridas e o brilho nos olhos a cada desafio para correr, pedalar ou caminhar, apenas. Sim, o contra-relógio foi feito para pessoas como a Cristina, focadas, ponderadas e que sabem muito bem onde podemos aplicar o melhor de nós. 

Destaco o profundo exemplo que dá a todos: a entrega, o empenho, a dedicação, a alegria, o positivismo. Meus amigos… A Cristina tem pernas para tudo e prova que vamos sempre a tempo! Deixem passar esta minha amiga cheia de luz!

O Regresso

Sou Cristina Azevedo e tenho 44 anos .
Sou Mãe, tenho uma Família de 4 irmãos, órfã de Pai e tenho a Mãe confidente.
Os Amigos e os Muito Amigos, tenho-os no coração e também espalhadas pelo Mundo
Durante 3 Anos, já veterana e aos 30 anos, fui federada e conquistei 6 medalhas em Campeonatos Nacionais de Ciclismo na categoria de elite. Não porque não aceitasse a idade mas porque é na classe elite que está o prestígio da competição nesta modalidade.
Ser Campeã Nacional de Contra Relógio era uma ambição ! Foi sem dúvida a camisola que mais me deu prazer vestir e a medalha mais acarinhada. (CN – CRI ou Time Trail 2006)
No meu entender é no Contra relógio que o atleta está só e só depende dele e das indicações do carro que o acompanha (onde segue o director desportivo).
Nesse dia tudo correu bem e lá fui eu… Feliz e Contente pelo sonho alcançado.
12 Anos depois e já no decorrer de 2018 houve alguém que me desafiou a pegar na bicicleta e ir de Lisboa a Cascais… Fui com interrupções mecânicas e regressei com falhas físicas… Duríssimo para quem não andava há mais de 12 anos.

Em menos de 6 meses fui fazer três mediofondos, Gerês, Marvão e Monção sendo estas etapas de 100 quilómetros, aproximadamente, com algum acumulado de subida e como gosto mesmo é de ir ao pódio… lá fui eu na conquista de mais três pódios!

Tudo isto tem “um” segredo ! Tu e todos nós sabemos que o trabalho, a dedicação e a paixão leva-nos a subir as montanhas mais elevadas do mundo.
Mesmo sem tempo, mesmo sem vontade e mesmo motivo para ir treinar, pega no teu equipamento… e vai!


Não esperes por mim, não esperes pela vontade que pode não chegar e não esperes por um dia melhor …
Eu sou daquelas que dizia eu “nunca regresso” nem olho para trás …
Afinal, Regresso sim, a tudo o que me faça feliz, a todos os que me completam e ao que acresça em muito a minha felicidade !

Podemos viver muito felizes ! Basta acreditar, Confiar e deixar fluir.
Todos os dias temos que dar o passo na direcção que queremos alcançar e as medalhas são apenas a recompensa do esforço e o reconhecimento do teu mérito.
Se treinas porque sim e não queres competir estás no caminho e na direcção que um dia eu quero chegar!

Grata pela sorte de poder escrever um texto com uma história feliz e cheia vontade de vencer.

Como eu digo aos meus Amigos
Um beijinho enorme e até já!

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Supervisionar

Nos últimos tempos, antes da HP voltar a atacar, assumi uma tarefa nova: a de revisora de artigos científicos.

Um trabalho muito interessante, especialmente por não ser na minha área de conhecimento, a ciência política. Que bom que é sair da zona de conforto e ganhar conhecimento, admito que nunca pensei um dia desempenhar esta tarefa. E também é bom, muito bom, perceber o que se faz de novo, o que se investiga e procura e de que forma é que isso pode alterar o trabalho de cada pessoa, que se dedica a esta vida académica. O balanço é bom, muito positivo mesmo!

Missões como esta (sim, olho para essa tarefa desta forma) são sempre ingratas. O americano Seth Godin lembra e muito bem que “Nós não somos o nosso currículum, nós somos o nosso trabalho“. E é essa ideia que tento honrar todos os dias.

 

Esta tarefa fez-me lembrar também que é melhor focar-me na minha tese e, depois, na conferência em que irei participar, em Julho, em Lisboa, na Academia Militar, a IJCIEOM- International Joint Conference on Industrial Engineering and Operations Managment. Quem quiser inscrever-se ainda tem até dia 15 da Maio para o fazer, o prazo para submeter artigos é 5 dias antes, dia 10 de Maio.

 

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A transformação digital

A transformação digital tem recebido a melhor (e maior) das minhas atenções no último ano, ao ponto de a colocar no centro do meu projecto de doutoramento (mas isso é uma conversa para depois, beeem depois).

Em Outubro tive o imenso orgulho de moderar um debate da Quidgest, a propósito do Q-day, sob o tema “O ano da Transformação Digital“. No painel  “O elemento humano e a educação na Transformação Digital” participaram Miguel Carvalho e Melo, vice-presidente da Associação Portuguesa de Gestão de Projectos (Apogep); Jorge Carvalho, docente do Instituto de Educação Técnica (Inete); Octávio Oliveira, diretor-geral do Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica, Energia, Telecomunicações e Tecnologias da Informação (Cinel), e ex-secretário de Estado do Emprego; Hugo Lourenço, diretor-geral da Agile 21; e Hugo Miguel Ribeiro, coordenador da área de recursos humanos da Quidgest.

Um momento de reflexão muito interessante sobre o futuro e do que já está a acontecer. Depois surgiu oportunidade de falar sobre isso para a revista Quidnews e aqui está o resultado. Acredito profundamente que as pessoas estão no centro de todos os processos e no futuro isso não será uma excepção.

Para ler melhor e toda a publicação passem por aqui https://www.quidgest.pt/q_QuidNews.asp?LT=PTG.

Vale muito a pena.

 

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Juntos somos mais fortes? Yes, we are!

Sou pró-Europa. Acredito muito num modelo de União, de concertação de vontades em prol de um objectivo comum. Juntos somos mesmo mais fortes. E não é isso, afinal, a nossa vida? Não pode haver grandes dúvidas. A tarde de domingo foi passada a ouvir quem sabe do assunto: ‘Democracia Europeia: uma ideia cujo tempo chegou?’. Será a democracia que temos suficiente? É preciso fazer mais e melhor? Como? Com que meios?

Ideias partilhadas por um painel de luxo que poucas vezes conseguimos, nós, público, ter tão perto e tão disponível para debater e reflectir. É tão importante ouvir, ouvir, ouvir. Aprender, aprender, aprender.

O Ministro das Finanças de Portugal e Presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, o historiador e fundador do Partido Livre, Rui Tavares, o ex-Presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz e o investigador Jan-Werner Müller.

Há várias notas a retirar desta conferência mas o que ficou mais certo foi a ideia que se resume a uma frase de Rui Tavares, “a Europa é indiscutível mas é preciso discuti-la“. É preciso perceber para onde vamos e queremos ir. O Ministro das Finanças lembrou que 74 % dos europeus suportam o Euro, de acordo com dados do Euro Barómetro do outono. Mas também lembrou que, em termos históricos, ” a Europa nunca consegui criar instrumentos que nos unam em objectivos comuns”. E é isto que falta: união, paixão. Sobre isso falou Martin Schulz, muito prático, muito directo, até ao ponto de fazer ir embora o senhor que estava sentado à minha frente. Parece-me que seria pouco entusiasta desta União Europeia (U.E.) e resolveu sair porque já não aguentava os aplausos rasgados. Schulz disse que “a relação entre eleitos e eleitores é que está a afectar a U.E. porque… não existe, não há como chegar às pessoas desta forma carregada, pouco prática de falar da Europa, de mostrar às pessoas por que vale a pena”. E deu 2 exemplos: o Reino Unido e o Brexit e a Grécia e a sua tentativa de enfrentar os credores. Nas diferentes alturas, Schulz reuniu-se com os dois países e recorda o ponto em comum: a paixão, a profunda convicção de que estavam a fazer o correcto pelo seu país, a frase ouvida foi “amo o meu país mais que o meu marido”. E quando assim é… acontece o que aconteceu. Não tão grave no caso grego mas preocupante em termos de coesão, relativamente ao Reino Unido. E a questão surge: como se muda o coração? Como se faz as pessoas sentirem aquilo que não entendem? “Têm de entender, é isso que precisa mudar, é preciso explicar, comunicar com elas, mostrar o que se faz na Europa”, diz. Centeno vai mais longe e fala de uma concertação “de agendas, com tempos políticos, entenda-se, eleições, em todos os países e acabar com o principal entrave para tomar decisões. É um desafio para o futuro, tornar os bancos mais resistentes e os prazos de financiamento mais alargados”. No fundo, a lembrar que “as instituições são incompletas, logo os resultados também, mas que se atravessa um período muito bom, a Europa é um sistema com saldo próximo do equilíbrio, superavit com milhares de euros de poupança.  Só se consegue com mecanismos de confiança com investimentos dos vários países e Portugal está nesse debate”, revelou.

Depois, falou-se de populismo. Era inevitável. Todos concordaram que a política se alimenta de diferenças. O prof. Jan-Werner Müller fez a plateia descer à realidade: “não podemos fazer nada (em relação ao populismo). É uma evolução. Nigel Farage (Brexit) teve colaboradores, não fez tudo sozinho. Foi à televisão, teve apoios de peso, ninguém ‘o tirou das ruas’, houve apoio”. E, acrescenta, não podemos fazer nada e é preciso perder a ideia de pessoas perigosas, que usam políticas perigosas. Só devemos estar atentos, mesmo com a possibilidade de saída de outros países”.

A comparação entre U.E. e Estados Unidos da América (E.U.A.) surgiu a cada pausa da conversa. “Na Europa a questão dos direitos humanos é fundamental. Aqui, uma das condições básicas para aderir é que um Estado não tenha pena de morte. Mas o Presidente dos E.U.A. não pode decidir se o Texas tem pena de morte, por exemplo”, lembraram. E a verdade é essa, as pessoas não percebem onde vivem, quais os direitos que detêm, quais os seus deveres, também. É preciso que lhes expliquem. Convenhamos, em Portugal, qual a taxa de abstenção das últimas eleições europeias? Foi a maior de sempre, com 66,2 % (dados PORDATA). Assim… não vamos lá.

Rui Tavares pede que a U.E. se comporte como “um clube, que deve eleger na Assembleia da República os dois representantes permanentes de Portugal no Conselho Europeu, para facilitar a negociação dos tratados, racionalizando a sua política”. E termina “nenhuma democracia nacional perde por se virar uma democracia europeia. Ganham todos. O tempo já chegou há muito“.

Está aqui a resposta.