Ligação

Dia da Família

A melhor família é sempre a nossa, certo? Certo!

Famílias perfeitas não há, certo? Certo!

Família é refugio, é porto de abrigo, é segurança, é colo, é força, é pilar, é base… Família é TUDO.

A Dra. Teresa Silva Tavares desafiou-me a escrever sobre a famílias na sociedade actual. Tive de falar da minha, obviamente, mas também de outras que conheço, que admiro, que existem e que amam. Por que o amor é o que importa, sempre.

Passem pelo blog Família com Direitos e aprendam, esclareçam dúvidas e viagens! Uma honra, para mim.

 

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O regresso

Ontem, o regresso, foi para mim o dia 0.

Assim daquelas vezes que não contam, que são quase como um treino… Ontem senti-me um atleta a treinar pela primeira vez. O que, para mim, é muito estranho. Faço o Diário da Manhã há 7 anos, há 5 em exclusividade. Voltar é bom, tão bom quanto voltar à nossa casa, ao nosso espaço, ao sítio onde somos (sempre) felizes. Aqui, neste estúdio, eu sou muito feliz. é onde passo a maior parte do meu dia. São estas paredes que encerram muitos sentimentos, muitos estados de alma, muitas confissões feitas em silêncio, que ninguém sabe, ninguém ouve nem vê. Lá para casa, sempre no melhor. Não é falsidade, é trabalho. É o que deve ser, o que é suposto ser… the show must go on. Sem lamúrias, sem perder tempo. Siga!

Desejava muito voltar. Muito mesmo. Esta segunda paragem foi terrível, confesso. Fisicamente, o abalo foi enorme e, por isso, ontem foi o dia 0. Tão complicado gerir o cansaço que passei parte da tarde a dormir, outra parte com a minha nutricionista, a definir o plano alimentar para os próximos tempos… voltamos à casa de partida.

Sei que os próximos vão ser mais lentos, mais exigentes fisicamente, com mais tempo de descanso e menos correria, menos tarefas das 50 mil de todos os dias. Vai ser o que tiver de ser. Não estou preocupada. Uma segunda provação é o sinal claro que ainda estou a fazer alguma coisa errada. Se aprendi à primeira, mais aprenderei nesta segunda vez. Isso não quer dizer que não haja projectos novos, ideias novas, vontades a fervilhar!!!! UUUUIIII, se há!!! A seu tempo, a seu tempo saberão.

Só vos posso dizer que encontrei uma equipa com uma vontade de regresso semelhante à minha! Sou tão sortuda. Entre vídeos do Luís Neto, ao piano, o nosso responsável pelo audio…

 

… brindes de café, com a editora Catarina Fonseca e o realizador Pedro Fonseca…

… e os bons dias do jornalista Gonçalo Nuno Cabral (pôs no vidro do estúdio mas não consegui apanhar e fotografei na redacção, ele faz isto várias vezes)…

… e até este momento em que o operador de câmara Miguel Sebastiana se preparava para me tirar uma fotografia e o operador de mistura João Semide diz “A indústria farmacêutica vai criar um antibiótico contra a HP com o teu nome”. Esta equipa não dorme!

Percebem por que não me custa trabalhar? É por isto tudo.

Grata, muito grata por estar de volta. 

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Diário da bactéria #6

Espero, sinceramente, que seja das últimas vezes que te dedico um post, HP. Já ninguém te aguenta, nem eu. É tudo tão chatinho que até há quem pense que me tens mantido de baixa médica desde janeiro, achas normal? Garanto-te que não tenho trabalhado num televisão fictícia e nem sou um holograma: aquelas 3h30 são mesmo reais, em directo de Queluz de Baixo, em simultâneo para os 2 canais. Eu estou lá, falo, entrevisto, leio jornais, converso com as pessoas, abraço-as. Palavra de honra. Tão certo como regressar lá já na próxima segunda feira.

Acabou a clausura. Já chega. Foram 140 comprimidos em 10 dias. Consegues perceber como me deixaste? Eu, intolerante a tudo e mais alguma coisa, aguentei a lactose, o potássio, as náuseas, os vómitos e as outras coisas coisas que tu bem sabes, afinal, já somos repetentes. Mas tiro-te o chapéu: desta vez foste mais agressiva, mais matreira e obrigaste-me a parar de forma diferente.

A parar. A nova provação. Sabes, devias sentir-te contente porque eu raramente dou segundas oportunidades (sim, conheço o ditado ‘toda a gente merece uma segunda oportunidade’). Terceiras, é que não dou mesmo. Portanto… é mesmo a tua derradeira hipótese para ir embora. Já disse isto da outra vez, bem sei, mas agora é que não vai dar mesmo: quero voltar a trabalhar, ao ginásio, às pessoas e às coisas.

Fotografia: Carlos Ramos

Dito isto, adeus, HP. Até segunda feira, a todos. Às 6h30. Com energia, alegria e vontade de viver. Até lá!

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Supervisionar

Nos últimos tempos, antes da HP voltar a atacar, assumi uma tarefa nova: a de revisora de artigos científicos.

Um trabalho muito interessante, especialmente por não ser na minha área de conhecimento, a ciência política. Que bom que é sair da zona de conforto e ganhar conhecimento, admito que nunca pensei um dia desempenhar esta tarefa. E também é bom, muito bom, perceber o que se faz de novo, o que se investiga e procura e de que forma é que isso pode alterar o trabalho de cada pessoa, que se dedica a esta vida académica. O balanço é bom, muito positivo mesmo!

Missões como esta (sim, olho para essa tarefa desta forma) são sempre ingratas. O americano Seth Godin lembra e muito bem que “Nós não somos o nosso currículum, nós somos o nosso trabalho“. E é essa ideia que tento honrar todos os dias.

 

Esta tarefa fez-me lembrar também que é melhor focar-me na minha tese e, depois, na conferência em que irei participar, em Julho, em Lisboa, na Academia Militar, a IJCIEOM- International Joint Conference on Industrial Engineering and Operations Managment. Quem quiser inscrever-se ainda tem até dia 15 da Maio para o fazer, o prazo para submeter artigos é 5 dias antes, dia 10 de Maio.

 

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E…

Ao décimo dia… ela descansou. Da lactose, do potássio. Dos 14 comprimidos diários.

Ao décimo dia… ela apanhou ar.

Ao décimo dia… ela teve a certeza que nada na nossa vida acontece por acaso. Há sempre um momento, um dia em  que tudo muda.

Ao décimo dia… a sorte alinhou-se com a vontade.

Ao décimo dia… ficou tudo bem.

Ao décimo dia… ela sorriu mais.

Ao décimo dia… ela descansou. Onde devia.

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Hoje é dia de (não) trabalhar?

Neste Dia do Trabalhador… tenho saudades de trabalhar. Bem sei que é mesmo assim, que, às vezes, é preciso parar e mais nada.

Estes dias em casa, com actividade reduzida a -1 só me têm dado a certeza que, de facto, sou uma sortuda: sou feliz a trabalhar. Tenho o melhor exemplo dos meus pais, exímios trabalhadores, incansáveis, sempre de cabeça erguida para os contratempos da vida (e têm sido alguns…) mas nunca com os braços caídos, nunca. Das características que mais lhes admiro é a capacidade absolutamente extraordinária de começar do zero: um trabalho novo, um sítio novo, uma área nova, um patrão novo. Eu… não sei se conseguia. Como é que eu podia ser diferente com exemplos destes??? Jamais. São eles o meu maior orgulho, naturalmente, não apenas pela capacidade de trabalho mas por que são são bons seres humanos, alegram-se pelo bem dos outros, fazem-lhes bem como me fazem a mim que sou do seu sangue.

De facto, sou uma sortuda. Também porque na minha família tenho outros exemplos de quem nunca nunca se rendeu e procura sempre uma solução, sem se fixar nos problemas. Não, não os vou mostrar. São meus. Só meus e fazem parte da minha vida que é só para mim.

De facto, sou uma sortuda. A vida tem sido boa para mim: tem-me dado oportunidade de fazer coisas que nunca pensei, conhecer pessoas vitais para a minha existência, estar em momentos históricos. Tenho saudades de trabalhar. Nesta altura, a maioria das pessoas que me está a ler já revirou os olhos 50 vezes e pensou ‘está louca, só pode’ mas não, não estou. E nem estou a pensar naquela frase ‘pensa que tens sorte por teres um emprego’, vá, podem guardar as pedras. Acreditem que parar duas vezes em 4 meses ajuda a ver tudo de uma outra forma, e eu já não era nada ‘amarga’. Tenho saudades de trabalhar por que eu sou feliz no que faço, pertenço ao lote de pessoas que não se cansa a trabalhar, que se diverte, que faz o que ama verdadeiramente. E isso… venha HP, venha o que vier, não me vão tirar.

Mas tenho saudades, lá isso tenho.