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A da moda?! A sério?!

HP(coisa mais querida da minha vida… ou então não!), há muito tempo que não conversamos por isso vamos lá falar aqui as duas… Agora és a bactéria da moda?! A sério, não me faças rir?! Andas a incomodar ainda mais pessoas? Quando é que isto acaba? Já não bastava seres chatinha como ainda por cima és uma ‘maria vai com todas’. Não sei que te faça, a sério.

Queria acreditar que eu seria daquelas que resistia à tua presença que aguentava e suportava, muito em silêncio, aquilo que tu bem decidias fazer… mas afinal, não: tenho recebido tantos mas tantos relatos de pessoas que estão contigo pelos cabelos. E conheço muitas que nem sequer conseguem o antibiótico porque está esgotado. Sinceramente…

Deixa as pessoas ou, pelo menos, não sejas chata. Deixa-as fazer a vida normal, não provoques mal estar, indigestão. Vá lá, peço-te. Se podes ficar aí sossegada por que não ficas? Que isto seja um assunto só entre nós duas e que ainda não está resolvido, eu bem sei. Não penses que eu ando distraída, tenho-te ‘debaixo de olho’.

Mas olha… já gostei menos de ti… aprendi e aceitei. As pessoas não se mudam, todos os dedos da nossa mão são diferentes, não é…? Quem disse que com as bactérias seria diferente?! Vá, deixa lá a tua marca na minha vida. Eu depois mostro-te o caminho da saída. Em direcção à rua. Tipo labirinto.

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Os dias não se repetem. E é pena.

Não podemos nada contra o tempo perdido, o dia passado, o que já foi. Há dias, todos os dias, que não se repetem e há pena nisso, há magoa pelo bom que não será mais, há tristeza pelo mau que nos tirou em cada minuto, 60 segundos de felicidade.

Encontramos as nossas pessoas e, passados tantos anos, elas são as mesmas, não mudaram. Elas são e nós somos o que deixamos há 15 anos. E isso nunca terá preço.

Os dias têm sido bons. O sol tem sido generoso como que a recompensar por tudo o que passou. A preparar para o que aí vem, que é tanto, e faz encolher o corpo todo. Ao mesmo tempo obriga a encher o diafragma, a levantar a cabeça, sorrir e agradecer… Ainda que a saga não tenha terminado. Sem medos, sem energias negativas. Até porque o cantar dos passarinhos e das cigarras não deixa espaço para isso.

Deus dá as maiores batalhas aos seus melhores soldados. Em frente! Siga!

 

 

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E… a Madeira?

Achavam que me tinha esquecido? Na…. Eu nunca me esqueço dos sítios onde sou feliz e bem tratada. Foi o caso da Madeira. A conferência na Inspecção Regional de Educação estava marcada há vários meses: primeiro foi a HP, depois foi a TAP que cancelou o voo… Acabou por acontecer no dia 15 de junho.

O assunto foi o ‘O poder da decisão’ e já o expliquei aqui.

Foi dia de provas de aferição e a plateia não estava esgotada mas foi muito interessante o debate de ideias que conseguimos fazer.

Mas, como sabem, a Madeira tem 50 mil encantos e eu andei a visitar alguns. Claro que não dispensa outra visita, muito em breve, até porque havia duas opções: ou visitava ou aproveitava as pessoas, amigas. Para mim as pessoas contam mais, sempre, e por isso fui a poucos sítios. Ficam as fotografias.

O Funchal é uma cidade muito bonita e por isso estive empenhada em vivê-la e senti-la!

Fajã dos Padres e a magnífica descida de teleférico, uma vez que é quase inacessível por terra. São cerca 300 metros de altura, cravados no sopé do Cabo Girão, onde fomos depois. A descida demorou 2 ou 3 minutos, nem consegui perceber por que estava completamente fascinada com a vista. Aqui, além da paisagem ma-ra-vi-lho-sa, tivemos outro presente. O Engenheiro Jardim Fernandes teve a amabilidade de nos mostrar a sua pequena adega, cheia de história e riqueza. Ao longo dos tempos, a Fajã foi casa de verão de padres Jesuítas, que ali plantaram vinhas e onde durante muito tempo se produziu o Vinho Madeira. As vinhas perderam-se mas o Eng. Jardim Fernandes não desistiu de procurar a Malvasia, de uvas brancas e tintas, de origem grega. Esta espécie estava por todo o Mar Mediterrâneo a também na Madeira. Procurou, encontrou, plantou e multiplicou-as. Hoje, nesta pequena adega, há um verdadeiro tesouro que nos deu a provar. As pipas são de várias produções e garanto-vos que esta de 2005 é qualquer coisa de extraordinário. É fácil perceber pelo copo cristalino, ainda que estivesse a ser usado. Uma verdadeira honra.

    

O Malvasia foi aperitivo para o almoço dividido entre o bife de atum, bidão, pargo e lapas.

Depois do almoço fomos então espreitar o Cabo Girão, 580 metros acima do nível do mar. Uma vista de cortar a respiração, mais uma vez. Estonteante e que permite uma vista linda de parte da ilha.

Foi uma viagem curta mas muito bonita, que incluiu também fruta, poncha de Hortelã, um agradecimento especial e, claro… um voo cancelado! Memorável!

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‘Aqui nasceu Portugal!’

Televisão é trabalho de equipa. Ninguém pense o contrário. Ninguém pode pensar o contrário. Para o bom e para o mal, estamos sempre juntos. No fim de semana estivemos todos em Guimarães.

A semana foi de trabalho para toda a gente e chegamos já tarde, na 6a feira. Eu consegui descansar mas esta equipa não: às 8h da manhã já estavam a montar o que seria o nosso espaço, no Largo da Oliveira. Guimarães recebeu também, ontem, a Corrida dos Conquistadores, na rota das EDP Running Wonders, corridas que percorrem os lugares Património da Humanidade, como Évora ou a Região Demarcada do Douro.

Guimarães encheu-se de sol para nos receber, sol e muito calor. A uns quilómetros dali, o Presidente da República desmaiou, em Braga. No Centro Histórico de Guimarães os termómetros marcavam 37 graus celsius, não corria um vento, uma brisa, nada. No sábado, eu tomei 3 banhos mas a equipa não conseguiu. Deixou o suor secar no corpo por que… era preciso estar ali. Era preciso garantir que tudo aquilo funcionava, que nenhuma luz estava a apontar para o sítio errado, que todos os cabos estavam ligados, que todos os aparelhos funcionavam e que eu tinha tudo o que era preciso para representar bem o esforço de todos.  A equipa que esteve na cidade-berço era composta por cerca de 50 pessoas. Repito, 50 pessoas, meia centena. Muitas eu conhecia, outras não. Aqui, não estamos todos, alguns ainda estavam a trabalhar.

Acreditem, é uma responsabilidade por que eu sou apenas o fim da linha. Eu sou apenas uma pessoa mas sou a pessoa que tem de fazer tudo bem. A iluminação pode estar perfeita, o cenário pode ser lindo, a minha roupa ficar maravilhosamente bem, assim como a maquilhagem e cabelos… se eu falhar, me enganar ou disser algum disparate é o trabalho de 50 pessoas que vai por água abaixo, acaba ali, naquele instante. A responsabilidade é grande mas não faz sentido pensar nisso, antes. Por que a carga emocional aumenta e, aí, a probabilidade de correr menos bem é maior, os nervos são inimigos.

Correu tudo bem, no final conseguimos sorrir, acho que se percebe. Mas, mais importante, sorrimos durante o processo, desfrutamos, fomos pessoas, em vez de máquinas. Máquinas de trabalho seremos sempre, está-nos no sangue. Estou muito grata por este fim de semana. Foi a minha primeira experiência nas Running Wonders e espero que se repita. Ambiente fantástico, pessoas maravilhosas, recepção mais que calorosa (literalmente)! OBRIGADA, GUIMARÃES.

Não deu para visitar muita coisa, nem para tirar fotografias. Um mar de gente e acreditem que caminhar com 37 graus é mesmo só para quem é corajoso, que não é o meu caso.

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O rico menino

Cristiano Ronaldo é o melhor do Mundo, não há dúvidas sobre isso nem pode haver. Quando estive na Madeira visitei o seu museu, no Funchal. Só não fiquei mais impressionada por que já reconhecia o seu valor mas, para quem tenha ainda dúvidas, a visita a este espaço pode dissipar todas elas. Mais que palavras deixo-vos as imagens: há troféus desde 1993, atenção: 1993!!! As Bolas de Ouro são de uma beleza estonteante mas a nossa Taça de Campeões Europeus… Caramba! Destaco-vos também as Taças do Rei de Espanha (lindas, lindas!) e todos os troféus enquanto Homem do Jogo, Melhor Marcador do Jogo, do Torneio, acreditações, camisolas, chuteiras, medalhas de participação e bolas de jogo- já agora, a do último jogo com Espanha, no Mundial da Rússia também vai para lá, em breve… Está tudo ali e é ali que deve estar. Esperemos que a bola de hoje também vá parar ao Funchal, será sinal de um jogo memorável e mais uns quantos golos. Incrível, Ronaldo.

 

Vista geral da sala do Museu. 

Acreditações e medalhas de vários jogos.

Uma das primeiras camisolas, já com a marca ‘Campeões Europeus’.

Como marcar um livre ‘à Ronaldo’. O que o Messi devia aprender!!!!!

A última Bola de Ouro. Estonteante!

Uma das Taças da Liga dos Campeões, pelo Real Madrid.

Taça do Rei de Espanha. Não linda?

A nossa Taça de Campeões Europeus!

Adeus, Ronaldo. Até breve!

(Para vos sossegar, deixem dizer que paguei o meu bilhete e pedi para tirar fotos. Calma, calma!)

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Oh meu rico Santo António

Muitos aceitaram o desafio de escrever-me uma quadrinha de Santo António, no Fecebook. Prometi que as transcrevia aqui e aqui estão elas. Mas… esta rica devota do Santo não conseguiu escolher uma ou duas… portanto… aqui estão todas!!!!

Obrigadinha pela colaboração, quando faltarem as ideias já sei o que hei-de fazer!!!!!

 

Ó Santo António de Lisboa
Tu que tens fama de casamenteiro
Se o casamento fosse coisa boa
Tu próprio não ficavas solteiro!

Santo António de Lisboa
Guardador dos olivais
Guardai a minha azeitona
Do biquinho dos pardais.

 

Oh, manjerico bem cheiroso
Pelo regar e por ao luar
Dá-lhe um rapaz bem jeitoso
Para com ela se casar.

 

Santo António milagreiro
Meu rico e bom santinho
Aumenta o meu mealheiro
Eu que sou tão pobrezinho

 

Alegria não paga imposto
Só nos faltava mais esta
Quero tudo bem disposto
Contentes na nossa festa.

 

Alegria não paga imposto
Só nos faltava mais esta
Quero tudo bem disposto
Contentes na nossa festa.

 

Em dia de Santo António
Eu quero casar
Seja homem ou mulher
Eu quero é subir ao altar

 

Querido santo Antônio
Peço que sejas meu amigo
Com respeito aqui o peço
Patrícia Matos, casas comigo?

 

Oh meu rico santo António
Oh meu rico padroeiro
Enviai à Patrícia TVI
um amor que nunca vi.

 

O meu Santo Antonio

Santo casamenteiro

Espero que me arranjes

um Amor verdadeiro

 

Oh meu rico Santo António

olhai pela Patrícia Matos
No dia de hoje levai até ela
Os seus famosos e ricos pratos!

 

O meu rico santo António
Rico Santo Antoninho
Arranja-me uma rica mulher
Que dê muito beijinho

 

E noite de Santo António
Estalam foguetes no ar
Põem o manjarico à janela
E vem para a rua dançar

 

Santo António te agradeço
O feriado de Lisboa
Hoje foi rápido chegar ao trabalho
Sem trânsito, É na BOA!

 

Meu Amigo Santo António
Peço-te para não relaxar
Dá Paixão e Saúde à Patricia
Para nos continuar Acordar

 

Meu rico Santo Antonio, meu Santo Antoninho,
Já que não me arranjas maridinho
Manda lá um dinheirinho

 

Ó meu rico Santo António.

Santo António de Lisboa.

Protege a Patrícia Matos.

Ela é uma menina muito boa

 

Santo António já se acabou
O Sporting está acabar..
São João são João..
Da cá uma rescisão para eu assinar

 

Ó meu xará Santantoninho/
Olha o pedido da Patrícia Matos/
Arranja-lhe um moço jeitosinho/
Mas que não seja daqueles chatos!!!

 

Dentro do meu peito mora um sonho

que ao Santo Antonio hei-de contar.

Não sei mas suponho

que terei que voltar a sonhar…

 

Santo António milagreiro
Eu não te peço p´ra casar
Peço que eu possa ir à praia
Sem ter que me constipar..

 

Santo António milagrão.

Acaba com o Inverno.

Trás de volta o Verão.

Que isto está um Inferno.

 

Oh meu rico Santo António

passamos de palavras aos actos

mas nunca o Bom dia Portugal

sem a nossa Patricia Matos

 

Ó meu rico Santo António

ajuda quem trabalha

Um amor perfeito à Patrícia

para partilhar

 

Ó meu rico Santo António,

daí-me sempre boa vista,

para todos os dias acordar

e ver esta linda jornalista

 

O meu rico Sto Antônio
Dame amor e alegria .
Fazei com que o Sporting
Encontre nova vida

 

Viva o Santo António,
Viva a nossa TVI,
Boa apresentadora como a Patrícia,
Nunca conheci

 

Ó meu rico Sto António

da Patrícia Matos TVI monge

quero muito a tua ajuda

leva-me a bactéria pra longe

 

Meu querido st Antonio,
Santo casamenteiro
Abençoa todos os noivos
Oh sr Padroeiro!

 

Santo António, santo popular .
Tens muitos pedidos para atender.
Hoje vai ser só trabalhar,
com tantas cartas para ler.

Ó meu santo casamenteiro,
Tens uma tarefa complicada
Tenta ser verdadeiro.
Para a solteirona e encalhada.
(IE)
Viva o Santo António !

 

 

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Viva o Santo António

Ninguém tinha manjericos mais bonitos e viçosos que a minha avó paterna, é o que é. Estavam ali, no muro da varanda, todos alinhadinhos, a apanhar sol e ao luar. Cada vez que um crescia mais, tirava um pé e punha noutro vaso, e depois noutro e noutro… numa verdadeira reprodução que chegava aos vizinhos e à família, sempre por esta altura.

Em miúda eu achava muita piada a isto. Punha a mão da rama e depois cheirava. Era uma animação. Quase que partia as ramas, só de calcar com a palma da mão!

Dava-me sempre um, num vasinho pequenino. O majerico resistia ali um mês… depois já era. Sempre tive esta dificuldade em manter plantas vivas em casa. Não percebo, a sério que não percebo.

A minha avó perdeu o hábito, perdeu a casa e perderam-se os manjericos.

Depois, comprei alguns. Acabava por encontrá-los em qualquer lado e comprava. Este ano não comprei um manjerico, ofereceram-me e ofereci. Acredito que não vai morrer.

Não me lembro a última vez que fui aos Santos Populares, estou sempre a trabalhar. Também não sou grande adepta do ‘tira o pé do chão e deixa-te ir com a maré’… Não, há coisas que não são para mim (desculpem dos mais adeptos, não me atirem com nenhum manjerico!). Não há nenhum Santo que me valha nesta vida louca de acordar com as galinhas… Espero que se divirtam! Bom feriado, para quem mora ou trabalha em Lisboa.