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Desporto para todos

Regressei das férias a todo o gás! No fim de semana partilho fotos mas hoje foi dia de desporto!

Mais uma Semana Europeia. Estamos juntos, de novo, para este programa tão nobre, tão importante, com tanto sentido. A manhã no Complexo Desportivo do Jamor já prometia mas foi tudo muito melhor. Houve dança, houve futebol com caras bem conhecidas, com ex-futebolistas, atletas olímpicos, pessoas da comunicação e da estrutura do Instituto Português do Desporto e Juventude.

São precisos 21 dias para criar um hábito e 90 para quebrar um padrão, um comportamento. Usem-nos para o bem, para o vosso bem! Desporto é saúde. Encontrem o vosso desporto, a escolha é vasta.

Não temos de ser todos atletas de alta competição, precisamos é de nos mexer, fazer alguma coisa, dar o exemplo. Eu tenho o exemplo do meu pai: sempre me lembro do futsal, das corridas mas, acima de tudo, da vontade de não estar parado. Ainda hoje corre, ainda hoje se mantém activo (também) por que é jovem mas é meu pai!

Tirem e guardem os melhores exemplos! Estamos juntos. #BEACTIVE

 

A Semana Euroepia do Desporto acontece entre 23 e 30 de Setembro e podem encontrar toda a programação aqui.

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10 anos é muito tempo

10 anos é imenso tempo.

 


Lembro este dia como se fosse hoje. E os anteriores e os seguintes. Sem magoa, nem saudosismo. Nada disso. Eu era uma miúda, com 25 anos e três de televisão. Não  sabia nada disto. (Hoje ainda tenho tantas dúvidas…) Apenas recordo como recordo as vezes que ia com os meus pais a Constância e passávamos o Rio Tejo, de barco. A água fresca do Rio ainda me toca nas mãos. Daquele dia lembro a água e sei como me tocou. A única coisa que me faz pensar nisso é saber que quem me escolheu naquele 4 de setembro, continuaria a escolher-me, se fosse hoje. Isso dá muita paz, tranquilidade e significa muito. A confiança é a base das relações humanas. Quem trabalha em televisão conhece o desgaste que o meio provoca. A corrosão é mais rápida. A base é tudo.

10 anos depois (menos uns pozinhos), quis o destino Que estivesse ali, no mesmo lugar.
O que tenho a dizer? Gosto do destino. Acredito que está traçado. Se é para chegar, chegamos. Com gratidão e foco no futuro. O caminho é em frente.

Sobre os 10 anos… caramba. Tenho de aproveitar mais a vida. Isto passa realmente muito rápido.

Mais do que devia.

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OMG

Impensável.

Inacreditável.

Sufocante.

Negligente.

Esta fotografia foi tirada a 11 de Agosto e já revelava muitos focos de incêndio na Amazónia, o ‘pulmão do mundo’. Dois dias depois, o cenário era ainda mais assustador. As imagens são da Nasa.

A Amazónia está a arder há 20 dias. Até ao início desta semana foram registados mais de 74 mil focos de incêndio. Repito: 74 mil focos de incêndio.

O Presidente do Brasil não faz nada. Só deixa queimar. Há um novo responsável por tudo o que vamos sofrer em breve, em termos ambientais. O Mundo tornou-se um lugar muito estranho, liderado por pessoas perigosas. Mas… pode ser de mim.

Assustador.

Criminoso.

Complacente.

Indiferente.

Apático.

Frio.

Impossível.

 

 

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As pessoas.

Sexta feira, aquela tarde em que estamos a fazer o que não deu nos últimos dias e não queremos que passe para o fim de semana.

Lavandaria, supermercado. Entretanto sapateiro:

– Quando é?

– 3 Euros.

– Só tenho uma nota de 5 euros.

– Por favor, vá ali trocar que não tenho moedas.

Chego à loja da frente:

– Não posso trocar essa nota. Só tenho cinco moedas e se lha trocar, fico sem nada para mim.

– Muito obrigada (nem reagi).

 

Na papelaria:

– Boa tarde, pode trocar esta nota?

– Ah, desculpe, já estava aqui e passei uma pessoa e passei à sua frente… pronto… não me dá muito jeito trocar mas como estava já aqui… tudo bem.

– Obrigada (nem reagi, parte 2).

 

Na fila do supermercado:

– Pode passar à frente que eu tenho muitas coisas e isto vai demorar. E o senhor a seguir também pode.

– Muito obrigada (ponho cinco ou seis coisas que tinha, na passadeira e espero).

– Quer saco, amor? (pergunta a empregada)

– Não preciso amor, mas obrigada! (Não resisti e respondi, desta vez não deu!)

– Olá. Está bom, desde manhã? (pergunta ao cliente seguinte)

– Manhã? Não era eu, não estive cá hoje. (responde o senhor)

– Não esteve hoje, esteve ontem. Não me estrague o discurso.

Paguei e saí. Tive de sorrir. As pessoas são maravilhosas. Algumas.

Bom fim de semana.

 

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“Vou casar!”

Eu vi o ‘estado civil’ alterado no Facebook para ‘noivo’ mas achei que era marketing- ele é tão bom nestas acções e análises que não dei muita validade. Só quando meteu conversa comigo, de manhã, percebi que a coisa era séria.

Ele: – Bom dia!!

Eu: Bom dia!! Noivo?!

Ele: Sim.

Eu: Hein?! A sério?!

Ele: Sim, a sério.

Eu: Vamos ter festa? Mesmo? Nem posso crer!

Ele: Vamos ter isso tudo.

Eu: Xinapa… não estava preparada para isto.

Ele: Mais logo já te ligo.

Eu: Só quero que estejas feliz.

Ele: Estou!

(Esta foi a conversa possível às 8h da manhã, num dos intervalos do programa. Mais tarde, falámos, finalmente.)

Ele: Então, não me estavas a ver a casar, não era?

Eu: Eh pah… confesso que não era bem o que te imaginava fazer. Não sei, acho que nunca pensei muito nisso… Se calhar é isso, nunca pensei muito no assunto.

(Lá conversámos as coisas todas que ficam entre nós, lamento, mas haverá sempre segredos. Até que… )

Ele: Pronto, decidimos e vamos mesmo fazer isto. Estamos muito felizes.

Eu: Estou muito feliz por vocês. Mesmo.

Ele: Obrigada, meu amor. E achamos que vais ser uma excelente madrinha de casamento.

(Eu gelei. Estava na cozinha a preparar chá e parou tudo naquele instante. Acho que levitei e voltei ao chão e as lágrimas começaram, instantaneamente, a cair.)

Eu: Estás a falar a sério?!

Ele: Claro que estou. Não faz qualquer outro sentido. Tu e o H., os meus padrinhos. Há ligações que não se separaram. Aceitas?

Eu: (Continuava a chorar) Claro que aceito. Fico muito feliz por vocês e ainda mais por te acompanhar desta forma.

Fizemos umas piadas e partilhámos votos e desligámos. Eu continuei a chorar, óbvimente, até por que a madrinha tem de ir treinando.  Ele que diz que eu sou muito suportável, que me trata por meu amor, que todos os anos me pergunta ‘quanto queres para vir trabalhar comigo?’, que já viajou comigo até ao Papa, que já me defendeu, que aceita conselhos meus, que partilha comigo a password da Netflix, que me confidencia negócios que ainda não aconteceram e que me inclui nos seus projectos, que me conta de reuniões ultra secretas, que já concorreu comigo a bolsas de investigação, a projectos de televisão, que já me enviou perguntas durante entrevistas, que descasca maçãs, que apanha tomate chérie e dá para eu provar no topo de uma ilha, que faz caminhadas e sobe ao farol, anda de barco e faz filmes de mim a morrer de enjoo… Sim, um dos meus melhores amigos vai casar. E não posso estar mais contente, mais emocionada, mais… tudo.

O amor é bom mas os amigos são a melhor coisa do mundo. Somos 3, nós 3. Todos diferentes mas formamos um casulo onde só entra quem nós queremos. O amor é para ser vivido. O nosso também. Só assim é que vale a pena.

Ainda não estou mim.

 

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A minha praia

 

Como é linda a minha praia. 9 Quilómetros da mais fina areia. Daquela que se cola na pele só de andar ou quando o vento mais forte a levanta.

Na minha praia há espaço. Ninguém se atropela, ninguém se incomoda, ninguém se preocupa muito se ao lado está uma pessoa mais ou menos fit, mais ou menos famosa. Aqui, as pessoas só querem aproveitar o sol, a companhia, o tempo. Do que não temos sempre, do que não nos permitem ter sempre, do que não conseguimos ter sempre.

Na minha praia há paz. Daquela que já não se compra e, às vezes, pouco se pratica. Daquela que precisamos fugir para encontrar, voar para encontrar. Às vezes só percebemos que há pessoas quando o riso das crianças interrompe o silêncio da sesta ou quando o vento traz o cheiro do protector solar. E sorrimos.

Na minha praia há abraços, risos e respirações profundas, de amigos que se encontram, que se amam e sabem que, no matter what, vamos estar sempre ali. Vamos ter sempre aquela praia. E que ali… está sempre tudo bem. Foi ela quem nos juntou.

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84.

O Fernando faz anos. 84. Sim, leram bem. Este Senhor faz 84 anos. Quem me dera a mim chegar lá com esta lucidez e capacidade de discernimento. De ensinar, de aprender, de orientar. De perguntar, de calar. De estar na fila da frente, de ‘ver a banda passar’.

O Fernando faz anos. É mais que obrigatório celebrar a vida. Agradecer todos os dias a partilha que tem connosco. Agradecer ter-nos escolhido para seus amigos, confidentes e companheiros de todas as coisas. Ser nosso amigo, também!

O Fernando faz anos. O Fernando que o país chama ‘Correia’, que tem total propriedade sobre todo o seu conhecimento, que ensinou tanta gente a gostar de futebol, que pintou tantas vezes as ondas da rádio, que se tornou a voz tão amiga e presente na casa de todos.

O Fernando faz anos. Os amigos tinham de lá estar. Mais que necessário, era importante. Por que precisamos de amizade e amor. Sempre. Mesmo aos 84 anos.

Longa vida, meu querido amigo.

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O caminho.

Aqui, por cima das nuvens, aqui onde poucos alcançam, está sol.
O sol teima em não me largar. Desde o início desta viagem. Como se se quisesse impor. Como se me quisesse lembrar que estava ali. Como que a dizer que, afinal, mesmo quando tudo está nublado, tremendamente escuro, com ‘cara de chuva’, ‘cara feia’ ou outra cara qualquer, ele está aqui.

O caminho. A verdade. A vida.