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#BEACTIVE (Cont.)

Somos a favor de uma vida saudável, potenciamos isso em nós. Mas, em toda a Europa, mais de metade da população nunca praticou qualquer actividade desportiva. São dados preocupantes do Eurobarómetro (2018) que nos fazem perceber que é urgente, muito urgente, mudar comportamentos. Afinal, são as pessoas da faixa etária dos 40-65 anos que vão ser as mais activas nos próximos 10-15 anos e precisam estar bem de saúde para que todas as suas pretenções sejam conseguidas e para que todos tenhamos mais capacidade de agir enquanto União e povo unido.

Na Comissão Europeia assumimos esse compromisso que, de resto, já temos há vários anos. O Programa #BEACTIVE tem 5 anos mas há muito, muito por fazer. Se todos fizerem a sua parte é absolutamente mais fácil. Tenho uma honra imensa de poder estar associada a esta iniciativa de carácter social.É a iniciativas como esta que estarei ligada sempre, por que é nestes momentos que o nosso contributo faz todo o sentido! Muito grata!

 

 

A comunicação é fundamental nesta iniciativa. Por isso, estivemos em directo no Twitter da Comissão Europeia para alertar para as boas práticas desportivas. Coisas simples tão simples que potenciam a nossa mobilidade como sair uma estação de metro mais cedo e fazer o restante caminho a pé, utilizar uma bola de pilates em vez da cadeira tradicional, no local de trabalho ou em casa (eu já não abdico desta opção e as minhas costas agradecem!) ou aproveitar o sol do fim do dia e sair para uma caminhada. Às vezes precisamos daquelas poucas coisas do supermercado, não é? Pode comprar na mercearia perto de casa? Óptimo, pare o carro e vá a pé. Vai ver que vale a pena!

 

 

Depois foi tempo de nos reunirmos, embaixadores e responsáveis dos vários países, para perceber o que juntos podemos fazer para incentivar à melhoria da qualidade de vida dos cidadãos europeus.

 

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Mexa-se, pela sua saúde! #8

Terminou a Semana Europeia do Desporto. Uma semana cheia de actividades que começou com uma maratona de bicicletas em Belém e terminou com actividades em Quarteira, no Algarve. Durante estes dias, dezenas de países, milhões de pessoas em todo o continente uniram-se em prol do desporto mas com uma mensagem ainda mais ambiciosa: o desporto é para todos!

 

É para os que correm maratonas, para os que praticam judo, para os que vão ao ginásio, para os que caminham, para os que preferem ioga ou pilates, escalada, badminton, canoagem, vela, ciclismo, futebol. É para todos! E é urgente que assim também o seja: Portugal é um país cada vez mais sedentário, 60 % da população é obesa- é mais de metade!!!!- e cada vez mais jovens sofrem desta doença. A obesidade é o principal factor desencadeador de um série de problemas: diabetes, hipertensão arterial.

A obesidade comportamental, que se resume na nossa incapacidade de acção, sedentarismo ou preguiça, se quiserem que seja mais directa, faz mal à nossa saúde. Sim, eu também sofro de preguiça, também há dias em que não me apetece nada mexer, há dias em que só vejo sofá e há dias em que não faço, mesmo. Arrependo-me sempre. A minha saúde piora, a minha condição agrava-se, desempenho muito pior o meu trabalho e, por fim, o sono não é relaxado. Está tudo relacionado, não haja ilusões.

Para viver bem é preciso fazer por isso. Não é uma questão de metabolismo, nem apenas de ‘não ser preciso’. A principal razão que me levou a participar, pela segunda vez, nesta iniciativa é essa consciência, é essa certeza de que a mensagem é verdadeira! Felizmente, somos vários a pensar o mesmo mas queremos ser muitos mais!

Mexam-se, pela vossa saúde. #BEACTIVE

Partilho algumas fotografias da Semana e também os bastidores da gravação dos vídeos que gravámos.

 

 

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Mexa-se, pela sua saúde! #4

Este é o André Venda. Não sei apresentá-lo de outra forma que não uma força da natureza, vão perceber quando lerem a história. Não nos conhecemos pessoalmente, partilhamos a paixão pelo desporto e a resiliência. O André é o exemplo de que tudo é possível, de quem nunca desistiu. Tinha tudo e perdeu muito mas lutou sempre. Esta modalidade é uma espécie de catarse na sua vida, acho que não estou enganada! 

Merece a minha vénia e o meu reconhecimento. Não perdeu o foco, não perdeu a alegria, não perdeu a vontade de viver. E podia ter perdido. Conto pelos dedos das mãos as pessoas que reagem desta forma, às chatices da vida. 

Grande André. Agora, leiam e acompanhem-no aqui

 

O meu nome é André Venda e tenho 30 anos.

Sempre me considerei uma pessoa proactiva e cheia de energia para gastar e, por isso, desde cedo procurei ingressar diversas modalidades desportivas: experimentei basquetebol, voleibol, ténis, ténis de mesa mas foi no Downhill que descobri a minha vocação.

Um acidente de viação aos 20 anos tornou-me paraplégico: este percalço fez com que deixasse de conseguir praticar Downhill, a modalidade onde já competia em provas nacionais.

Parar não era opção para mim: procurei arranjar outras alternativas desportivas e descobri o Handcycling. Todo o empenho e treino fizeram com que rapidamente chegasse ao pódio, quer a nível nacional quer internacional.

Foi em 2010 que comecei a competir em Handcycling: arrecadei 6 primeiros lugares a nível Nacional (no Campeonato Nacional de Contrarrelógio, nos Campeonatos Nacionais de Pista, na Taça de Portugal de Albergaria, no Campeonato Nacional de Paraciclismo de Torres Vedras, no Grande prémio de Gondomar e no Grande prémio de Viana do Castelo) e o 20º lugar na UCI World Cup Para-Cycling Road na Segóvia (Espanha);

Em 2011, voltei a trazer para casa o primeiro lugar no Campeonato Nacional de Contrarrelógio, no Grande Prémio de Gondomar e no Grande Prémio de Viana do Castelo e competi pela segunda vez ma UCI World Cup Para-Cycling Road na Segóvia (Espanha), tendo subido para a 17ª posição.

Voltei a conquistar o primeiro lugar no Campeonato Nacional de Contrarrelógio em 2012, bem como nos Campeonatos Nacionais de Pista, na Taça de Portugal Albergaria, no Campeonato Nacional de Paraciclismo de Torres Vedras e no Grande Prémio de Viana do Castelo. A minha prestação na cidade espanhola, manteve-se igual à do ano anterior: 17º lugar.

O ano de 2013 ficou marcado pelo meu desejo de progredir mais nos campeonatos internacionais: mantive o primeiro lugar em vários campeonatos Portugueses (Campeonato Nacional de Contrarrelógio, Campeonatos Nacionais de Pista, Taça de Portuga de Albergaria, Campeonato Nacional de Paraciclismo de Torres Vedras, Grande Prémio de Gondomar e Grande Prémio de Viana do Castelo), mas foi no estrangeiro que progredi bastante: conquistei o 6º lugar no I Gran Premio Handbike Ciudad Real, o 7º lugar na UCICUP 2013, o 5º lugar na II Certame Handbike Benicarló 2013, o 17º lugar na UCI World Cup Paracycling Road (Itália), o 15º lugar na UCI World Cup Paracycling Road (Segóvia, Espanha), o 3º lugar no Criterium Internacional Ciudad Sounds Real, o 5º lugar no Trofeo de Ciclismo Adaptado, o 5º lugar no IX Criterium Internacional, o 4º lugar no Handbike (Los Alcázares, Espanha) e o 4º lugar em Puerto Lumbreras 2013 (Espanha).

Ainda no início do ano de 2013, juntamente com um amigo fundei a APCA – Associação Portuguesa de Ciclismo Adaptado – que visa dar a conhecer e angariar mais adeptos do Ciclismo Adaptado, promovendo eventos desportivos, efetivando palestras para novos atletas e/ou todos os interessados, assim como foi criado um departamento que tem como principal objetivo estimular os atletas de alta competição para a participação em provas internacionais e de renome.

Em 2014 voltei a competir nos mesmos campeonatos portugueses em que participei no ano anterior conquistando o primeiro lugar em todos eles. Além-fronteiras posicionei-me no 12º lugar na European Handcycling Federation UCI (Castelldefels, Barcelona), o 5º lugar no Biskako Bira 2014, o 6º lugar no Crono Biskaiko Bira 2014, o 22º lugar na UCI World Cup Paracycling Road (Itália) e o 24º lugar na UCI World Cup Paracycling Road de Segóvia (Espanha).

Em 2015 venci o primeiro lugar no Campeonato Nacional de Viana do Castelo, na Taça de Portugal de Albergaria, no Campeonato de Contrarrelógio de Setúbal, o Grande Prémio de Torres Novas e o Grande Prémio de Gondomar.

Em campeonatos internacionais, fiquei em 14º lugar na UCI World Cup Paracycling Road, em 13º lugar na Verola Paracycling Cup (Itália), 11º lugar na Paracycling Cup Brescia (Itália), 4º lugar no Biskako Bira e o 5º lugar no Crono Biskaiko Bira.

Como resultado do enorme esforço e dedicação ao desporto profissional no decorrer destes anos, sofri um considerável desgaste físico e como tal, fui aconselhado em 2016, por uma equipa médica, a dar por terminada a prática desportiva nos moldes definidos pela Alta Competição. Apesar de adorar praticar Handcycling, descobri recentemente a possibilidade de voltar a praticar o Downhill, desporto este que já praticava antes do meu acidente, mas desta vez adaptado à minha atual condição física. Foi com esta nova realidade que surgiu o meu interesse em desenvolver esta modalidade adaptada que desperta no nosso país. Neste âmbito encontro-me a desenvolver um projeto desportivo de Downhill Adaptado pioneiro em Portugal.

O que o desporto significa para mim?

Posso dizer que quando estou a praticar desporto sinto-me verdadeiramente livre e feliz, é algo que me faz bem tanto física como psicologicamente, pois nesses momentos sinto-me desconectado da cadeira de rodas…como se não precisasse dela realmente a tempo inteiro.

Desafio vos a passar um dia comigo para perceber melhor o que sinto 😊

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Desporto? Sim, pela vossa saúde!!!! #1

Cresci a ver as imagens da Rosa Mota a cruzar a meta da maratona nos Jogos Olímpicos, em 1988. Eu tinha 4 anos mas lembro-me bem. Foi uma euforia!

3o anos depois… Eu conheço a Rosa pessoalmente. Já nos tínhamos cruzado mas nunca falámos. Agora, finalmente, tenho a honra de estar ao seu lado na promoção da Semana Europeia do Desporto. Esta semana gravámos um pequeno vídeo promocional e só vos digo que a Rosa coloca a um canto muitos profissionais de televisão… Eu dou a deixa, ela não falha, não hesita e, se não ficar feito à primeira, fica à segunda, de certeza e rápido. E bem. Que delícia. Que orgulho.

Durante o tempo que estivemos juntas passaram muitas pessoas a correr, a andar e a Rosa sempre a incentivar. É verdade, estamos perante uma realidade dramática: somos cada vez mais sedentários, mais gordinhos e as mulheres lideram esta lista. Por isso, sempre que passava alguém a praticar desporto… “Boa, vá lá atleta!!!”. Um verdadeiro exemplo.

Pela vossa saúde, mexam-me! Caminhar, correr, saltar à corda. Tudo conta! #BEACTIVE

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A silenciosa diabetes

Todos temos casos na nossa família ou que conhecemos, de diabetes. Acontece o mesmo com outras doenças. Infelizmente. Há realidades que nos tocam e este toca-me muito. Tenho uma grande amiga diabética e quando estamos juntas ela faz medições dos níveis de glicose ou injecções de insulina. Não me incomoda nada, desde que esteja bem. Mas sei que tem muitos cuidados.
Habituamo-nos à palavra, a ouvir falar de diabetes e parece que nem valorizamos como devíamos. Mesmo que não conheça em pormenor alguma doença, o meu trabalho dá-me essa possibilidade.
Hoje, logo pela manhã, neste Dia Mundial dei conta dos números mais negros de que podemos ter memória: 200 novos diagnósticos todos os dias. 3 membros amputados, todos os dias.

Maior incidência nas mulheres, por ano morrem cerca de 2mil e 500. Tudo fica mais grave com o cenário de diabetes gestacional. São números tão maus que o Presidente da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal os comparou à calamidade dos incêndios. Não podia ser uma imagem mais dramática. É muito certeira. Às vezes… Temos de chocar.
A diabetes, como muitas outras doenças, dependem muitos vezes (não todas) do nosso estilo de vida. Hábitos saudáveis, alimentação correcta, prática de exercício físico.

Há poucas semanas a Organização Mundial da Saúde alertava que, daqui a 4 anos, o número de jovens obesos vai ultrapassar o número de pessoas subnutridas. 55 por cento das pessoas com diabetes tem problemas de obesidade.
Fui embaixadora do desporto em Portugal. Assumi o compromisso de correr e escalar paredes mas também de passar a mensagem: be active, sejam activos.

 

 

 

Pela vossa saude, não se lembrem do vosso bem estar apenas quando a situação já é grave. Corremos cada vez mais mas a tendência é para vivermos melhor… Não é amanhã, infelizmente. Vamos trabalhar, dividir-nos e a ciência vai ajudar-nos. Mas… Às vezes pode ser tarde demais.

A minha avó era diabética. Não resistiu a complicações. A doença faz sofrer toda a gente.