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Dever cumprido

Foram semanas intensas, cheias de alegria e percalços. Encontrei neste grupo de pessoas aquilo que já não havia há muito: interesse, fascínio, trabalho. O últimos alunos com quem tenho contactado estavam ainda a perceber em que mundo viviam e que contributo lhe podiam dar para o tornar melhor. Eles sabem. E sabem também que trabalhar em televisão pode não ser a única saída. Não querem aparecer, querem fazer! Foi um gosto imenso, obrigada pelos ensinamentos constantes, meninos, e por pensarem comigo! Voem!

Como é possível perceber… eles acabaram em melhor estado do que eu!

 

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Admiro…

Admiro quem fica. Quem não se deixa derrubar pela vida, por mais tombos que dê, por mais chapadas que leve, por mais vezes que caia ao chão. Admiro quem sofre de uma resiliência sem fim, quem confia todos os dias mais, quem se entrega à fé.

Mas admiro quem bate com a porta. Quem diz ‘já chega’ acompanhado de um ‘já não está a ser bom para mim, já não me faz bem’. Quem dá o salto para fora de pé, para o desconhecido, para algo que nunca viu, nunca cheirou, nem sabe ao que sabe. Quem diz ‘não quero mais’e termina com ‘não sei por onde vou mas não vou por aí’.

Hoje separei-me de uma pessoa dessas. Uma pessoa que decidiu.

(…)

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Sujar as botas!

Sujar as botas. Das expressões que os jornalistas mais gostam de usar. Literalmente. Do que mais se orgulham de fazer. Quanto mais sujas as botas, mais carregado o bloco de notas (rima e é verdade!). Do que significa estar lá, procurar, sair, andar, correr e encontrar ou… confirmar que, apenas, não existe.

Do que mais tenho feito nestes dias. Do que mais nos dignifica e ensina. Do que tenho aprendido tanto. Do que é mais admirável… ir atrás de uma história e encontrar outra. E outra e tantas outras que se atravessam no nosso caminho.

Aqui. Ali. Na China. No fim do Mundo. Onde for preciso ir.

Não fechar os olhos. Perceber o que está à nossa frente e que pode ser… um Mundo!