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Ciclos

O cientista Russo Nikolai Kondratiev defendeu que os ciclos económicos acontecem em espaços de tempo que podem 40 ou 50 anos, o que explica o que tem acontecido no Mundo nos últimos 200 anos. É uma das teorias, apenas. Há várias. Mas peço que olhem para esta, em particular.

Neste gráfico é possível perceber que o primeiro ciclo teve início no Século XVIII, aquando da Primeira Revolução Industrial. Entre o início do Século XX e até 1950, Kondratiev comportou os avanços das tecnologias ligadas à electricidade, como os electrodomésticos, e o quanto se estenderam à população mundial. Entre meados e finais do Século XX, o que o autor considerou o desenvolvimento da indústria petroquímica. Por último, o ciclo que está centrado no grande desenvolvimento tecnológico, computadores, internet, e comunicações móveis. Um ciclo que começou em 2010 e, segundo Kondratiev, não tem data para terminar. Se esta teoria estiver correcta, assim como os seus pressupostos, a chave do desenvolvimento está na nanotecnologia, usada para implementar e desenvolver novos e avançados cuidados de saúde, assim como no ambiente. O foco será cuidar da saúde do ambiente e da saúde das pessoas, no seu sentido mais holístico, como se de um todo se tratasse.

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Sevilha

2017 foi um ano para conhecer melhor Espanha. E o ano ainda não terminou… Há pouco tempo passei por Sevilha, uma das cidades mais importantes da região da Andaluzia. É uma cidade para visitar, claro, mas mais que visitar Sevilha é para se viver!!!  O espírito solto dos espanhóis, a descontração com que juntam um grupo de pessoas numa praça para ver um espectáculo de rua, até na comida, meia duzia de tapas e está o jantar feito. Ah, gente despreocupada e de bem com a vida! Se a isto conseguirmos juntar 2 amigos fantásticos e que gostam de nós… não é preciso mais nada! Deixo-vos fotografias minhas de vários sítios que visitei e onde vale muito a pena ir. 

Catedral de Sevilha

Real Alcazar

Azulejos de Sevilha

Jardins do Real Alcazar

Também em Sevilha, a questão da independência

D. Juan

Universidade de Sevilha

Torre D’el Oro

A fabulosa Praça de Espanha 

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DÉFICE vs DÍVIDA

Portugal pertence à União Europeia (U.E.) desde 12 de junho de 1985. O primeiro ministro Mário Soares assinou o documento de formalização da adesão portuguesa, no Mosteiros dos Jerónimos, em simultâneo com a entrada de Espanha.

Depois da revolução de 1974, Portugal enfrentava um período de grave crise financeira. O fim do império colonial ditou também a perda de grande riqueza e receitas, o país estava sob forte dependência externa.

O que começou com o objectivo de progresso económico, paz e liberdade entre os vários países da Europa cresceu desde os primeiros tempo da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) e é hoje uma forte comunidade composta por 28 países e com pedidos de adesão de outros 5 (Albânia, Antiga Republica Jugoslava da Macedónia, Montenegro, Turquia e Sérvia) e 2 potenciais candidatos (Bósnia-Herzegovina e Kosovo).

Para fazer parte deste grupo, Portugal aceitou regras comuns aos demais países, entra elas, regras de política fiscal.

Assim, Os países da U.E. devem demonstrar que possuem finanças públicas sãs e devem cumprir dois critérios: o seu défice orçamental não pode exceder 3 % do produto interno bruto (PIB); a dívida pública (dívida do governo e dos organismos públicos) não pode exceder 60 % do PIB.

Quando Portugal pediu ajuda externa em 2010 (sim, passaram 7 anos…) o défice estava nos 8,4% e a dívida em 94%.

Hoje, esses valores estão em 1,9% de défice mas a dívida não para de aumentar: a estimativa é que no final do ano o valor seja de 127,7%.

Falamos/ouvimos falar de défice e dívida todos os dias, nas notícias. Mas afinal… o que é isto? Simples definir, simples perceber.

O défice orçamental é diferença entre as receitas e despesas de um dado período de tempo (normalmente um ano). A contabilidade ao longo do ano é feita por trimestre e semestre.

A dívida pública é o total da dívida que os Estado tem para com terceiros.

Vamos lá pensar nisto de forma prática: pensem no défice como a diferença entre o que ganham e o que gastam, essa diferença é o vosso défice, pode ser positivo ou negativo.

A dívida são os vossos encargos: casa, carro, dívidas que assumem para com outras entidades.

São as duas essenciais para uma saúde financeira saudável, certo? Para um Estado também.

http://europa.eu

www.ine.pt

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A silenciosa diabetes

Todos temos casos na nossa família ou que conhecemos, de diabetes. Acontece o mesmo com outras doenças. Infelizmente. Há realidades que nos tocam e este toca-me muito. Tenho uma grande amiga diabética e quando estamos juntas ela faz medições dos níveis de glicose ou injecções de insulina. Não me incomoda nada, desde que esteja bem. Mas sei que tem muitos cuidados.
Habituamo-nos à palavra, a ouvir falar de diabetes e parece que nem valorizamos como devíamos. Mesmo que não conheça em pormenor alguma doença, o meu trabalho dá-me essa possibilidade.
Hoje, logo pela manhã, neste Dia Mundial dei conta dos números mais negros de que podemos ter memória: 200 novos diagnósticos todos os dias. 3 membros amputados, todos os dias.

Maior incidência nas mulheres, por ano morrem cerca de 2mil e 500. Tudo fica mais grave com o cenário de diabetes gestacional. São números tão maus que o Presidente da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal os comparou à calamidade dos incêndios. Não podia ser uma imagem mais dramática. É muito certeira. Às vezes… Temos de chocar.
A diabetes, como muitas outras doenças, dependem muitos vezes (não todas) do nosso estilo de vida. Hábitos saudáveis, alimentação correcta, prática de exercício físico.

Há poucas semanas a Organização Mundial da Saúde alertava que, daqui a 4 anos, o número de jovens obesos vai ultrapassar o número de pessoas subnutridas. 55 por cento das pessoas com diabetes tem problemas de obesidade.
Fui embaixadora do desporto em Portugal. Assumi o compromisso de correr e escalar paredes mas também de passar a mensagem: be active, sejam activos.

 

 

 

Pela vossa saude, não se lembrem do vosso bem estar apenas quando a situação já é grave. Corremos cada vez mais mas a tendência é para vivermos melhor… Não é amanhã, infelizmente. Vamos trabalhar, dividir-nos e a ciência vai ajudar-nos. Mas… Às vezes pode ser tarde demais.

A minha avó era diabética. Não resistiu a complicações. A doença faz sofrer toda a gente.